quinta-feira, 11 de junho de 2015

Nosso pequeno, grande homem


E hoje foi um daqueles dias em que a gente acorda antes das cinco da manhã e vai feliz e radiante pegar o trânsito nosso de cada dia a caminho do Santa Catarina para ver o bebê em mais um ultrassom. Ultrassom das 36 semanas. E lá estava ele: Gabriel, nosso filho amado, saudável, graças a Deus! Suas pelves renais seguem estabilizadas. Dr. Bortoletti continua dizendo que não há com que se preocupar. Não haverá qualquer intervenção e acompanharemos o caso quando ele nascer. Como aparece nos ultrassons, quando ele nascer, farão provavelmente um ultrassom no pequeno, é de praxe. E se necessário colocarão uma sonda. Ou nada disso será preciso pois é comum que meninos “sarem” disso logo que nascem e conseguem fazer seu primeiro xixi. Os rins estão bem, anyway, no exame que fizemos hoje.

Está com o cordão umbilical enrolado no pescoço, o que segundo o médico também é absolutamente normal. Enrola e desenrola o tempo todo. O que importa é que o fluxo do cordão está ótimo e portanto, não está apertando o bebê. No último mês a frequência dos exames e consultas aumentam significativamente.

Tudo deu certo no exame de hoje: a placenta está bem. Indo do grau I para II, o que é esperado para este tempo de gestação. O líquido amniótico está normal também (se eu estivesse com diabete gestacional, um sinal que aconteceria também seria o aumento do líquido amniótico. Graças a Deus, não é o caso). A propósito, todos os resultados dos exames que fiz no último sábado saíram o resultado e estão ok. Nenhuma alteração em glicose, insulina e o diabo a quatro. Fiz aquela bateria de exames que diabéticos costumam fazer, pós prandial que come e analisa o sangue e tal e tudo deu dentro dos conformes: ou seja, não estou com diabete gestacional e é fato. Fiquei pensando numa frase que a amiga Glauce disse uma vez: “Cada vez que eu tiro o carboidrato da minha vida, é como se eu tirasse a VIDA da minha vida!” E foi assim nos últimos 18 dias.... Que eu estava com medo e suspeita da diabete gestacional. Agradeci a Deus por estar tudo dentro dos conformes. Minha pressão está boa e eu não aguento mais fazer tanto exame para ter certeza da certeza da certeza que está tudo bem. Já deu no saco. Foram 3 curvas glicêmicas e trocentos de sangue. Às vezes sou grata por ter o privilégio de tantos cuidados, de poder fazer um Pré-Natal de primeira linha e às vezes me vejo num mercado gerador de dinheiro com tantos exames, não sei se precisaria de tanto. Mas uma coisa é fato: não vejo a hora deste último mês passar. A sensação é a mesma que temos no último ano de Faculdade, manja? Que chega na reta final e você não aguenta mais? Se a faculdade é de 2 anos, é no segundo ano. Se é de 4 anos, acontece no quarto. Eu que fiz em Engenharia, foi no sexto. O tempo não passa. Se arrasta! Falei pro pessoal aqui do Escritório de Projetos: aproveita Junho para entregar todas as pendências, porque o tempo não está passando, vai render.

A grande novidade é que o Gabriel na semana 36 apresenta no ultrassom (que não há de ser tão preciso, mas dá uma boa idéia) o tamanho de um bebê de 38 semanas: 3,5 kg! E esquecemos de perguntar quanto está medindo. É o nosso “cabecinha redonda”, como o chama Papai Leo. É o nosso “gordito”! Doutor disse que se chegarmos à semana 40, ele sai e vai pra faculdade. Decidi não me preocupar mais com isso. Deixa o Gabriel do tamanho que tem que ser. Se todos os exames deram tudo bem, porque vou eu ficar encucada com o bendito percentil 98 a esta altura? Certo está o Leo, que saiu radiante do Santa Catarina. E eu perguntei: “Você está feliz porque ele está grande?” E ele respondeu: “Não me importo com o tamanho dele. Estou feliz porque ele está bem.”

É isso. Babyel não para de soluçar. O médico confirmou o que havíamos lido a respeito: é um sinal de bem estar fetal e é bom que aconteça para treinar movimentos respiratórios. Neste final de gestação, ele está soluçando várias vezes, todos os dias. Fica aquele pulsar constante na barriga. Legal é que dá pra mostrar pros queridos, que sempre abrem um sorrisão por senti-lo pondo a mão na minha barriga! Parece o bater de um coração, bem forte e compassado.

O Gabriel não enfia os pés e braços nas minhas costelas. Pelo menos ainda. Não dói em mim suas mexidas. E graças a Deus ele mexe todos os dias. Fico pensando se passarei ilesa pela experiência que tantas amigas minhas passaram de correr pro Pronto Socorro porque o bebê não mexia há mais de um dia. E chegando lá ia embora o susto por verem que eles estavam bem, somente quietinhos por tudo estar tão apertado. Então agradeço cada dia que o sinto mexer... E neste final tenho sentido mais que sentia antes.

Amiga Sara acredita, desde que o Kevin chegou, que o horário que o bebê “faz” na barriga é o horário que ele fará quando nascer. O Kevin só mexia a noite e ela acha que por isto eles estão há um mês acordados madrugada a fora. Eu já acho que não é isso não. Vi num documentário da BBC sobre bebês que eles dormem dentro de nossa barriga durante o dia justamente porque nós, mamães, nos movimentamos sem parar. E eles adoram esse “balancê” para dormir. E quando a gente deita na cama pra dormir, relaxa e fica quieta, para o “balancê” e por isso eles acordam. Pra mim faz mais sentido. Tanto que de fim de semana, quando consigo deitar no meio do dia, eu sinto o Gabriel mexer. Uma coisa que dizem que é bom, quando nasce o bebê, é ajudá-lo a aprender o que é dia e o que é noite: abrindo janela e tal. Vamos ver como será. Acho que já li e ouvi conselhos, teorias e ensinamentos o bastante. Sinto uma sobrecarga de informação e decidi que prefiro um Freezing até que tenha o Gabriel nos meus braços, para seguir meu instinto e pôr em prática todas estas coisas. Muita informação estafa qualquer peão. Outro dia li: “Dificuldades em respirar na semana 36? A melhor posição para resolver isto é se colocar de quatro.” Hahaha! Já pude me imaginar levantando em meio à reunião com meu VP e resolvendo meu problema para respirar melhor. Que a gente faz com tanta informação?

Descobri que tem o site dos Depósitos São Jorge, loja de lingerie com preço SUPER BOM que tem na 25 de Março, em site. E por lá comprei minhas calcinhas pós parto. Dica boa: os preços são muito melhores que em lojas que vendem roupa de gestante e chega muito rápido. Aliás, calcinha de gestante é alta mas não aperta. Pós Parto é alta e aperta. São muitas variáveis.

Vou conseguir trabalhar metade dos dias úteis que me faltam em regime de Home Office, graças a Deus e depois de muita luta. Serão 10 dias de home office, mas que ajudarão infinitamente. Tem sido duros os dias de horas a fio no trânsito.  Neste final rola, de fato, um cansaço. Mais sono. Mais vontade de ficar quietinha. E é o que estou tentando fazer ao máximo. Se tem uma coisa que definitivamente não rola neste final, é Glamour. Continuo com meus arrotos infindáveis, azia e agora ronco enquanto durmo, mesmo que deitada de lado. Dizem que é pela “zipagem” dos órgãos todos que está cada vez com mais compressão. Tadinho do Leo. Me sinto a própria Fiona grávida. Já marquei Salão de Beleza (última depilação antes do parto, cabelo, unha) pro próximo final de semana para dar uma ajudada na auto-estima, que a esta altura nem é mais foco de nada. Bonito mesmo é o milagre da vida. E toda esta doce espera!

Obs: Desde que descobri que não estava diabética, matei meu DESEJO de Milk Shake! Foi de beber rezando!.... Quem quer que nasça um bebê com cara de sorvete batido??? J

Música do Dia: É preciso saber viver (Titãs)

Em homenagem à vibe do papai que consegue sempre ver o lado melhor de todas as coisas! #NONóia #NOStress #NONeura

Quem espera que a vida

Seja feita de ilusão

Pode até ficar maluco

Ou morrer na solidão

É preciso ter cuidado

Pra mais tarde não sofrer

É preciso saber viver

 

Toda pedra do caminho

Você pode retirar

Numa flor que tem espinhos

Você pode se arranhar

Se o bem e o mal existem

Você pode escolher

É preciso saber viver

 

É preciso saber viver

É preciso saber viver

É preciso saber viver

Saber viver, saber viver!

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