segunda-feira, 20 de julho de 2015

AMA...Menta!

Sem tempo pra detalhar o dia a dia no puerpério afora.
Porque viver é mais importante que postar.
Porque prometi a mim mesma olhar pros olhos dele sempre que abertos, e não pro celular.
Porque prometi a mim mesma onde quer que du estivesse, estar inteira. E isto também inclui modo avião no aparelho.
Mas decidi postar este olhar. Um dos mais belos que já vi! ( E que só perde, claro, pra outros olhares dele mesmo...)
Decidi registrar que AMAMENTAR, é, sem sombra de dúvida, o verbo mais sublime e perfeito que nesta vida conjuguei... Talvez perca apenas pro verbo SER. Ser sua mãe. Ser seu alimento. Ser o que cala seu choro... Nunca achei que fosse capaz de ser tão importante!... 

Jamais esquecerei deste olhar nas madrugadas só nossas!... Cada dia que passa, amo mais... E mais... E mais!... 

#MamadasFelizes



segunda-feira, 13 de julho de 2015

Mensagem do Papai para o Neném

"Desejo que seus caminhos sejam sempre percorridos sem quedas, sem deslizes, sem desatinos, mas com muita firmeza e dignidade. Pode agarrar minha mão quantas vezes necessário!!! Papai está aqui."
(Leandro Barbosa do Carmo)

E a certeza de ter encontrado o grande amor de sua vida, pai de seu filho, alicerce da nossa família. 
Gratidão. 

domingo, 12 de julho de 2015

Poema do Umbiguinho

Hoje caiu seu umbigo
Parte do que nos uniu por nove meses
Parte do que me fez capaz de te nutrir, te alimentar
Te fazer nascer
Sinal de novos tempos
Tempo em que meu seio que te acalenta, te nutre e te alimenta
Tempo de vida aqui fora
Sem espera nem demora
Tempo de viver!
Bendita seja tua cicatriz
Bendito seja nosso leite
Vamos enterrar este pedacinho de nós
Pra sermos ricos em saúde, é o que dizem, é o que peço
E vai que ali pertinho nasce uma bela florzinha pra ti
E os dias passem tão rápidos que logo, logo você ali estará
Agachado, pegando nela e achando graça
Porque a vida é assim
A gente sempre colhe o que planta
E hoje, este umbiguinho, é pra mim pura alegria de viver!
Bendito seja!



sábado, 11 de julho de 2015

O parto

De longe a experiência mais intensa da minha vida. Assim foi o parto e a primeira semana com meu bebê. 
A ida para a maternidade com a certeza de que quando voltássemos estaríamos com o Gabriel em nossos braços e tudo diferente em nossas vidas foi diferente de tudo já vivido até então. A consciência de que teria que controlar meu medo da cirurgia para o quanto antes me recuperar para tê-lo em meus braços foi enorme e mantive a calma até o último minuto. Papai Leo estava mais nervoso que a mamãe medrosa, já dava pra ver no jeito que ele dirigia à caminho da Maternidade. 
Chegamos no São Luiz do Itaim. Meu último dia com andar de pata. Barriga enorme. Sensação de não acreditar que o grande dia chegou e que o Gabriel sairia de lá. Fomos muito bem atendidos, aliás durante todos os dias na maternidade tudo foi perfeito. Gratidão enorme a Deus por ter acesso a um dos melhores Hospitais do país. Tomei um banho e  pus os aventais da cirurgia. A primeira grande sensação estranha foi estar sendo levada assim, numa cadeira de rodas para a sala de cirurgia. Nunca tinha andado numa cadeira de rodas. Alguém te levando, portas se abrindo e você se perguntando se na próxima o pé não bateria antes que a porta se abrisse. Falta de controle, dependência do outro, "não posso mesmo ir andando?", perguntei, e a esta altura nem me incomodaria mais da bunda aparecer pelo avental. Leo do meu lado, mas só até chegar no primeiro andar, onde nos separamos: eu pra sala de cirurgia e ele colocar a roupa laranja e a pulseirinha "sou papai" para acompanhar o parto. Este foi o primeiro minuto que realmente senti um frio enorme na barriga, me separando do Leo, e vendo o medo em seu olhar úmido, num rosto tenso que em oito anos ao lado dele nunca tinha presenciado. Ele estava com um papel no bolso que teria que entregar pra pôr a roupa de papai. Falei antes de sair do quarto: "leva só o celular e este papel", mas de tão nervoso chegou lá e falou que não tinha papel nenhum. Demorou uns minutos pra voltar em si. Eu, na sala de cirurgia vi o Dr. Dalton, meu obstetra já vestido de verde (sabiam que é verde por ser a cor oposta do vermelho sangue no espectro de cores? E assim não enganar o cérebro humano que vendo branco e vermelho por um longo espaço de tempo pode passar a não diferenciá-los?), vê-lo ali me tranquilizou muito. Chegada a hora. Com ele a enfermeira que foi super gentil, Dr. Paulo, no papel de médico assistente do Dr. Dalton, e o Dr. Mello, anestesista da equipe do Dr. Dalton. Foi tudo mais tranquilo que eu poderia imaginar. Pedi ao Mello para ligar o rádio que tinha ali do lado. E olhar bem certinho a hora que o Gabriel nascesse pois o relógio da sala estava errado. 
Dr. Dalton brincou, ao ver o relógio parado:
- Esses hospitais de periferia são fogo... Pra que serve esse botão será? Apontando pro equipamento ao meu lado. 
Ri tensa. Mas bem menos que imaginava.
- Cadê o pai? Ninguém chega, vou tomar mais uma cerveja, já volto.
Ri tensa.
Combinei com o Dr. Mello que ele me mostraria o horário no celular. Vai que um dia ele queira fazer um mapa astral... Tem que saber a hora. 
Começaram a me cortar. 
- Churrasquinho Gomes. Olha o cheiro! - um deles falou. 
Ri tensa. 
Pedi pro anestesista pôr na Alpha FM. Não queria ouvir p protocolo dos médicos ali falando de mim. Ele ligou. A música que estava tocando? You will be in my heart, do desenho do Tarzan. Deus é perfeito nos mínimos detalhes. Que música linda! Pus me a chorar, mas não desminliguida. Emocionada, mas preocupada. Quando Dr. Dalton chamou o Leo pra ver nascer eu queria estar atenta. 
"Nasceu!" - Dr. Dalton
"19:45h pontualmente." Disse Dr. Mello me mostrando o iphone. 
Tenso. Silêncio de segundos. Cadê o choro? Só isso que pensava. E segundos depois lá estava ele: o choro rouquinho e alto do Gabriel!!!
Foi MUITO emocionante! Maior alívio do mundo! Ele estava vi-vo! Dr. Dalton me mostrou ainda com o cordão e todo sujo e desesperador era não ter as mãos livres nesta hora. Pouco depois ele voltou pros meus braços e pude me soltar do equipamento que media meus batimentos e sentir sua pele, seu cheiro, e o Leo ali segurando ele no meu rosto... Eu não conseguiria descrever o turbilhão de coisas que senti. A maior emoção que já senti! Um amor que doía! Um amor de entranhas! O tal maior amor do mundo! Ali começou meu medo de algo dar errado em mim, queria ficar bem logo pra ir pro quarto logo e pegar ele nos meus braços. Só pensava nisto. Ele saiu com o pediatra e Leo foi junto. Continuou tão nervoso que entrou no vestiário feminino para tirar a roupa da cirurgia, e saiu aos berros da mulherada de sutien. Engraçado! Obviamente nem me lembrei do "Sentindo a Luz" programa para dar de mamar na primeira hora de vida. Terminaram de me dar os pontos exatamente uma hora depois de termos começado tudo. Eram oito e vinte quando fui pra sala de recuperação com outras mulheres e tentei me manter o mais calma possível, pra me recuperar e voltar o quanto antes pro quarto. E assim foi. Por volta das dez e vinte estava no quarto e pouco depois chegou o nosso pequeno, em meus braços. O tão sonhado dia estava ali, real, diante de meus olhos. Inacreditável! Exausta e feliz. 
O início da maior aventura de nossas vidas!...

Olhos mareados
De lágrimas de amor
O maior amor chegou!
Obrigada pela chance de me fazer mãe
De me fazer melhor
Maior
De me fazer entender o quanto já fui amada como filha
Por me fazer provar do amor que jamais poderia imaginar
Se eu não acreditasse em Deus
No exato minuto que te vi
Passaria a acreditar... 


quarta-feira, 24 de junho de 2015

Contagem Regressiva e Momentos Engraçados

Faltam cinco dias. E a esta altura do campeonato a grávida pisa onde? No formigueiro. Nicho de mercado: coçador para grávidas, que desde o nono mês já não alcança mais nada. Outro produto que já falei antes, que vi que tem nos EUA mas não por aqui, é o colchão de ar com buraco para a barriga: que sonho seria deitar de bruços... Aproveita e lança suspensório para o último mês, quando nem as calças de gestante querem mais parar na barriga enorme. Ah! E não se esqueçam de lançar o sutiã com lâmpada, para preparar o bico do seio, porque ficar com lampadinha de abajour mirando nos seios não é justo para ninguém... hehehe. É, pessoal. Já fui da área de Produtos. 

A gravidade continua uns 15 metros por segundo ao quadrado: tudo cai e nada alcanço.

Hoje tem mudança da Lua. Será?

Hoje tem ultrassom. Mal posso esperar.

E faltando apenas três dias de trabalho, comecei a fazer a passagem de bastão de minhas atividades para uma moça que vai me substituir nestes cinco meses. Meu chefe, mais que ninguém, acredita mesmo que o Gabriel não vai adiantar. 

Continuo conseguindo dirigir, ainda que só um pouco por dia, coisa de meia hora do trabalho do Leo até o meu. Perguntei ao médico até quando poderia e ele confirmou que até os noventa anos, caso eu não tenha antes nenhuma demência. É! Faca na caveira! Eu gosto do jeito simples de conduzir do Dr. Dalton. Vou nele há mais de doze anos não é à toa. Ele tem meu jeito. Reclamei inúmeras vezes por estar mais sensível. Lembro de uma vez que minha mãe foi comigo à uma consulta e o desconjurou. "Muita brincadeira, muita piada. Esse médico é louco! Porque não procura alguém mais sério?"

E eu pensei que a vida não tem que ser tão séria. E me sinto com sorte, no final das contas, por tê-lo encontrado tão "minha cara". 

Na última consulta:

- Sobe na balança.

- De novo?

- Sim.

- Sem bullying.

- Sobe logo, magrela! - já rindo.

- Ainda não te alcancei.


Leve. Como nem eu, nem ele somos, fisicamente. Mas como a vida deve ser. 


- Marcamos a cesárea para às 19h da segunda. Melhor horário possível! Você não imagina o quanto! Tendo o bebê neste horário, você vai voltar pro quarto em horário que visita já será proibida. O que será ótimo: você volta pro quarto parecendo ter saído de uma briga de pomba-gira! Sabe? Parece que saiu de um arranca rabo de putas! Tudo que não quer é ver aquele monte de gente para te ver! Aí sim, no dia seguinte, vão tirar seu soro, sua sonda, vai poder tomar um banho, pentear o cabelo e receber a visita... Outra vida!


Fiquei pensando que ele é realmente louco. Mas ri. Disse que não sei como é briga de puta. Mas podia imaginar. 


Rir é sempre o melhor remédio. Chegou minha cinta pós-parto lá em casa. Olhei e gritei: "Não vai me servir, meu Deus! Paguei o olho da cara e não vai servir!"

Peguei aquelas cintas de usar em dia de casamento, por debaixo dos vestidos, da época que eu era só gorda, e não grávida, e vi que a cinta era maior. Mesmo assim, muita insegurança... Não vai servir... E eu mandei fazer, plus size e tal.


- Leo, me ajuda?

- O que?

- Preciso ter certeza que vai me servir...

- Pede ajuda pra sua mãe, Petita.

- Não. Minha mãe está bem mais magra que eu.

- Pede pra ela achar uma amiga mais gorda então.

- Não. Preciso saber agora... Me ajuda? Se você colocar a cinta e entrar em você, vai entrar em mim.

- Nem fodendo!

Fui fazer xixi quase chorando. Sai do banheiro e lá estava ele, Leo, o melhor pai do mundo, o maior companheiro que a vida poderia ter me dado, de cin-ta! kkkkkkkkkkkk

Quase morri de tanto rir! Juro que achei que o Gabriel nasceria ali mesmo, naquela hora. 

Ele, com a mão no rosto, reclamandão:


- Vê logo que entrou! Preciso tirar isso! Não estou aguentando! É apertado demais! 


E pelo vão de fazer xixi da cinta (com perninha e tudo), via-se as cuecas do meu marido.

Eu não conseguia falar nada, só gargalhar.


- Vou tirar!

- Não! Fica um pouco pra lacear, por favor!

- Ah, não! Que dia chato! - ele resmungou. 

Aí que eu ri mais ainda. E falei que ele poderia tirar.


Definitivamente um dia que jamais sairá da minha memória... Um dos mais divertidos. 


Seguimos sorrindo. E esperando pelo grande dia! Vamos ver se o cronograma se mantém. Se o Gabriel, filho de PMO, PMOzinho é...


Chegaram as fotos do ensaio de gestante que fizemos no Parque da Aclimação. Escolhi algumas e me inspirei no texto abaixo:


"Não se atente às curvas do seu corpo. Não! Atente-se à sua alma e como está mais feliz desde que dois corações batem juntos, dentro de você.

Atente-se a quanto amor Deus fez florecer em sua vida. No quanto as pessoas à sua volta sorriem e são mais gentis. No quanto o pai de seu filho se tornou mais próximo e amoroso. No quanto você passou a se sentir forte e especial por ser responsável por uma vida. 

Atente-se ao milagre da vida: como uma gota de amor pôde ter se transformado no bater de um novo coração, em ossos, em um novo olhar, em uma nova história. Você mais ele deram origem à melhor parte de vocês mesmos... E agora aguardam, ansiosos e felizes, por sua chegada.

É, sem dúvida, a mais doce espera...

Não sei como pudemos chegar até aqui sem você!#VemGabriel"

(Mamãe Ana)


E amanhã é meu aniversário. Ano em que a vida vai me dar o melhor presente ever! Não me importo que só no dia 29, fica registrado.



Música do Dia: Boas Vindas (Caetano Veloso)


Sua mãe e eu

Seu irmão e eu

E a mãe do seu irmão

Minha mãe e eu

Meus irmãos e eu

E os pais da sua mãe

E a irmã da sua mãe

Lhe damos as boas-vindas

Boas-vindas, boas-vindas

Venha conhecer a vida

Eu digo que ela é gostosa

Tem o sol e tem a lua

Tem o medo e tem a rosa

Eu digo que ela é gostosa

Tem a noite e tem o dia

A poesia e tem a prosa

Eu digo que ela é gostosa

Tem a morte e tem o amor

E tem o mote e tem a glosa

Eu digo que ela é gostosa

Eu digo que ela é gostosa

Sua mãe e eu

Seu irmão e eu

E o irmão da sua mãe



domingo, 21 de junho de 2015

Reta Final - Semana 38

Ouvidos apurados, sensibilidade à flor da pele e ansiosos, porém felizes: assim entramos hoje na semana 38. 
A casa que moro é dentro de um condomínio e fica bem próxima à entrada principal, à portaria. De dias pra cá simplesmente passei a a acordar com o barulho do portão elétrico a cada vez que abre pra alguém entrar ou sair. Inúmeras vezes em meio à noite. São 188 casas. São muitos abres e fechas deste portão. Mês que vem fará 4 anos que moramos aqui. E é a primeira vez que isto me acontece. Antes de engravidar eu falava que tinha medo do meu sono pesado, que eu não acordaria pro que fosse preciso com bebê pequeno em casa. Já entendi que a natureza é perfeita e estou adaptada: sono leve, checked!
Querida amiga Flávia disse que a maioria dos bebês nascem naturalmente na semana 38. Essa semana tem mudança da Lua na quarta. Baseada nisso, esta é a semana do cagaço. Vamos ver se o Gabriel espera até a próxima segunda, dia 29/06 e tudo aconteça como planejado, na semana 39. Se entrarmos em trabalho de parto antes, não tem problema. Vamos que vamos! 
Sensibilidade à flor da pele. Tenho chorado por tudo! Prima irmã perdeu o bebê de sete semanas e fiquei arrasada. Qualquer vídeo que tenho visto, me emociona absurdamente. Pico de emoção. Não acho ruim não. Chorar faz bem pro pulmão, não faz? 
Gabrielzinho continua com seus soluços, graças a Deus. Meu médico nos instruiu a avaliar os movimentos do bebê uma vez de manhã, uma vez de tarde e uma vez de noite, e se não identificar em dois períodos consecutivos, ir pro Hospital checar. Pra nossa sorte, Gabriel tem se mexido sim, sempre, e mais que isso, tem soluço de manhã, de tarde e de noite. Sinal de bem estar fetal e que deixa papai e mamãe felizes. Esta semana ainda temos o último ultrassom, pra ver o rinzinho e o cordão enrolado no pescoço. Depois, é se preparar pro último final de semana sem ele aqui fora. Ansiedade!
Hoje dormi até meio dia. Saideira. E que venha um mês de cutover. Será que é tudo isso que falam mesmo? Mães virando walking deads / zumbis no primeiro mês? Contarei a minha experiência tão logo consiga postar. Mas, por tudo que tenho ouvido, estou preparada pra uma "guerra". Rs. O maior cutover de IT que já trabalhei foi numa Migração de Data Center que fiquei 40 horas direto sem dormir. Depois disso, comecei a chorar porque não achava servidor, absolutamente descontrolada emocionalmente. Por isto acredito nos relatos de novas mães que se tornam outras pessoas no primeiro mês. A falta de sono é transformadora. Vamos ver como será comigo. 
Já disse pra queridos que prefiro as visitas na maternidade. E que em casa, assim que o período todo de adaptação e recuperação passar, darei um "ok, podem me visitar". Espero que ninguém fique chateado e compreenda. E mais que isso, espero que eu me adapte muito depressa e volte a socializar, com todos que amo, em boa companhia do Gabriel. Pelo simples fato de que socializar é importante pra mim. 
Neste final consegui negociar alguns dias em regime de home office, graças a Deus. Até quarta ainda vou pro trabalho e já na quinta e sexta estarei trabalhando de casa. Como pedi a Deus: trabalhando até o último dia para ficar o máximo de tempo de tempo depois com ele. Quatro meses de licença mais um de férias. E vai passar voando. Isso eu já sei...
Refluxos aumentaram consideravelmente. Tenho dormido praticamente sentada, com tanto travesseiro. Deitar do lado esquerdo ajuda. Leo, palhaço, me viu quase dormindo sentada e disse que eu estava parecendo o Buda: queria me virar de costas pra porta e jogar moeda. Meu humor não se alterou, definitivamente. Acho que fiquei mais tranquila que eu era antes e bem humorada, sem TPM Constante, que é algo que algumas relatam. Leo disse que não sentiu diferença. Menos mal. 
Ontem, fui no Salão cuidar de mim. Última depilação antes do parto, unha e cortar cabelo. Sempre nos faz sentir melhor. A Maria é uma heroína por ainda conseguir me depilar: não tenho posição.  Não adianta passar esmalte pois na cirurgia os anestesistas precisam avaliar as unhas: ficando roxa é sinal de algo. Então eles tiram o esmalte. Passei só uma base. Aprendi isto dias desses.
Outro fato: Não sinto frio. Desde o dia que engravidei até hoje, no inverno, durmo só de calcinha e top de fazer ginástica. Fiquei calorenta e agradeço estar passando esta última fase no inverno, sobretudo pelo inchaço das minhas pernas e pés, que seriam agravados com o calor. Prima Cris, ótima fisioterapeuta, disse que me ajudará no pós parto fazendo drenagem caso lhe permitam fazê-lo no Hospital. Fiquei super feliz! E não sentir mais frio me fez lembrar a última estrofe da música "Relicário" do Nando Reis, que ele compôs com o nascimento de seu filho caçula, Ismael. Letra linda! Será a música do dia. 
Reta final. Felizes e rindo à toa. 
#VemGabriel

Música do Dia: última estrofe incorporada à "Relicário" de Nando Reis

Desde que você chegou
O meu coração se abriu
Hoje eu sinto mais calor
E não sinto nem mais frio

E o que os olhos não vêm
O coração pressente
Mesmo na saudade
Você não está ausente

E em cada beijo seu
E em cada estrela do céu
E em cada flor no campo
E em cada letra no papel

Que cor terão seus olhos
E a luz dos seu cabelo
Só sei que vou chamá-lo
"De Gabriel!!! Ga-bri-el! Gabriel! Gabrieeeeeeel!"❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️

-> Papai comprou este macacão do SP pro bebê e quer que seja a primeira roupinha, mesmo que fique enoooorme! 
Tá bom, né. Rs.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Que sejas bom e feliz!


Semana 37. Um ultrassom por semana e uma consulta toda semana. O fim desta longa espera, que pasmem, mas dura quase um ano, não pas-sa! Sensação de quando você passa horas e horas na fila pra ir na montanha russa que tem medo e vontade louca ao mesmo tempo. E fica tantas horas lá esperando, que sente de tudo um pouco: sente vontade de que a fila ande mais depressa porque não vê a hora, depois sente vontade de que a fila continua lenta pra nunca chegar sua vez, rola um bipolarismo. Exatamente assim que tenho me sentido em relação ao grande dia: o dia do parto, o dia que nosso filho amado virá ao mundo.

Sentirei saudade da barriga, de prioridade nas filas, da gentileza de estranhos, de sempre arrancar um sorriso e uma pergunta se é menino ou menina nos elevadores, de sentir o soluço do Gabriel e pensar que é bem estar fetal, que ele está bem dentro de mim. Sentirei saudade de dormir até às onze nos domingos, não vou mentir. E sei que sentirei coisas que hoje nem posso imaginar e que será mágico receber o Gabriel em nossas vidas pra juntos sermos felizes.

Falemos de umbigo. Agora é oficial: parece que vai explodir. Ainda não ficou igual ao umbigo do meu pai que é esbutucado pra fora, mas está muito raso! Maior agonia do mundo!!! Tenho uma amiga africana no trabalho que sempre vem fazer carinho na minha barriga e dizer bom dia pro Gabriel, a Alice. Eu adoro! Ela é uma querida. Mas o carinho dela é forte e dá o maior medo quando ela passa a mão no umbigo. Agora ela chega, eu tampo o umbigo. Kkk. E deixo ela acariciar todo o resto (que não é pouco! Minha barriga está e-nor-me!). Passei creme anti-estrias, óleo, todos os dias. Mas não teve jeito. Neste final apareceram estrias. E são feias. Não são brancas, são vermelhas. Apareceram embaixo da minha barriga, onde pesa, quase onde vai ficar a cicatriz da cesárea. Eu não as vejo, só pelo espelho. Fazer o que? Marcas desta fase. Juro que não me aflige muito neste momento. Talvez depois. Mas agora o foco é outro. O umbigo dá medo. Medo de explodir. Todo mundo tem umbigo porque foi por ele que se nutriu quando era um bebê dentro da barriga da mãe. E eu jurava que era tipo um nó de bexiga que o médico dava quando nascia e por isso tinha esse formato de nozinho lá pra dentro. Sabiam que não é? É uma cicatriz! Não tem nó!!! Depois que eu descobri isso só senti mais medo ainda que ele exploda. Deus santo! Não tem nó.... Eu jurava que tinha. Rs. E o umbigo do nenê pode demorar até uns dez dias pra cair. Ui! Que gastura de umbigo! Um dia você está lá, vivendo sua vida, fazendo seus projetos, indo nos churrascos... 80% de sua vida é diversão. De repente você está de nove meses e 80% dos seus medos é sobre umbigos. Hahaha! A vida é fanfarrona! Vou sobreviver.

Estamos na reta final. A cesárea está agendada. Quarto reservado na Maternidade São Luiz do Itaim. Será no dia 29 de Junho de 2015 às 19 horas. Dá pra acreditar que “tá chegando muito”? A menos que o Gabriel queira sair antes, será neste dia conforme planejado. Não acho que sairá antes. Temos conversado. Já pedi desculpas por tirá-lo na semana 39 (pra ele não ficar chateado de vir uma semana antes) mas ele realmente está pronto: ultrassom desta semana mostrou de novo 3,5 kg e 50 cm. Nosso pequeno grande homem!

Estou, estranhamente, sentindo uma paz invadindo meu coração. Deve ser algum hormônio essa coisa. Não estou com medo sobre como vou cuidar dele nem se vou fazer tudo certo. Sensação de aceitação. Aceitar que serei a melhor mãe que poderei ser e que isto estará longe de ser o perfeito. Mas ok. Como por toda a minha vida acadêmica pensei, era meu lema: sempre darei o melhor de mim. Vou me esforçar e caprichar. Se ainda assim eu for pra prova e não for bem, não tem porque sofrer. Fiz meu melhor. Não tem porque olhar pro lado, comparar com o resultado do amigo, fiz meu melhor. E sempre deu certo. Eu AMAVA estudar. Por toda minha vida foi uma diversão, uma delícia me dedicar, uma delícia me esforçar e chegar aos meus limites para dar o meu melhor. Eu sempre amei. Desde o Pré até o MBA. E tirei muitas notas dez e tirei algumas notas zero e meio também. Agora, como mãe, vai ser igual. Sei como funciono: sempre me dou de corpo e alma para o que me proponho a fazer, busco, verdadeiramente, meu melhor. E assim será. E saberei me perdoar nos momentos de fracasso. E pedirei ajuda nos momentos difíceis. E vibrarei nos momentos felizes. Vai ser uma jornada incrível!

Espiritualmente me preparo para não ser “dona” da estória de meu filho. Pra eu ser meio de sua felicidade. Cumprindo minha responsabilidade de mãe, de educar, de ensinar, de nutrir, de cuidar, de fazer feliz mas sempre, sempre lembrando que não está no meu controle, que o Gabriel não veio para atender expectativas, para ser o que eu não pude ser, para fazer o que não pude fazer, para que eu não projete nele, desrespeitosamente uma história que é minha, baseada em meus preconceitos e em minhas vontades. Não. O Gabriel terá seus gostos, sua história, suas conquistas, seus princípios, sua alma, e tudo isto será respeitado. É esta minha missão como mãe.

Escrevi a ele minha cartinha para colocar na cápsula do tempo, pra ele abrir quando fizer dezesseis anos. De forma bem resumida escrevi como espero que ele esteja quando abrir: só me importa que ele seja um ser humano bom, que respeita a si e ao próximo e que ele será feliz, à sua maneira. É disto que estou falando.

Não sei se poderemos, eu e o Leo, dar ao Gabriel tudo que imaginamos poder dar, do ponto de vista material. Mas nossa luta sempre será dar a ele bons exemplos, princípios e ensinamentos para que ele seja estas duas coisas: uma boa pessoa e uma pessoa feliz. Fala-se muito de um mundo melhor para nossos filhos... Eu estou falando de filhos melhores para o nosso mundo.

Que o amor sempre vença. E dê forças. Que não tenhamos preguiça de sermos bons pais. Que não terceirizemos a educação do Gabriel para nenhuma parte. Que nos doemos de corpo e alma. Que saibamos identificar pequenas coisas que serão muito importantes. Que Deus nos dê sabedoria, saúde e amor.

Fiquei pensando na minha infância. Em todas as boas lembranças que tenho da minha infância. Não são poucas... Passamos, Regina e eu, um almoço inteiro compartilhando de lembranças de coisas extremamente simples e que nos marcaram pra sempre... Não tinha ido à Disney quando criança. Quero poder levar meu filho. Pois conheci depois de grande e é mágico! Nada contra a Disney. Mas o que estou querendo dizer é que minha infância foi marcada por inúmeros doces momentos de coisas extremamente simples e que eu lembro com muita saudade e amor. E me faz sentir amada. E me faz ser feliz. Lembro da minha primeira vez andando de bicicleta, das moedas pra comprar meu gelinho de coco queimado preferido, dos domingos com meu pai na feira, da cestinha com copinhos e pratinhos de plástico que o Papai Noel mandou entregar numa noite de Natal na casa dos meus tios, da primeira noite que não dormi mais no berço no quarto da minha mãe e dormi na cama no quarto com meus irmãos (eu queria muito dormir com a minha irmã e segurava o cabelo dela!), meu primeiro dia de escola, minha mãe me dando vasinhos para eu brincar de plantar na casa da minha avó que não tinha televisão, do meu pai me colocando no ombro pra ver a parada da Criança na 23 de Maio e depois me levando pra comer misto quente, da minha mãe dando banho em mim e na minha prima e depois emprestando caixa de lápis de cor da minha irmã pra gente pintar na mesa da cozinha enquanto ela terminava a janta, da minha mãe colocando a janta no meu prato e fazendo de conta que era pizza, dividindo em “pedaços” pra eu comer tudo, da minha irmã me dando só a parte branquinha do peixe frito porque eu não gostava da “casquinha” (ela tirava a parte branca, assoprava e punha na minha boca), de quando eu me vesti de colher de pau pra dançar no dia das mães, das viagens ao Paraná que minha mãe improvisava no ônibus uma caminha que eu podia deitar no pé dela e do meu pai (imagina que eles não podiam nem se mexer!), eu lembro de tanta coisa... tantas pequenas coisas... do meu pai brincando de escolinha comigo, copiando lição da lousa e rindo porque eu era professora brava e punha ele de castigo... da minha mãe me desfraldando, me chamando no meio da noite pra ir fazer xixi no banheiro pra não fazer na cama, do meu primeiro dia de aula, das missas... eu lembro de tudo... como se fosse agora e sinto uma gratidão inarrável.

E tudo que mais quero é encher o Gabriel de boas lembranças. A partir do dia 29 deste mês, seremos nós, papai e mamãe, lógico que todos à nossa volta também, mas sobretudo nós, que seremos responsáveis em plantar no coração do Gabriel cada doce lembrança. De cuidado. De amor. De demonstração de afeto, Abraços. Beijos. Broncas. Ensinamentos. Cada pedacinho que vai compor uma nova pessoa, é em grande parte, nossa responsabilidade.

Esta formação da pessoa está além, muito além de coisas como o que ele poderá comer ou não, que remédios vai tomar ou não, se vai usar tablet ou não. É mais importante que tudo deste mundo! Estaremos aqui pra ajudar um ser humano, em sua existência, a cumprir sua missão de vida e ser feliz. E este é o maior desafio. E a parte mais mágica que pode haver!

Estou encantada com a idéia de ser mãe! Mal posso esperar...

 

MÚSICA DO DIA: A Paz (Gilberto Gil)

Por estar simplesmente anestesiada de amor....

 

A paz invadiu o meu coração

De repente, me encheu de paz

Como se o vento de um tufão

Arrancasse meus pés do chão

Onde eu já não me enterro mais

 

A paz fez um mar da revolução

Invadir meu destino; A paz

Como aquela grande explosão

Uma bomba sobre o Japão

Fez nascer o Japão da paz

 

Eu pensei em mim

Eu pensei em ti

Eu chorei por nós

Que contradição

Só a guerra faz

Nosso amor em paz

 

Eu vim

Vim parar na beira do cais

Onde a estrada chegou ao fim

Onde o fim da tarde é lilás

Onde o mar arrebenta em mim

O lamento de tantos "ais"

 

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Nosso pequeno, grande homem


E hoje foi um daqueles dias em que a gente acorda antes das cinco da manhã e vai feliz e radiante pegar o trânsito nosso de cada dia a caminho do Santa Catarina para ver o bebê em mais um ultrassom. Ultrassom das 36 semanas. E lá estava ele: Gabriel, nosso filho amado, saudável, graças a Deus! Suas pelves renais seguem estabilizadas. Dr. Bortoletti continua dizendo que não há com que se preocupar. Não haverá qualquer intervenção e acompanharemos o caso quando ele nascer. Como aparece nos ultrassons, quando ele nascer, farão provavelmente um ultrassom no pequeno, é de praxe. E se necessário colocarão uma sonda. Ou nada disso será preciso pois é comum que meninos “sarem” disso logo que nascem e conseguem fazer seu primeiro xixi. Os rins estão bem, anyway, no exame que fizemos hoje.

Está com o cordão umbilical enrolado no pescoço, o que segundo o médico também é absolutamente normal. Enrola e desenrola o tempo todo. O que importa é que o fluxo do cordão está ótimo e portanto, não está apertando o bebê. No último mês a frequência dos exames e consultas aumentam significativamente.

Tudo deu certo no exame de hoje: a placenta está bem. Indo do grau I para II, o que é esperado para este tempo de gestação. O líquido amniótico está normal também (se eu estivesse com diabete gestacional, um sinal que aconteceria também seria o aumento do líquido amniótico. Graças a Deus, não é o caso). A propósito, todos os resultados dos exames que fiz no último sábado saíram o resultado e estão ok. Nenhuma alteração em glicose, insulina e o diabo a quatro. Fiz aquela bateria de exames que diabéticos costumam fazer, pós prandial que come e analisa o sangue e tal e tudo deu dentro dos conformes: ou seja, não estou com diabete gestacional e é fato. Fiquei pensando numa frase que a amiga Glauce disse uma vez: “Cada vez que eu tiro o carboidrato da minha vida, é como se eu tirasse a VIDA da minha vida!” E foi assim nos últimos 18 dias.... Que eu estava com medo e suspeita da diabete gestacional. Agradeci a Deus por estar tudo dentro dos conformes. Minha pressão está boa e eu não aguento mais fazer tanto exame para ter certeza da certeza da certeza que está tudo bem. Já deu no saco. Foram 3 curvas glicêmicas e trocentos de sangue. Às vezes sou grata por ter o privilégio de tantos cuidados, de poder fazer um Pré-Natal de primeira linha e às vezes me vejo num mercado gerador de dinheiro com tantos exames, não sei se precisaria de tanto. Mas uma coisa é fato: não vejo a hora deste último mês passar. A sensação é a mesma que temos no último ano de Faculdade, manja? Que chega na reta final e você não aguenta mais? Se a faculdade é de 2 anos, é no segundo ano. Se é de 4 anos, acontece no quarto. Eu que fiz em Engenharia, foi no sexto. O tempo não passa. Se arrasta! Falei pro pessoal aqui do Escritório de Projetos: aproveita Junho para entregar todas as pendências, porque o tempo não está passando, vai render.

A grande novidade é que o Gabriel na semana 36 apresenta no ultrassom (que não há de ser tão preciso, mas dá uma boa idéia) o tamanho de um bebê de 38 semanas: 3,5 kg! E esquecemos de perguntar quanto está medindo. É o nosso “cabecinha redonda”, como o chama Papai Leo. É o nosso “gordito”! Doutor disse que se chegarmos à semana 40, ele sai e vai pra faculdade. Decidi não me preocupar mais com isso. Deixa o Gabriel do tamanho que tem que ser. Se todos os exames deram tudo bem, porque vou eu ficar encucada com o bendito percentil 98 a esta altura? Certo está o Leo, que saiu radiante do Santa Catarina. E eu perguntei: “Você está feliz porque ele está grande?” E ele respondeu: “Não me importo com o tamanho dele. Estou feliz porque ele está bem.”

É isso. Babyel não para de soluçar. O médico confirmou o que havíamos lido a respeito: é um sinal de bem estar fetal e é bom que aconteça para treinar movimentos respiratórios. Neste final de gestação, ele está soluçando várias vezes, todos os dias. Fica aquele pulsar constante na barriga. Legal é que dá pra mostrar pros queridos, que sempre abrem um sorrisão por senti-lo pondo a mão na minha barriga! Parece o bater de um coração, bem forte e compassado.

O Gabriel não enfia os pés e braços nas minhas costelas. Pelo menos ainda. Não dói em mim suas mexidas. E graças a Deus ele mexe todos os dias. Fico pensando se passarei ilesa pela experiência que tantas amigas minhas passaram de correr pro Pronto Socorro porque o bebê não mexia há mais de um dia. E chegando lá ia embora o susto por verem que eles estavam bem, somente quietinhos por tudo estar tão apertado. Então agradeço cada dia que o sinto mexer... E neste final tenho sentido mais que sentia antes.

Amiga Sara acredita, desde que o Kevin chegou, que o horário que o bebê “faz” na barriga é o horário que ele fará quando nascer. O Kevin só mexia a noite e ela acha que por isto eles estão há um mês acordados madrugada a fora. Eu já acho que não é isso não. Vi num documentário da BBC sobre bebês que eles dormem dentro de nossa barriga durante o dia justamente porque nós, mamães, nos movimentamos sem parar. E eles adoram esse “balancê” para dormir. E quando a gente deita na cama pra dormir, relaxa e fica quieta, para o “balancê” e por isso eles acordam. Pra mim faz mais sentido. Tanto que de fim de semana, quando consigo deitar no meio do dia, eu sinto o Gabriel mexer. Uma coisa que dizem que é bom, quando nasce o bebê, é ajudá-lo a aprender o que é dia e o que é noite: abrindo janela e tal. Vamos ver como será. Acho que já li e ouvi conselhos, teorias e ensinamentos o bastante. Sinto uma sobrecarga de informação e decidi que prefiro um Freezing até que tenha o Gabriel nos meus braços, para seguir meu instinto e pôr em prática todas estas coisas. Muita informação estafa qualquer peão. Outro dia li: “Dificuldades em respirar na semana 36? A melhor posição para resolver isto é se colocar de quatro.” Hahaha! Já pude me imaginar levantando em meio à reunião com meu VP e resolvendo meu problema para respirar melhor. Que a gente faz com tanta informação?

Descobri que tem o site dos Depósitos São Jorge, loja de lingerie com preço SUPER BOM que tem na 25 de Março, em site. E por lá comprei minhas calcinhas pós parto. Dica boa: os preços são muito melhores que em lojas que vendem roupa de gestante e chega muito rápido. Aliás, calcinha de gestante é alta mas não aperta. Pós Parto é alta e aperta. São muitas variáveis.

Vou conseguir trabalhar metade dos dias úteis que me faltam em regime de Home Office, graças a Deus e depois de muita luta. Serão 10 dias de home office, mas que ajudarão infinitamente. Tem sido duros os dias de horas a fio no trânsito.  Neste final rola, de fato, um cansaço. Mais sono. Mais vontade de ficar quietinha. E é o que estou tentando fazer ao máximo. Se tem uma coisa que definitivamente não rola neste final, é Glamour. Continuo com meus arrotos infindáveis, azia e agora ronco enquanto durmo, mesmo que deitada de lado. Dizem que é pela “zipagem” dos órgãos todos que está cada vez com mais compressão. Tadinho do Leo. Me sinto a própria Fiona grávida. Já marquei Salão de Beleza (última depilação antes do parto, cabelo, unha) pro próximo final de semana para dar uma ajudada na auto-estima, que a esta altura nem é mais foco de nada. Bonito mesmo é o milagre da vida. E toda esta doce espera!

Obs: Desde que descobri que não estava diabética, matei meu DESEJO de Milk Shake! Foi de beber rezando!.... Quem quer que nasça um bebê com cara de sorvete batido??? J

Música do Dia: É preciso saber viver (Titãs)

Em homenagem à vibe do papai que consegue sempre ver o lado melhor de todas as coisas! #NONóia #NOStress #NONeura

Quem espera que a vida

Seja feita de ilusão

Pode até ficar maluco

Ou morrer na solidão

É preciso ter cuidado

Pra mais tarde não sofrer

É preciso saber viver

 

Toda pedra do caminho

Você pode retirar

Numa flor que tem espinhos

Você pode se arranhar

Se o bem e o mal existem

Você pode escolher

É preciso saber viver

 

É preciso saber viver

É preciso saber viver

É preciso saber viver

Saber viver, saber viver!

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Nono Mês: dá pra acreditar?


E assim chegamos na 36ª semana. O frio na barriga é tanto que seria melhor o Gabriel estar já agasalhado lá dentro. De fato, os dias passam lentos... Ficamos grávidas 7 meses e 2 séculos. Deus santo! Quase um ano gravida. Nem lembro mais como era antes, a vida sem o bebê aqui dentro.

Tudo quase pronto exceto a cinta pós parto que só chega dia 20. Por ser plus size, tive que encomendar. Rezando pra chegar logo.

Tiramos as fotos pra eternizar a lembrança da barriga. Eu e o Leo, lá no Parque da Aclimação. Pagamos por um ensaio destes mais baratos no Groupon e estamos ansiosos pelo resultado. Foi esquisito posar para as fotos. Não somos bons nisto. Leo se divertia às minhas custas quando eu deitada em meio às folhas secas recebia uma rajada de merda dos passarinhos no pescoço (dizendo que o passarinho era ninja por conseguir cagar em qualquer parte de mim que não fosse minha cara) e jogando moeda quando eu sentei num tronco de pernas cruzadas, falando que eu estava igualzinho ao Buda. A gente se divertiu. Às minhas custas, mas nos divertimos. A fotógrafa era boa gente e já tinha trabalhado na mesma empresa que hoje eu trabalho, por coincidência. Em trinta dias teremos o álbum. Como diz minha amiga Sônia, não olhe pro álbum com um olhar crítico sobre seu corpo. Olhe com o doce olhar que é pra lembrar pra sempre deste momento. Vai dar uma saudade da barriga! E acho que vai mesmo.

Meus seios não cresceram. Mas não me preocupo pois já aprendi que não tem estoque de leite. O leite vem em seios grandes ou pequenos e é on demand. E quanto mais estimulado for, mais sairá. Meus bicos do seios estão bem diferentes: escuros e com uma espécie de chuveirinho nos bicos. Não dá pra saber como vai ser. Ouço muitos depoimentos e no final o que estou trabalhando meu cérebro é que independente da dificuldade, eu vou fazer de tudo para amamentar. Aguentar o que for. Mas rezo pra ser uma destas mulheres de sorte que não sentiram tanta dor e que o bebê conseguiu aprender logo a pegar o peito. Será uma experiência e tanto!

Minha barriga está enorme e o peso faz diferença neste último mês. Pra virar a noite é mais difícil. E depois de um longo dia de trabalho, a sensação é de ter tomado um chute na periquita, bem de baixo pra cima. Pesa. Mas nada insuportável. O que tenho sentido é mais refluxo. Acho que o estômago está zipado por lá.

Neste último mês o cuidado maior tem sido com a glicose (açúcar). Nos exames em jejum tudo ok. Mas depois do terceiro exame de curva glicêmica, deu uma pequena alteração: o limite é 140 e deu 147 o meu. Nada absurdo, mas passível de cuidado. Não quero sobrecarregar o Gabriel para que produza mais insulina que o normal. Meu obstetra, com a maior naturalidade do mundo, me ligou ao ver o resultado que mandei por e-mail, e falou pra eu cortar temporariamente todo o carboidrato e açúcar. Louco! Assim mesmo, sem noção. Como dizendo “dá um mortal pra trás e um duplo twist carpado e caia de pé”, sem alterar o tom de voz. Se puder, procure um endócrino ainda antes de nossa próxima consulta. Óbvio que procurei, né? “Ado. A-ado. Cada um no seu quadrado!” De fato era um exagero esta recomendação. E provavelmente iria dar merda. Fui a um endócrino especialista em diabete gestacional ( e ele disse que neste nível nem podemos dizer que é diabete gestacional e que não deveria me submeter novamente ao teste de curva glicêmica pois estressa demais o corpo) e tudo que tenho feito é meu melhor no controle da alimentação (quantidade controlada de frutas e carboidratos e cortar o doce). Nada fácil, por sinal. Pois tenho mais fome e muita, muita vontade de doces, principalmente depois que me proibiram. Todos os dias eu sonho com brigadeiro, bolo, outro dia sonhei até com doce que nem gosto, aqueles Sucrilhos roxos, redondos: sonhei que pegava do chão e comia. Hahaha! Depois de 14 dias sem doce, não resisti. Estava com muita vontade e falei pro Leo que era desejo: o mousse de chocolate da Kopenhagen. Huuuum! Água na boca. Mas adivinhem: foi descontinuado. Não fazem mais. Quase um castigo! Impressionante como eu amo tudo que de repente fica descontinuado: o mousse, Sandy e Júnior, Zambinos (Salgadinho de Pizza, lembram?), enfim. Não era pra ser. Neste final de semana fiz novos exames de sangue pós quinze dias de controle alimentar para ver a evolução. Espero que tudo esteja bem.

Fiz também um outro exame simples (mas aparentemente importante) que coleta secreção das partes íntimas com um cotonete para verificar se existe uma bactéria que pode ser prejudicial ao bebê. Incômodo, mas rápido e indolor. Coincidentemente nesta semana saiu na mídia uma reportagem de um bebê que morreu por conta desta bactéria. Por lá, este exame não é feito no pré-Natal, e a mãe desta criança agora luta para que se torne parte, assim como é em toda a América. Para os casos em que se é detectada a bactéria, o uso de antibiótico intra-venal no momento do parto cura e salva a criança de uma possível contaminação. Depois dêem uma olhada: http://www.folhavitoria.com.br/geral/noticia/2015/06/recem-nascido-morre-apos-ter-contraido-bacteria-da-vagina-de-sua-mae-ainda-na-gravidez.html
A efetividade do exame gera discussões. A amiga Marla compartilhou um link bem legal que explica porquê o padrão britânico não rastreia isto em seus exames. Mais uma vez, cada posicionamento tem seus prós e contras e é difícil a gente ter uma posição xiita sobre algo que envolve tanta responsabilidade que é a vida que carregamos... Vale a pena ler: esclarecedor. 

Acredito que serão os últimos exames do Pré-Natal. Daqui pra frente só ultrassonografias para analisar o bebê e seu tamanho, placenta, como está o líquido amniótico e tal. Rezando pra que continue tudo bem e ele possa nascer como planejado na primeira semana de Julho, saudável e abençoado.

Muito amor para o Gabriel antes mesmo de chegar ao mundo. Ele não para de ganhar presentes! Nunca, em toda minha vida, recebi tantos mimos e tantos presentes com tanto amor como desde que ele está com a gente, na minha barriga. Cada lembrança, cada brinquedo, cada roupinha, cada coisa que a própria tia fez, cada ponto costurado... Que ele saiba o quanto foi amado e paparicado por todas as queridas e queridos da vida da mamãe e do papai desde antes de nascer. Só por isso, já somos eternamente gratos.

Tenho dormido sempre que posso, como se fosse “saideira”, pelo que dizem. E estamos prontos. E ansiosos. Pela chegada de nosso grande amor! Papai Leo, que vai com a gente em todos os exames, em todas as consultas, abraça e beija minha barriga conversando com o Babyel o tempo todo, sempre dizendo: “Não vejo a hora de abraçar ´usted´, meu bebê!”
Sem dúvidas, o amor do Leo, a dedicação e carinho, tem sido o que mais me emociona neste final de gestação. Me sentindo completa. Nenhuma palavra definiria melhor. É a nossa família, tomando a forma que sempre sonhamos...

E assim seguimos à espera. À Espera de nosso milagre. A melhor parte de nós.

Música do dia: You'll Be In My Heart (Phil Collins) – em homenagem a todo amor do mundo que o papai já sente pelo bebê...
Come stop your crying It will be alright
Just take my hand, hold it tight
I will protect you, from all around you
I will be here, don't you cry

For one so small, You seem so strong
My arms will hold you
Keep you safe and warm
This bond between us, can't be broken
I will be here don't you cry

(Chorus)
Cause you'll be in my heart
Yes, you'll be in my heart
From this day on
Now and forever more
You'll be in my heart
No matter what they say
You'll be here in my heart
Always

Why can't they understand
The way we feel?
They just don't trust
What they can't explain
I know we're different but, deep inside us
We're not that different at all
And you'll be in my heart
Yes you'll be in my heart
From this day on
Now and forever more

Don't listen to them
Cause what do they know
We need each other
To have, to hold
They'll see in time
I know

When destiny calls you
You must be strong
I may not be with you
But you've got to hold on
They'll see in time
I know

We'll show them together
Cause you'll be in my heart
Believe me you'll be in my heart
I'll be there
From this day on
Now and forever more

OO... you'll be in my heart
(you'll be here in my heart)

No matter what they say
You'll be here in my heart
I'll be there
Always
Always
I'll be with you
I'll be there for you always
Always and always

Just look over your shoulder
Just look over your shoulder
Just look over your shoulder
I'll be there Always

TRADUÇÃO

Você estará em meu coração

Vamos, pare de chorar tudo vai dar certo
Apenas pegue minha mão, segure forte
Eu te protegerei de tudo ao redor
Eu estarei aqui, não chore

Para alguém tão pequeno você parece tão forte
Meus braços te abraçarão
Manterão você seguro e aquecido
Este laço entre nós não pode ser quebrado
Eu estarei aqui, não chore

Refrão
Porque você estará em meu coração
Sim, você estará em meu coração
De hoje em diante
Agora e para sempre
Você estará em meu coração
Não importa o que dizem
Você estará aqui no meu coração
Sempre

Por que eles não conseguem entender
A forma como nos sentimos?
Eles simplesmente não acreditam
Naquilo que não conseguem explicar
Eu sei que somos diferentes mas, dentro de nós
Não somos tão diferentes assim

E você estará em meu coração
Sim, você estará em meu coração
De hoje em diante
Agora e para sempre
Não dê ouvidos ao que dizem
Por que, o que eles sabem?
Nós precisamos um do outro
Ter um ao outro, para abraçar
Eles verão com o tempo
Eu sei

Quando o destino te chama
Você precisa ser forte
Eu poderei não estar com você
Mas você tem que aguentar firme
Eles verão com o tempo
Eu sei

Nós mostraremos a eles juntos
Porque você estará em meu coração
Acredite, você estará em meu coração
Eu estarei aqui
De hoje em diante
Agora e para sempre

Oh, você estará em meu coração
(você estará aqui no meu coração)

Não importa o que dizem
Você estará aqui no meu coração
Eu estarei aqui
Sempre
Sempre
Eu estarei com você
Eu estarei lá pra você sempre
Sempre e sempre
É só olhar por cima de seu ombro
É só olhar por cima de seu ombro
É só olhar por cima de seu ombro
Eu estarei lá sempre



domingo, 31 de maio de 2015

Workaholic x Super Mãe

A vida é feita de prioridades. E chega uma hora que inevitavelmente você tem que escolher alguma coisa em detrimento de outra. Nestas últimas duas semanas peguei uma bela gripe (dias antes de tomar a vacina para proteger o bebê), fiquei moída e tive que me dedicar mais que gostaria ao trabalho. Na empresa que trabalho, a pressão é grande, os desafios enormes e este seja, talvez, um ano puxado por conta da situação financeira. Buscando sair do regime de concordata, em meio à várias reestruturações, tudo que não andei tendo foi uma rotina. Sai por vários dias após às oito da noite, me esforcei além da conta, e quando me vi refletindo sobre a pergunta "você está desacelerando neste final?", a minha conclusão é que eu estava fazendo tudo errado. Rolou um arrependimento pelos xixis que segurei para não sair em meio à reuniões importantes, às horas a mais que fiquei sem comer não respeitando o conselho de comer a cada 3 horas, sede, cansaço, stress e de repente, como uma bigorna caindo na minha cabeça, vi que era hora de parar, analisar, ser inteligente e priorizar. 
A princípio parece fácil: é hora de se priorizar. Priorizar seu filho. Mas confesso que não foi.
Foi uma luta interna até conseguir convencer a mim mesma que tudo ficaria bem.
Pra uma pessoa que tem paradigmas e crenças muito profundas como eu, que acredito que o sucesso e a recompensa é fruto sempre de muito esforço, pra quem acredita que o que nossa carreira espera de nós é "nosso sangue", pra quem é xiita, do tipo oito ou oitenta, que acha que ou vai ou racha, você dizer que é preciso trabalhar oito horas por dia, respeitando neste interim as necessidades de uma grávida de quase nove meses, é uma grande novidade. O que senti? Medo. Muito medo. Medo de ser julgada. Medo de parecer "café com leite". Medo de parecer ser alguém com "mimimis". Medo de ser comparada comigo mesma e ser avaliada como "a nova incompetente do pedaço". Medo de prejudicar meus amigos de trabalho já que não consigo absorver as sobrecargas (e sabendo que alguém vai ter que absorver). Medo de nunca mais ser a "supera expectativas" do time na avaliação anual. Medo de não ganhar mais o PPR maior. Medo de não ser mais premiada como destaque do ano como já fui outras vezes. E o que era pra ser simples e natural, foi na verdade um desafio. 
Por dias não sabia, se quer, identificar estes sentimentos todos. E não sabia se era apego à carreira, estafa mental ou medo propriamente dito. Acho que depois de pensar bastante, conclui que era medo. 
Pelos relatos de amigas queridas, esta priorização dos filhos e da família é muito natural depois que o bebê nasce. Porque nasce o bebê, nasce uma mãe. Talvez seja isso que faltava: ter o Gabriel, de fato, de forma concreta, em meus braços precisando de mim. 
O que eu queria compartilhar é que não foi fácil esta mudança em meu comportamento no trabalho. Não foi fácil, cortar meu chefe que sempre se estende horas a fio em suas reuniões roubando nosso horário de almoço, pedindo licença porque eu precisava realmente comer naquele momento. Não foi fácil me desculpar por não poder ficar até mais tarde para fazer o power point pro VP usar na manhã seguinte, pois se não só conseguiria jantar as 23h e passaria mal dormindo em seguida. Não foi fácil passar a sair de reuniões, que eu conduzia, em pleno seu calor da discussão, para fazer xixi quantas vezes fosse necessário. Ou me atrasar um pouco para chegar nelas, pois não consigo mais subir freneticamente as escadas no ritmo alucinante que todos do escritório sempre estão, correndo pra lá e pra cá. Não. Ando devagar. Falo pausado. Tenho azias. Por vezes me aquieto. São as limitações da natureza que simplesmente decidi respeitar. E aceitar. Furo filas pois cansa mesmo as pernas e pés inchados esperar para ser atendida. Por vezes sou agraciada com sorrisos solidários que me entendem, por vezes por caras feias que nunca irão me entender. Por vezes me sinto acarinhada por gentilezas simples como um estranho segurando a porta do elevador por entender que não vou correr para alcançá-lo, ou por ceder um lugar pra sentar (e sentirei saudade deste lado gentil da Humanidade) e por vezes me sinto atropelada pelos próprios colegas e amigos que continuam em seus passos acelerados, na correria de seu dia-a-dia, nessa cidade frenética que faz invisíveis qualquer pessoa que não esteja neste ritmo: os mancos, as grávidas andando como patas, os cegos com seus cães guia...
Queria compartilhar pelo simples fato de poder servir pra alguém em outra hora. Pra entender aue pode acontecer com qualquer uma de nós. Que cresceu numa geração onde nossas mães nos educou pra não precisar de ninguém, pra sermos independentes, fortes e não sexo frágil. E vínhamos fazendo isso muito bem: tornamo-nos Técnicas em Eletrônica, Engenheiras, rachamos as contas, ganhamos por vezes salários maiores que nossos parceiros, e de repente, não tem jeito: ser mulher, ser mãe, ser sexo frágil fala mais alto e est ruptura não poderia ser tão simples. Dá medo.
Mas passa.
Hoje estou bem mais convencida de minha prioridade: eu e o bebê. Estou bem mais ciente de minhas limitações, tanto físicas quanto psicológicas. E o medo é cada dia menor.
Ando mais devagar, como a cada 3 horas, vou ao banheiro sempre que necessário, busco maior eficiência dentro da minha jornada de trabalho e vou embora sem culpa e sem olhar pra trás. Não entro em discussões que me estressariam. Faço vista grossa para o que me chatearia. Lavo as louças sem a qualidade de antes afinal a barriga impede a excelência e faz doer as costas. 
É a vida! Sempre soube que não se pode ter tudo na vida. O que importa, é ter o que realmente te faz feliz.

Lembrancinhas da maternidade prontas: cervejas especiais que o papai carinhosamente fez para brindarmos a chegada do Gabriel. Deliciosa e a nossa cara! Todas as cervejas do papai têm nome relacionado a Star Wars (a IPA forte chama Jedi Beer, a preta chama Darth Beer) e então esta se chamará PADAWAN BEER, exclusivamente inspirada na chegada do nosso aprendiz de Jedi! Ficaram lindas! A propósito, no final de semana que ficamos moídos, eu com gripe e Leo com amigdalite aguda, assistimos Star Wars do 1 ao 5 sem parar. 
Falta pouco mais de um mês. "Que a força esteja conosco!"


Música do Dia: "Tocando em frente" (Almir Sater)

Ando devagar porque já tive pressa
e levo esse sorriso, porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei, eu nada sei
Conhecer as manhas e as manhãs,
o sabor das massas e das maçãs,
é preciso amor pra poder pulsar,
é preciso paz pra poder sorrir,
é preciso a chuva para florir.
Penso que cumprir a vida seja simplesmente
compreender a marcha, e ir tocando em frente
como um velho boiadeiro levando a boiada,
eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou,
de estrada eu sou
Conhecer as manhas e as manhãs,
o sabor das massas e das maçãs,
é preciso amor pra poder pulsar,
é preciso paz pra poder sorrir,
é preciso a chuva para florir
Todo mundo ama um dia, todo mundo chora,
Um dia a gente chega, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história,
e cada ser em si carrega o dom de ser capaz,
e ser feliz
Conhecer as manhas e as manhãs,
o sabor das massas e das maçãs,
é preciso amor pra poder pulsar,
é preciso paz pra poder sorrir,
é preciso a chuva para florir
Ando devagar porque já tive pressa
e levo esse sorriso porque já chorei demais
Cada um de nós compõe a sua história,
e cada ser em si carrega o dom de ser capaz,
e ser feliz.