domingo, 31 de maio de 2015

Workaholic x Super Mãe

A vida é feita de prioridades. E chega uma hora que inevitavelmente você tem que escolher alguma coisa em detrimento de outra. Nestas últimas duas semanas peguei uma bela gripe (dias antes de tomar a vacina para proteger o bebê), fiquei moída e tive que me dedicar mais que gostaria ao trabalho. Na empresa que trabalho, a pressão é grande, os desafios enormes e este seja, talvez, um ano puxado por conta da situação financeira. Buscando sair do regime de concordata, em meio à várias reestruturações, tudo que não andei tendo foi uma rotina. Sai por vários dias após às oito da noite, me esforcei além da conta, e quando me vi refletindo sobre a pergunta "você está desacelerando neste final?", a minha conclusão é que eu estava fazendo tudo errado. Rolou um arrependimento pelos xixis que segurei para não sair em meio à reuniões importantes, às horas a mais que fiquei sem comer não respeitando o conselho de comer a cada 3 horas, sede, cansaço, stress e de repente, como uma bigorna caindo na minha cabeça, vi que era hora de parar, analisar, ser inteligente e priorizar. 
A princípio parece fácil: é hora de se priorizar. Priorizar seu filho. Mas confesso que não foi.
Foi uma luta interna até conseguir convencer a mim mesma que tudo ficaria bem.
Pra uma pessoa que tem paradigmas e crenças muito profundas como eu, que acredito que o sucesso e a recompensa é fruto sempre de muito esforço, pra quem acredita que o que nossa carreira espera de nós é "nosso sangue", pra quem é xiita, do tipo oito ou oitenta, que acha que ou vai ou racha, você dizer que é preciso trabalhar oito horas por dia, respeitando neste interim as necessidades de uma grávida de quase nove meses, é uma grande novidade. O que senti? Medo. Muito medo. Medo de ser julgada. Medo de parecer "café com leite". Medo de parecer ser alguém com "mimimis". Medo de ser comparada comigo mesma e ser avaliada como "a nova incompetente do pedaço". Medo de prejudicar meus amigos de trabalho já que não consigo absorver as sobrecargas (e sabendo que alguém vai ter que absorver). Medo de nunca mais ser a "supera expectativas" do time na avaliação anual. Medo de não ganhar mais o PPR maior. Medo de não ser mais premiada como destaque do ano como já fui outras vezes. E o que era pra ser simples e natural, foi na verdade um desafio. 
Por dias não sabia, se quer, identificar estes sentimentos todos. E não sabia se era apego à carreira, estafa mental ou medo propriamente dito. Acho que depois de pensar bastante, conclui que era medo. 
Pelos relatos de amigas queridas, esta priorização dos filhos e da família é muito natural depois que o bebê nasce. Porque nasce o bebê, nasce uma mãe. Talvez seja isso que faltava: ter o Gabriel, de fato, de forma concreta, em meus braços precisando de mim. 
O que eu queria compartilhar é que não foi fácil esta mudança em meu comportamento no trabalho. Não foi fácil, cortar meu chefe que sempre se estende horas a fio em suas reuniões roubando nosso horário de almoço, pedindo licença porque eu precisava realmente comer naquele momento. Não foi fácil me desculpar por não poder ficar até mais tarde para fazer o power point pro VP usar na manhã seguinte, pois se não só conseguiria jantar as 23h e passaria mal dormindo em seguida. Não foi fácil passar a sair de reuniões, que eu conduzia, em pleno seu calor da discussão, para fazer xixi quantas vezes fosse necessário. Ou me atrasar um pouco para chegar nelas, pois não consigo mais subir freneticamente as escadas no ritmo alucinante que todos do escritório sempre estão, correndo pra lá e pra cá. Não. Ando devagar. Falo pausado. Tenho azias. Por vezes me aquieto. São as limitações da natureza que simplesmente decidi respeitar. E aceitar. Furo filas pois cansa mesmo as pernas e pés inchados esperar para ser atendida. Por vezes sou agraciada com sorrisos solidários que me entendem, por vezes por caras feias que nunca irão me entender. Por vezes me sinto acarinhada por gentilezas simples como um estranho segurando a porta do elevador por entender que não vou correr para alcançá-lo, ou por ceder um lugar pra sentar (e sentirei saudade deste lado gentil da Humanidade) e por vezes me sinto atropelada pelos próprios colegas e amigos que continuam em seus passos acelerados, na correria de seu dia-a-dia, nessa cidade frenética que faz invisíveis qualquer pessoa que não esteja neste ritmo: os mancos, as grávidas andando como patas, os cegos com seus cães guia...
Queria compartilhar pelo simples fato de poder servir pra alguém em outra hora. Pra entender aue pode acontecer com qualquer uma de nós. Que cresceu numa geração onde nossas mães nos educou pra não precisar de ninguém, pra sermos independentes, fortes e não sexo frágil. E vínhamos fazendo isso muito bem: tornamo-nos Técnicas em Eletrônica, Engenheiras, rachamos as contas, ganhamos por vezes salários maiores que nossos parceiros, e de repente, não tem jeito: ser mulher, ser mãe, ser sexo frágil fala mais alto e est ruptura não poderia ser tão simples. Dá medo.
Mas passa.
Hoje estou bem mais convencida de minha prioridade: eu e o bebê. Estou bem mais ciente de minhas limitações, tanto físicas quanto psicológicas. E o medo é cada dia menor.
Ando mais devagar, como a cada 3 horas, vou ao banheiro sempre que necessário, busco maior eficiência dentro da minha jornada de trabalho e vou embora sem culpa e sem olhar pra trás. Não entro em discussões que me estressariam. Faço vista grossa para o que me chatearia. Lavo as louças sem a qualidade de antes afinal a barriga impede a excelência e faz doer as costas. 
É a vida! Sempre soube que não se pode ter tudo na vida. O que importa, é ter o que realmente te faz feliz.

Lembrancinhas da maternidade prontas: cervejas especiais que o papai carinhosamente fez para brindarmos a chegada do Gabriel. Deliciosa e a nossa cara! Todas as cervejas do papai têm nome relacionado a Star Wars (a IPA forte chama Jedi Beer, a preta chama Darth Beer) e então esta se chamará PADAWAN BEER, exclusivamente inspirada na chegada do nosso aprendiz de Jedi! Ficaram lindas! A propósito, no final de semana que ficamos moídos, eu com gripe e Leo com amigdalite aguda, assistimos Star Wars do 1 ao 5 sem parar. 
Falta pouco mais de um mês. "Que a força esteja conosco!"


Música do Dia: "Tocando em frente" (Almir Sater)

Ando devagar porque já tive pressa
e levo esse sorriso, porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei, eu nada sei
Conhecer as manhas e as manhãs,
o sabor das massas e das maçãs,
é preciso amor pra poder pulsar,
é preciso paz pra poder sorrir,
é preciso a chuva para florir.
Penso que cumprir a vida seja simplesmente
compreender a marcha, e ir tocando em frente
como um velho boiadeiro levando a boiada,
eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou,
de estrada eu sou
Conhecer as manhas e as manhãs,
o sabor das massas e das maçãs,
é preciso amor pra poder pulsar,
é preciso paz pra poder sorrir,
é preciso a chuva para florir
Todo mundo ama um dia, todo mundo chora,
Um dia a gente chega, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história,
e cada ser em si carrega o dom de ser capaz,
e ser feliz
Conhecer as manhas e as manhãs,
o sabor das massas e das maçãs,
é preciso amor pra poder pulsar,
é preciso paz pra poder sorrir,
é preciso a chuva para florir
Ando devagar porque já tive pressa
e levo esse sorriso porque já chorei demais
Cada um de nós compõe a sua história,
e cada ser em si carrega o dom de ser capaz,
e ser feliz.

Amor à primeira vista

P
Muitas coisas aconteceram nestas últimas duas semanas.
Estive atrolada e não consegui postar antes.
Uma das melhores foi ter conseguido ver o rostinho do Babyel em 3D! Eu praticamente não tive nenhum desejo durante toda a gravidez (pelo menos até agora). Era só esse: ver o rostinho dele em 3D. Cansei de ficar mendigando pra me "darem" uma fotinho no Santa Catarina e fui conversar com a médica do trabalho lá da "firma", que me deu um encaminhamento extra de ultrassonografia e eu fui no Laboratório RDO. Lá, por default, todos os ultrassons têm imagens 3D. E meu convênio cobre. É muito bom o laboratório! Ali na Avenida Brasil. E assim foi: fizemos o ultrassom e fui super franca com o carinhoso Dr. David, ao dizer que estava lá sobretudo pra ver o rostinho dele em 3D. Na hora ele virou a chave e vimos que, pra nossa sorte, desta vez o Gabriel estava de frente! Rostinho lindo! Paixão à primeira vista! Mamãe e papai encantados. Uma mão no nariz e um pé na testa. Nada que uma boa chacoalhada na barriga pudessem dar um jeito. Dr. David, médico indicado por minha amiga Anny, ali matava meu desejo... Quando olhei o rosto do Gabriel, achei a cara da minha irmã! Da tia Claudia! O narizinho pequenininho e empinadinho pode até ser o do papai. Mas as bochechas, o queixinho, o bocão, acho que serão herdados da família Pereira Gomes. Achei a cara da minha irmã dormindo, meio cara de bravo. Vamos ver como será. Mas pelo menos agora, quando fecho os olhos e imagino, tenho algo mais concreto. Antes eu o imaginava 100% o Leo bebezinho, como uma cópia. Agora já o consigo imaginar uma mistura de nós dois. Foi mágico! 
No ultrassom o Dr. David disse que, pelo fato das pelves estarem menores que 5mm, ele se quer as mencionaria por as considerar normais. Ficamos felizes de ouvir esta segunda opinião.
De qualquer forma, continuaremos indo no Dr. Bortoletti no Santa Catarina para os próximos. Para não interromper o processo de acompanhamento de foda gestação que venho fazendo com ele, e por acreditar muito em sua experiência por estar nesta jornada a tanto tempo 
Como disse alguém do ramo: "Ele tem olhos muito experientes. Não deixaria passar nada que fosse grave. É ético. E se está dizendo que é algo que não precisa se preocupar, não se preocupe. Porque a especialidade da equipe Neo Natal do Santa Catarina são intervenções intra-uterinas quando necessário. Então eles têm os melhores caras para diagnosticar estas necessidades "
Me sinto tranquila com médicos mais velhos. Uma vez, um deles pela vida brincou comigo: "O diabo é bom no que faz não é porque é o diabo. Mas porque é velho..." Acho isso de médico.
A propósito, como é difícil a decisão de qual pediatra escolher. Temos várias indicações, uns quase índios, seguindo uma linha mais antroposófica de não dar remédio nenhum, outros que nem vacina indicam (e confesso que este lado extremo do espectro não me agrada... Roots demais) e outros que parecem médicos demais, que pedem exame de sangue dos bebês a torto à direita e isto também não me agrada. Tenho uma boa indicação pelo meu convênio que me agradou, e uma particular. Mas é louco como esse negócio de "pagar particular" por horas se confunde como prova de amor. Todo mundo que fala comigo diz "ah... Eu acho melhor pagar particular." Enquanto meu lado racional pensa que, tem gente boa pelo convênio e tem gente ruim no particular. E vice versa. Temos que dar uma boa pitada de sorte, na verdade. Mas quando penso em simplificar pro Gabriel, como simplifiquei pra mim, por exemplo, indo a um obstetra do convênio (em quem confiava e já frequentava há mais de 10 anos), sinto um medo muito maior de errar, por ser algo que afeta o Gabriel. É a boa e velha nóia de não querer errar com o filho. Doce ilusão. Meu lado inteligente sabe que erros virão por aí... Vamos ver no que dá. Quero primeiro testar o Dr. Nilton que meu convênio cobre. E que tenho boas indicações. Se não der certo, vou para a Dra. Da Sophie, que é particular. Fico me perguntando se serei como amigas que precisam de um suporte 24 x 7. Tirando dúvidas sobre o bebê por whatsapp ou ligando em meio à madrugada. Sempre me imaginei ligando pra minha mãe. Mas vejo que elas usam muito deste tipo de atendimento em horários totalmente out. Mesmo que na maioria das vezes a resposta seja simplesmente algo do tipo "se acalme, é normal" ou "não tem jeito. Leve ao hospital". Fico pensando como serei: se confiante nos meus instintos, se insegura, se 100% nó cega... Não dá pra saber. Tem coisa que só vivendo. Já estamos na reta final e nunca liguei pro meu obstetra fora de hora com alguma preocupação. Tem sido bastante tranquilo. Seria importante eu saber como será pra decidir o pediatra conveniado ou particular. Mas qualquer coisa, a gente muda. Enfim. Só pra dividir com vocês que até para pessoas que têm um enorme anseio na vida de simplificar, de não ser sistemática, nessa hora dá um nó... Rs

Música do Dia: É isso aí (Ana Carolina)

Eu não sei parar de te olhar
Eu não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Não sei parar
De te olhar

É isso aí
Há quem acredite em milagres
Há quem cometa maldades
Há quem não saiba dizer a verdade

É isso aí
Um vendedor de flores
Ensinar seus filhos a escolher seus amores

Eu não sei parar de te olhar
Não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Não vou parar de te olhar


terça-feira, 12 de maio de 2015

O Oitavo Mês

Hoje, exatamente hoje, entramos no oitvavo mês de Gestação. Estamos há 2 meses, no máximo, da reta final. Um desejo enorme de que tudo se mantenha tão bem quanto está e que o Babyel não nasça prematuro. Eu brinco que ele é de TI, por isso não adiantará. Nenhum Projeto de TI fica pronto antes.
Estamos bem.
O incômodo de estar pesada (10 kilos acima do dia que engravidei, fora os que eu tinha a mais antes de engravidar) e a barriga grandona começam a incomodar um pouco nas noites de sono. Uma espécie de treinamento para a mamãe que não vai dormir tão cedo uma noite inteira, segundo as experiências compartilhadas pelas amigas já mamães. Rs. Nem papai consegue dormir uma noite inteira. Agora, já subimos as idas ao banheiro para fazer xixi para 4 ou 5 vezes por noite. E toda vez que saio, sinto que acordo o Leo. Dá um dó. Dias desses acordei com a maior câimbra de todos os tempos, desde a época dos astecas. Tentei me virar sozinha. Mas depois de uns cinco minutos sofrendo sem conseguir melhorar a dor, começou a câimbra nas DUAS pernas! Nas duas enormes batatas de perna que eu tenho! Não aguentei: gritei pedindo ajuda pro Leo que pulou da cama, acendeu a luz e tratou de massagear e esticar tudo que estava deformado de tanto contrair. Li que é normal nesta época de gravidez e que normalmente acontece durante as noites. Para meu alívio. Se eu sentisse aquilo dirigindo durante o dia, como haveria de fazer? Bateria o carro? Acende a luz e vamos pintar um sol na parede do quarto pra ver se a gente engana as batatas da perna pra elas pensarem que sempre é dia! Que dor foi aquela? A certeza de que eu em trabalho de parto seria um escândalo. O Leo massageava e quando eu achava que tinha passado e relaxava, PLOFT! Voltava a contrair tudo. Foi horrível! Do dia seguinte em diante como uma banana todos os dias e rezo para não acontecer de novo. Fica super dolorido mesmo depois que passa. E a gente fica de um jeito que tem medo de se mexer achando que vai acontecer de novo. O duro foi sentir tudo isso quase fazendo xixi nas calças. Seria cômico se não fosse trágico! rs. Mas resisti. Não fiz xixi na cama.
Gabrielzinho mexe, mas não muito não, perto de outros relatos de outras grávidas. Ele se mexe um tiquinho durante o dia, normalmente perto da hora do almoço e quando eu me deito depois do banho, pra dormir. Aí ele mexe, mexe, mexe, parece que querendo se acomodar, e depois já fica quietinho. Uma delícia sentir. Às vezes quando está perto da hora de acordar. Sinto ele mexer também. E quando o papai fala e faz carinho na barriga. Ele parece escutar. Nos jogos do SPFC também. A cada comemoração do Leo, ele normalmente mexe. Espero que seja São Paulino, embora mamãe seja corintiana. O Leo não saberia lidar com algo diferente disto. Às vezes sinto por ser gordinha e ter a barriga tão espessa, porque aí as pessoas não podem ver as tais mexidas. Outro dia que o Leo conseguiu sentir um chutão, ficou feliz mas é momento raro. O Leo fica me zoando dizendo que o Gabriel está com um manual de Luta MMA aprendendo a dar golpes mais fortes pro papai conseguir ver (Armbar, Double-Leg, Base Invertida...), porque a barriga da mamãe é muito grossa. Bullyings a parte, o fato é que eu fico muito feliz de senti-lo o tempo todo comigo. E encho o bumbum dele de carinho: a esta altura, depois da pirueta das 28 semanas, ele já está de cabeça pra baixo, pelo que vimos no ultrassom.
A propósito, conseguimos fazer o bendito ultrassom 3D e ver o rostinho do pequeno! Foi mágico! Consegui um encaminhamento com a médica do meu trabalho e marquei em um laboratório que achei super bom, por indicação de uma amiga (Anny) que se chama RDO e que contempla imagens 3D no exame que o próprio convênio cobre. Foi ótimo! 30 semanas: ele com 1,8kg, 39 cm, percentil 82. O médico disse que as pelves renais estão abaixo de 5mm e que nem colocaria como observação no exame por considerar normal. E conseguimos ver o rostinho dele! Ele estava de frente! Num primeiro momento, eu deixei claro que naquele exame, minha maior motivação era vê-lo em 3D. Médico super atencioso tratou de matar meu desejo. Ele estava com uma mão no nariz (que coisa feia, menino!) e um pé na testa. Mas depois de umas cutucadas e depois de editar a imagem onde ele "cortou" o pé e a mão que atrapalhava, saiu o rostinho dele que foi emocionante. Parece bobagem, parece frescura, mas parece que é uma ficha a mais que cai. Parece que a gente vai se tornando mãe aos poucos, meio que não acredita, não consegue imaginar tão fácil como será, e a foto 3D ajuda neste processo. Á primeira vista, olhando a foto, achei a cara da minha irmã (Tia Claudia). Parece ela quando está dormindo. Meu palpite é que parecerá com ela. E olha que eu dormi ao lado dela dividindo quarto por uns 24 anos. Eu sei a carinha dela dormindo como é. O nariz achei do papai. O pipi se confirmou, o médico mostrou e garantiu: "É Gabriel!". Ufa! A esta altura, lá em casa, "tudo azul". Foi uma delícia! E como descreviam minhas amigas Vanessa e Luciana, parece que o tempo pára quando chegamos no oitavo mês. A esta altura, parece que faz tempo demais que estou grávida. E os dias passam lentos. Acredito que o desconforto agrava. Dormir picotado faz a gente acordar mais cansado. Mas o que importa é que está tudo bem.
Na última consulta, perguntei até quando posso dirigir ao Dr. Dalton. Ele, engraçadinho como sempre, tratou de responder:
"-Até os 90 anos. Se não tiver nenhum tipo de demência."
Mas é isso. Estou bem de saúde. Nesta semana repetirei vários exames. Inclusive aquele da curva glicêmica. Meu médico não se conforma que com meu peso eu não tenha diabete gestacional. Tomara que não dê de novo. E que me mandem pra NASA para ser estudada. Que tipo de gordinha eu seria? Minha vontade de doce diminuiu drasticamente. Um Alpino me resolve o dia. Da outra vez, eu troquei alguns almoços por Milk Shake do América. E nem assim deu merda. Estou confiante que agora não vai dar. Já voltei ao meu normal de arroz, feijão, carne, salada e legumes. Vamos ver.
Tudo pronto: malas, quartinho, tudo.
Inclusive o amor.
Papai não pára de falar que está doido pra abraçá-lo e dias desses eu o peguei no quarto com o móbile ligado, olhando e imaginando. Foi emocionante!
Não nos sentimos prontos, mas nos sentimos completamente modificados...



Música do Dia: É isso aí (Ana Carolina)

É isso aí
Como a gente achou que ia ser
A vida tão simples é boaQuase sempre


É isso aí
Os passos vão pelas ruas
Ninguém reparou na lua
A vida sempre continua


Eu não sei parar de te olharEu não sei parar de te olharNão vou parar de te olhar
Eu não me canso de olharEu não sei parar
De te olhar


É isso aí
Há quem acredite em milagres
Há quem cometa maldades
Há quem não saiba dizer a verdade


É isso aí
Um vendedor de flores
Ensinar seus filhos a escolher seus amores


Eu não sei parar de te olhar
Não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Eu não vou parar...de te olhar
Eu não sei parar...de te olhar