Hoje, exatamente hoje, entramos no oitvavo mês de Gestação. Estamos há 2 meses, no máximo, da reta final. Um desejo enorme de que tudo se mantenha tão bem quanto está e que o Babyel não nasça prematuro. Eu brinco que ele é de TI, por isso não adiantará. Nenhum Projeto de TI fica pronto antes.
Estamos bem.
O incômodo de estar pesada (10 kilos acima do dia que engravidei, fora os que eu tinha a mais antes de engravidar) e a barriga grandona começam a incomodar um pouco nas noites de sono. Uma espécie de treinamento para a mamãe que não vai dormir tão cedo uma noite inteira, segundo as experiências compartilhadas pelas amigas já mamães. Rs. Nem papai consegue dormir uma noite inteira. Agora, já subimos as idas ao banheiro para fazer xixi para 4 ou 5 vezes por noite. E toda vez que saio, sinto que acordo o Leo. Dá um dó. Dias desses acordei com a maior câimbra de todos os tempos, desde a época dos astecas. Tentei me virar sozinha. Mas depois de uns cinco minutos sofrendo sem conseguir melhorar a dor, começou a câimbra nas DUAS pernas! Nas duas enormes batatas de perna que eu tenho! Não aguentei: gritei pedindo ajuda pro Leo que pulou da cama, acendeu a luz e tratou de massagear e esticar tudo que estava deformado de tanto contrair. Li que é normal nesta época de gravidez e que normalmente acontece durante as noites. Para meu alívio. Se eu sentisse aquilo dirigindo durante o dia, como haveria de fazer? Bateria o carro? Acende a luz e vamos pintar um sol na parede do quarto pra ver se a gente engana as batatas da perna pra elas pensarem que sempre é dia! Que dor foi aquela? A certeza de que eu em trabalho de parto seria um escândalo. O Leo massageava e quando eu achava que tinha passado e relaxava, PLOFT! Voltava a contrair tudo. Foi horrível! Do dia seguinte em diante como uma banana todos os dias e rezo para não acontecer de novo. Fica super dolorido mesmo depois que passa. E a gente fica de um jeito que tem medo de se mexer achando que vai acontecer de novo. O duro foi sentir tudo isso quase fazendo xixi nas calças. Seria cômico se não fosse trágico! rs. Mas resisti. Não fiz xixi na cama.
Gabrielzinho mexe, mas não muito não, perto de outros relatos de outras grávidas. Ele se mexe um tiquinho durante o dia, normalmente perto da hora do almoço e quando eu me deito depois do banho, pra dormir. Aí ele mexe, mexe, mexe, parece que querendo se acomodar, e depois já fica quietinho. Uma delícia sentir. Às vezes quando está perto da hora de acordar. Sinto ele mexer também. E quando o papai fala e faz carinho na barriga. Ele parece escutar. Nos jogos do SPFC também. A cada comemoração do Leo, ele normalmente mexe. Espero que seja São Paulino, embora mamãe seja corintiana. O Leo não saberia lidar com algo diferente disto. Às vezes sinto por ser gordinha e ter a barriga tão espessa, porque aí as pessoas não podem ver as tais mexidas. Outro dia que o Leo conseguiu sentir um chutão, ficou feliz mas é momento raro. O Leo fica me zoando dizendo que o Gabriel está com um manual de Luta MMA aprendendo a dar golpes mais fortes pro papai conseguir ver (Armbar, Double-Leg, Base Invertida...), porque a barriga da mamãe é muito grossa. Bullyings a parte, o fato é que eu fico muito feliz de senti-lo o tempo todo comigo. E encho o bumbum dele de carinho: a esta altura, depois da pirueta das 28 semanas, ele já está de cabeça pra baixo, pelo que vimos no ultrassom.
A propósito, conseguimos fazer o bendito ultrassom 3D e ver o rostinho do pequeno! Foi mágico! Consegui um encaminhamento com a médica do meu trabalho e marquei em um laboratório que achei super bom, por indicação de uma amiga (Anny) que se chama RDO e que contempla imagens 3D no exame que o próprio convênio cobre. Foi ótimo! 30 semanas: ele com 1,8kg, 39 cm, percentil 82. O médico disse que as pelves renais estão abaixo de 5mm e que nem colocaria como observação no exame por considerar normal. E conseguimos ver o rostinho dele! Ele estava de frente! Num primeiro momento, eu deixei claro que naquele exame, minha maior motivação era vê-lo em 3D. Médico super atencioso tratou de matar meu desejo. Ele estava com uma mão no nariz (que coisa feia, menino!) e um pé na testa. Mas depois de umas cutucadas e depois de editar a imagem onde ele "cortou" o pé e a mão que atrapalhava, saiu o rostinho dele que foi emocionante. Parece bobagem, parece frescura, mas parece que é uma ficha a mais que cai. Parece que a gente vai se tornando mãe aos poucos, meio que não acredita, não consegue imaginar tão fácil como será, e a foto 3D ajuda neste processo. Á primeira vista, olhando a foto, achei a cara da minha irmã (Tia Claudia). Parece ela quando está dormindo. Meu palpite é que parecerá com ela. E olha que eu dormi ao lado dela dividindo quarto por uns 24 anos. Eu sei a carinha dela dormindo como é. O nariz achei do papai. O pipi se confirmou, o médico mostrou e garantiu: "É Gabriel!". Ufa! A esta altura, lá em casa, "tudo azul". Foi uma delícia! E como descreviam minhas amigas Vanessa e Luciana, parece que o tempo pára quando chegamos no oitavo mês. A esta altura, parece que faz tempo demais que estou grávida. E os dias passam lentos. Acredito que o desconforto agrava. Dormir picotado faz a gente acordar mais cansado. Mas o que importa é que está tudo bem.
Na última consulta, perguntei até quando posso dirigir ao Dr. Dalton. Ele, engraçadinho como sempre, tratou de responder:
"-Até os 90 anos. Se não tiver nenhum tipo de demência."
Mas é isso. Estou bem de saúde. Nesta semana repetirei vários exames. Inclusive aquele da curva glicêmica. Meu médico não se conforma que com meu peso eu não tenha diabete gestacional. Tomara que não dê de novo. E que me mandem pra NASA para ser estudada. Que tipo de gordinha eu seria? Minha vontade de doce diminuiu drasticamente. Um Alpino me resolve o dia. Da outra vez, eu troquei alguns almoços por Milk Shake do América. E nem assim deu merda. Estou confiante que agora não vai dar. Já voltei ao meu normal de arroz, feijão, carne, salada e legumes. Vamos ver.
Tudo pronto: malas, quartinho, tudo.
Inclusive o amor.
Papai não pára de falar que está doido pra abraçá-lo e dias desses eu o peguei no quarto com o móbile ligado, olhando e imaginando. Foi emocionante!
Não nos sentimos prontos, mas nos sentimos completamente modificados...
Música do Dia: É isso aí (Ana Carolina)
É isso aí
Como a gente achou que ia ser
A vida tão simples é boaQuase sempre
É isso aí
Os passos vão pelas ruas
Ninguém reparou na lua
A vida sempre continua
Eu não sei parar de te olharEu não sei parar de te olharNão vou parar de te olhar
Eu não me canso de olharEu não sei parar
De te olhar
É isso aí
Há quem acredite em milagres
Há quem cometa maldades
Há quem não saiba dizer a verdade
É isso aí
Um vendedor de flores
Ensinar seus filhos a escolher seus amores
Eu não sei parar de te olhar
Não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Eu não vou parar...de te olhar
Eu não sei parar...de te olhar

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