segunda-feira, 27 de abril de 2015

Semana Nova, Vibe Nova!

E nada como um fim de semana ao lado de quem a gente ama e ama a gente, descanso e oração pra começar a segunda com o pé direito: semana nova, vibe nova!
Neste fim de semana engarrafamos as lembrancinhas da maternidade. Sim! As lembrancinhas não poderiam ser mais a nossa cara: Leo fez uma brassagem de cerveja especialmente para a chegada do Gabriel, daquela tipo witbier, mais fraquinha, belga (a Vedett é uma igual famosa) e como todas as cervejas do Leo têm nome relacionado ao filme Star Wars, esta se chamará "Padawan Beer", em homenagem ao nosso "filhote" de Jedi. Mandamos fazer a arte e os rótulos estão prontos também. Apaixonante ficou! Eu amei! Compramos garrafinhas de 300ml que dá um aspecto de maior fofura e tampinhas brancas. Dizeres no rótulo "Um brinde à chegada do Gabriel!" expressam toda nossa intenção ao escolher fazer esta lembrancinha, especialmente do papai cervejeiro. 
Estamos felizes!
Agora é a expectativa de 10 dias para esperar ficar pronta pro papai experimentar e confirmar se deu certo. 
No mais, o quartinho do Babyel está pronto: todos os móveis, decoração, todos os itens já no lugar certo, todas as roupinhas lavadas e passadas, separadas por tamanho e guardadinhas à espera do nosso reizinho, como o vovô Tião o chama desde já. Uma delícia preparar cada detalhe. As roupinhas, seguindo as dicas de mamães mais experientes, separei uma a uma, tirando as etiquetas pra não machucar a pele do bebê e vendo seus reais tamanhos. Não rola uma padronização de tamanhos e se você não abre e classifica você mesmaa, corre o risco de guardar na gavetinha dos "Ms" algo que na verdade era "P" e perder sem nunca usar. Foi divertido separar tudinho. Ver e rever cada presente, cada coisinha e imaginar o Gabriel dentro de tudo aquilo. 
O móbile, que fiz uma troca com os itens repetidos que ganhei no Chá de Bebê, é encantador! Tem várias musiquinhas diferentes, de floresta, de mar, de batidas do coração, e projeta imagens lindas e psicodélicas de bichinhos! Um sonho! 
Tudo lindo!
Gratidão a Deus por poder viver da forma que estamos vivendo. De poder preparar com o carinho e capricho que estamos preparando. Gratidão verdadeira.
No fim de semana passei algumas horas no salão cuidando de mim, o que sempre muda a vibe pra melhor. Unhas feitas, cabelos cuidados e depilação retocada, inclusive barriga. Estou super forte: fui até na minha dentista! Leo precisou ir e tomei coragem e sentei na cadeira, depois de 5 anos fugindo (pasmem!). Graças a Deus e ao fluór que tem na água de São Paulo desde os anos 80 (as gerações anteriores sofrem mais pois não tiveram isso na infância), meus dentes estão ótimos! A única pendência é arrancar os cisos e sapecar um aparelho, que eu posso deixar pra depois de parar de amamentar, sob orientações da minha dentista (vamos amamentar até os 4 anos, minha gente! Hahaha!) Mas a saúde bucal está boa. Farei uma limpeza hoje e ainda será presente da Dra. Marcia Notaro, minha dentista de mais de 15 anos (não que eu já tenha a visitado muuuuuitas vezes nesse tempo todo porque eu fujo de dentista igual diabo foge da cruz, rs), ela uma pessoa extremamente do bem, de confiança por sua honestidade e competência, e que disse que ao invés de me dar sapatinhos pro bebê, me cederia a limpeza. Dizem que é importante gestante procurar a dentista sobretudo porque gengivite é comum nesta fase. Não tenho, por sorte. Mas é bom ir ver.
Minha amiga Marla me explicou o bendito percentil e definitivamente não quer dizer muita coisa... O fato do Gabriel estar com percentil 92, na leitura do gráfico quer dizer que de 100 crianças, 92 são saudáveis abaixo deste peso. Mas não quer dizer que os outros não estão saudáveis se acima desta medida. Não quer dizer que ele não seja saudável, só que está no ranking dos bebezões. Também tem todo o lance da imprecisão de medir os pesos dos bebês pelo ultrassom, que não é balança. No fim, não quer dizer grande coisa. Também fiquei pensando que, filho meu e do Leo, que somos grandes, não poderia ser pequeno e decidi parar de pensar merda, relaxar e curtir o desenvolvimento do meu filho. Deus sabe o quanto estou fazendo meu melhor e graças a Deus estamos saudáveis: pressão ótima, testes de glicose apontando zero propensão de diabetes gestacional, já me sinto mais fortalecida da pequena anemia detectada  após um mês tomando ferro junto com o polivitamínico. Então, pra que ficar jururu?
Acho que me deixei contaminar semana passada por energias ruins, do médico, de gente que estava chateada comigo e quis me machucar com o lance de estar gorda, com semana pesada de mudanças que envolvem muita política aqui no trabalho... Esta semana não! Não quero! Estou blindada e assim ficaremos. 
Malas também estão prontas agora que entramos na 30a. semana. Deixar organizado é algo que me tranquiliza então bora tranquilizar. 
Vou ver quanto custa o exame "frescura" 4D. Talvez eu queira e o faça sem ter que ficar me "humilhando" pro Chatonildo fazer de graça. Sejamos práticos. 
E que a paz reine em nossos corações!
Good vibes para todos nós!




Música do Dia:
Deixa a Luz do Céu Entrar

Tu anseias, eu bem sei, por salvação
Tens desejo de banir a escuridão
Abre, pois, de par em par, teu coração
E deixa a luz do céu entrar

Deixa a luz do céu entrar (Deixa a luz céu entrar)
Deixa a luz do céu entrar (Deixa a luz céu entrar)
Abre bem as portas do teu coração
E deixa a luz do céu entrar

Cristo, a luz do céu, em ti quer habitar
Para as trevas do pecado dissipar
Teu caminho e coração iluminar
E deixa a luz do céu entrar

Deixa a luz do céu entrar (Deixa a luz céu entrar)
Deixa a luz do céu entrar (Deixa a luz céu entrar)
Abre bem as portas do teu coração
E deixa a luz do céu entrar

Que alegria andar ao brilho dessa luz
Vida eterna e paz no coração produz
Oh! Aceita agora o salvador Jesus
E deixa a luz do céu entrar

Deixa a luz do céu entrar (Deixa a luz céu entrar)
Deixa a luz do céu entrar (Deixa a luz céu entrar)
Abre bem as portas do teu coração
E deixa a luz do céu entrar

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Que tudo seja perfeito? Não rola

Semana 29. 29 de 40, pras não grávidas que odeiam estas contagens de semanas, no meio do sétimo mês. Dia 12 de Maio entro no oitavo mês. Sinto meus nervos e sentimentos mais aflorados, barriga mais pesada e um cansaço que me estressa. Depender do outro pra pegar algo que caiu no chão, pra secar direito entre os vãos do dedo do pé, sentir dor nas costas ao lavar a pilha de louça que sempre fez de olhos fechados e obrigatoriamente ir num ritmo mais devagar é, pra mim, estressante. Fico irritada. E mesmo sabendo que é um treino de humildade, confesso que pra mim é difícil. Pedir encarecidamente é sempre um desafio. Tenho muito a aprender. A gente espera que o outro tenha sensibilidade e minimamente faça sem que você tenha que pedir, mas não rola. Um aprendizado.
Tanto a aprender que não sei nem por onde começo. Parece primeira aula de Eletromag: você sabe que vai ter que passar por aquilo, sabe que vai ser foda e não sabe nem por onde começar.
Ontem fiz o ultrassom do mês. A gente acorda antes das cinco da manhã feliz. Incrível! Espera o mês inteiro por este pequeno momento, de ver o seu bebê. Pega horas de trânsito e chega no horário. Sorrindo. Seu exame atrasa. Encaixaram um exame gemilar particular no seu primeiro horário, afinal, o combustível do mundo é dinheiro. Manda quem pode. Mas não tem problema: você está tão feliz que nem se incomoda que vai esperar mais, chegar atrasada em reunião importante do trabalho e tal. Entra pra fazer o exame e pega seu médico num dia ruim. Dr. Bortoletti nitidamente mal humorado, talvez pelo bendito encaixe, que fodeu sua agenda do dia inteiro (ele não deve ganhar comissão). Foi um chato e grosso por algumas vezes: tom de crítica para as fertilizações assistidas que têm trazido muitos gêmeos ao mundo (o encaixe era exame de gêmeos, ele contou) e eu fiquei pensando no quanto é fácil criticar o outro. Pensei em todas as queridas que não puderam engravidar naturalmente, as que lutam até hoje, suas estórias e batalhas, os exames dolorosos, as economias todas depositadas no sonho de uma fertilização in vitro, depois de já terem esgotado outras tentativas de injeções por meses e inseminações, todo o sonho e luta pra serem mães, aí vem um puto e "acha graça" dessa manipulação. Só ali já tive vontade de matá-lo. Acho que homens nunca terão a sensibilidade de uma mulher... Nunca! Depois ele disse que o Gabriel deixou a média dos bebês e passou a ser um bebê grande. Está com tamanho de duas semanas pra frente. Percentil 92 que eu não tenho puta idéia do que seja. Deixou no ar. Pra uma mãe gordinha como eu, a preocupação de estar fazendo errado. Senti algo bem longe de orgulho de ter um bebezão. Fiquei preocupada. Imaginem a maior pulga do mundo atrás da minha orelha. Melhor fazer uma dieta? Será que está tudo bem mesmo? Ninguém quer um filho obeso. Ele está gordinho? Ou obeso? Meu mundo meio que desabou. Vontade de chorar. Segurei firme. Senti uma enorme culpa peloa doces e milk shakes que tive vontade e comi/tomei. E em geral, a culpa desencadeia uma compulsão alimentar. Só quem é gordo entende essa bola de neve. Pros magros fica o discurso "ué então pára de comer!", mas o "baguio é loko", tipo craque que não adianta só dizer: "ué, então pára de fumar!". Mas enfim...
Seguimos com o ultrassom e veio a parte de medir as pelves renais do Bielzinho. Lembram da neoplasia discreta comum em meninos que ele apresentou a dois exames atrás? Continua. Discreta, mas continua. E isso acabou comigo. Eu estava tão confiante que viria um "agora está 100% ok. Acabou" mas não veio. A pelve direita que começou com 4,7mm, se tornou 4mm no mês passado e agora estava com 2,7mm. Ótimo! Normal. Mas a pelve esquerda, estava com 4mm, virou 4,7mm e agora 5,2mm. :(
Aumentou discretamente, mas aumentou. Médico manteve neoplasia discreta no exame e garantiu que não há com que se preocupar. Nesta idade gestacional, seria alarmante se passasse dos 7mm. Está abaixo. O que agradeço a Deus, obviamente. Mas continuo preocupada. Minimamente os rinzinhos dele estão tortos. Vem as nóias na cabeça: será que a culpa é minha? Rins zoados são os meus, herança genética do meu lado. Será? Minha avó materna morreu de parada renal, minha mãe tem o rim com uma formaçãozinha defeituosa (nada grave, graças a Deus) e os meus são meu ponto fraco: já tive infecção de rim e alguns pedregulhos por lá. Já até pari uma pedra! Enfim. Segurei firme e passei o dia tentando elevar o pensamento, focando no positivo, mantras que tudo ficará bem e que isso não é nada grave. No final do exame, que tirando isso mostrou que estava tudo bem, placenta, líquido, tudo bem, graças a Deus, o médico disse que não iria dar pra ver o rosto do Gabriel: ele estava de costas de novo. Vi a nuca do pequeno. Aí eu soltei um "Aaaaah, que triste!" E só. E pronto, o médico que estava realmente chatão veio com o discurso de velho: "Triste? Triste são as grávidas que vêm aqui e precisam sair correndo pra tirar o bebê antes da hora por risco de vida, problema de placenta, líquido amniótico e outras coisas. Esse negócio de querer ver a carinha do bebê é a parte folclórica da gravidez. Isso não importa! O que importa é que ele está bem, ok?!" 
Ok. Óbvio que ok. Mas que pecado tem em eu ter curiosidade de ver o rostinho do meu filho? A esta altura parece que estou há uma vida grávida!!! Aliás, esta sensação é bem bipolar: tem hora que parece que passa rápido demais. Tem hora que parece que estou há anos grávida. Mal consigo me lembrar da vida antes de engravidar. Acostumei. Depois de 2 dias mal dormidos por conta da barriga que está grande demais, sapequei dois travesseiros enormes, um de cada lado, pra apoiar a barriga pra qualquer lado que eu vire e pronto: já estou dormindo bem e a noite toda. Exceto pelas idas ao banheiro. Antes desta técnica das barricadas de travesseiro, eu acordava a noite toda pra trocar o travesseiro de lado cada vez que eu virava. Era péssimo! Agora as viradas não me acordam. Pois viro muitas vezes na noite. Quadril se torna um ponto grande de contato com a cama e dói se ficar muito tempo o peso em cima de um lado só. Deitar sobre seu lado direito não rola por muito tempo. Tem uma veia que incomoda. Li e comprovei. Enfim, terceiro trimestre não é confortável, e isto é um fato. Tenho dado graças a Deus por ter meu trabalho e por estar trabalhando bastante: isto tem abençoado meu sono, salve o cansaço! Duro não tem sido dormir, mas sim acordar.
Tomei a vacina reforço ddPA. Contra coqueluche. Em 2013, sobrinho da minha roommate Dani faleceu com um mês de vida desta doença, num surto que teve em São Paulo. Nunca esqueço de toda a dor. Na mesma época, filhinha da minha amiga Renata pegou coqueluche também antes dos dois meses e ficou dias e dias na UTI. Nunca esqueço a dor! Pesquisei na Internet e vi que até hoje o Governo faz campanha para grávidas acima de 27 semanas completas para tomarem esta vacina. A partir da semana 27 (e até 20 dias antes do parto), a grávida tomando protege o bebê até seu segundo mês de vida, quando ele tomará a sua própria dose de vacina contra a Coqueluche (tosse comprida). Meu médico disse que não consta no "Check List" do Pré-Natal mas que não havia contra indicações e então fui no postinho e tomei. Papai Leo foi comigo, conpanheiro como sempre. Braço ficou um pouco dolorido mas nada demais. Só me arrependo de não ter pedido pra ser no direito, já que prefiro dormir do lado esquerdo e foi dolorido deitar em cima do braço no dia da vacina. Médico da minha amiga que está grávida como eu disse que sou "apocalíptica" e que achava bobagem tomar esta vacina. Que a doença acontece em pessoas que moram em lugares sem saneamento básico ou que têm muito contato com emigrantes do Haiti e lugares parecidos. Pensei comigp: "sabe de nada, inocente!" Nem a família da minha amiga Dani nem da minha amiga Renata, que sofreram com esta doença, têm este perfil. Ter no meu ciclo de amigos 2 casos, foi o suficiente pra eu achar importante me vacinar. E eu aconselho. 
Que mais de novidade?
Comprei no Groupon ensaio fotográfico simples, mesmo de mal do meu corpo, pra ter fotos de gestante e não me arrepender depois. Vai ser em Maio. No Ibirapuera. Hoooo, gente. Vergonha! Jurava que era em estúdio. Mas ok. Tá na chuva é pra se molhar. Pelo preço baixo que foi, tá bom. Leo não gostou da idéia e prometi pra ele que não precisa ele sair em muitas fotos. "Dois baleias" como ele disse, ninguém merece.
A propósito, dizer a um gordo que ele está gordo não costuma ajudar em nada. Fica a dica. A gente tem espelho. Só pra constar. Amiga de longa data chateou bastante essa sexta de manhã com mensagem no whatsapp "você vai rolar!". Juro que acho graça das pessoas tocarem assim nas feridas uma das outras, até sangrar. "Ah, você está gorda! Cuidado!" "Ah, não acredito que vai optar por cesariana sem nem tentar parto normal!" Graças a Deus ser assim não é do meu feitio. Eu não julgo nem quem aborta (que pra mim é algo realmente doído de aceitar) e acho graça ao me ver sendo julgada por pessoas que o fizeram no passado, quiseram ser respeitadas, o foram mas são incapazes de aceitar a escolha de um parto, por exemplo. Enfim. A gente manda à merda e segue a vida gorda mesmo. Ouvindo críticas mesmo. 
Mas é por essas e outras que não estava a grávida mais feliz ontem, nem hoje. E todo mundo que me conhece bem sabia que não estava tudo bem. Mas eu dizia que estava só cansada. De fato acho que sim, cansada de ter que estar tudo bem o tempo todo. Terminei o dia chorando um monte pra desabafar e confessando sentimentos diversos com amigas mais próximas.
Depois do ultrassom, começo a entender o lance de que "Ser mãe é pura entrega". E aos poucos você percebe que tem muito amor e muito pouco controle das coisas. Você deseja tanto que tudo seja perfeito, que se esquece que o perfeito nem existe!... 

Música do Dia: Sensível Demais (Christian & Ralf)

"Hoje eu tive medo 
De acordar de um sonho lindo 
Garantir, reter, 
Guardar essa esperança 
Andei paraísos, 
Descaminhos, precipícios 
Ao seu lado eu vejo 
Que ainda sou uma criança 

 Sensível demais, 
 Eu sou um alguém que chora, 
 Por qualquer lembrança de nós dois
 Sensível demais, 
 Você me deixou, e agora 
 Como dominar as emoções..."


quarta-feira, 8 de abril de 2015

A la Skol: re-don-da!

E assim cheguei na vigésima sétima semana, quase entrando no sétimo mês. Mais redonda impossível! Engordei mais de 6kg, a esta altura, mas o problema era "o legado". Por graça Divina, todos os exames deram certo: sem pressão alta, sem diabete gestacional, tudo na mais completa ordem do ponto de vista de saúde. A barriga grande, começa a trazer certas experiências novas, como quando entro no box e ligo o chuveiro sem conseguir escapar do primeiro jato frio que vem até que o chuveiro comece a esquentar a água: que frio na barriga! Hahaha! Fazer um simples xixi e ter que se limpar também começa a ser um desafio, não tem jeito. Passa a ser em duas vezes, sem juros: pela frente e por trás. O raio de alcance dos braços passa a ser consideravelmente menor. Tarefas simples como arrumar o sapato ou lavar os pés passam a ser o desafio do dia e mesmo parecendo um "B" de lado, você se olha no espelho e adora a própria barriga. Tudo porque ele, seu maior tesouro, está lá. Longe de me achar linda. Nem sei se pago por aquelas fotos de gestante já que aceitar meu corpo não é uma das minhas especialidades. Mas temo me arrepender. Não sei, vou pensar. Tô me sentindo tão gorda que quando vejo aquelas placas na Raposo "90km/h Veículos Leves" penso seriamente em diminuir pra 70, limite dos pesados... Chegar no estacionamento da "firrrrrrma" e atravessá-lo passando por entre tantos carros estacionados, é um verdadeiro labirinto de "por onde eu consigo passar", ainda que seja fechando meio mundo de retrovisores. Tudo é diferente! Outro dia cheguei mais cedo, por volta das sete que é um horário que praticamente ninguém chega, e ploft! Caiu meu iPhone debaixo de um carro lá do estacionamento, lá pro meio. Pqp! Isto é algo que toda grávida deve perceber: a gravidade passa a ser uns 15 metros por segundo ao quadrado! Tudo cai! Só porque baixar pra pegar passa a ser desafiador! E o bendito celular caiu lá no meio do carro. Eu tinha algumas opções: abandonar o celular lá e voltar mais tarde com ajuda sob o risco de perdê-lo, sentar e esperar uma alma caridosa chegar pra me ajudar ou fazer o que fiz: deitar de costas no chão e me matar pra alcançar o bendito iPhone. Quem olhasse das câmeras deveria ver própria Fiona barriguda deitada e fazendo anjinho em pleno estacionamento do Morumbi. E subi assim, rindo e suja logo cedo pra trabalhar. 
O duro não é estar tão redonda. O duro é estar possuída! Kkk! Mais uma vez não consegui comer bacalhau, que sempre amei, na sexta-feira Santa. E tenho sentido uma vontade absurda de doces. Nitidamente fora de mim. Gabriel no comando. Diz a literatura que pelo desenvolvimento das papilas gustativas do bebê é normal que tenhamos desejo de doce. E assim tem sido. Meleca! Outro dia sonhei que eu era famosa, estava numa festa da Globo, e só tinha doce! Todos que eu conheço! To-dos! E eu comia de pratada. Affe! Amiga querida falou que é o Erê protegendo meu guri e aprontando com meu apetite. Obviamente, estou tentando ao máximo, me controlar. Fazendo meu melhor. Mas tá flórida!
Estamos chegando no sétimo mês. A hora que se aconselha estar de malas maternidade pronta, quarto pronto e tudo. Ninguém quer que o Gabriel se antecipe, mas PMO que sou, obviamente que trabalharei com a mitigação do risco. Está quase tudo pronto. Ao menos tudo comprado, não falta mais nada. Nem pra mim e nem pra ele. Todas as roupinhas, inclusive de cama e banho, estão lavadinhas e passadas. Uma delícia! Quem diria? Que eu ficaria tão feliz gastando todo um fim de semana só fazendo isto: lavando, tirando etiquetinhas, arrumando tudo!... Fiz com todo meu amor. Minha máquina de lavar tem a função "Roupas de Bebê" que funciona maravilhosamente bem: bate quase nada, bem de leve, com duplo enxágue e molho curto. Minha mãe e cunhada me puseram muito medo de usar a máquina e incentivando lavar na mão quase tudo. Mas definitivamente esta não poderá ser minha realidade, não cabe esse grau de preciosismo em minh vida/rotina, e depois de alguns testes, decidi poder dar um voto de confiança pro Engeneiro que passou anos desenvolvendo esta função na máquina de lavar e a usei. Deu tudo certo: roupas novinhas e cheirosas! Minha mãe: "Você lavou na mão??" Eu: "Sim!" - fazendo figuinhas. Deus perdoe esta mentira "branca", dessas que não causam mal a ninguém mas é melhor contar pra despreocupar a pessoa. "Ah, bom. Senão estraga." -ela. Estraga nada! É igual ela falava que colher lambida não podia voltar pro pote do doce, que azedaria. Nunca azedou, embora eu tenha posto colher babada a infância toda no pote, muitas vezes só pra ver se daria mesmo merda. Não dava porque a gente acabava com o doce antes que ele pudesse estragar, obviamente. Igual a roupa do bebê. Que antes de ficar "velha" porque lava na máquina, já não vai mais servir nele. Simplificando a vida. 
Minha última consulta no obstetra foi marcante: chorei do começo até quase o fim. Deu tiuti. Medo do parto. Tivemos que falar do assunto que pra mim é meio assustador. Marido Leo e Dr. Dalton olhando espantados pra minha cara, querendo entender o porquê de eu estar chorando daquele jeito. Depois de muito tempo de explicações pra me acalmar, e de frases bem práticas do meu médico tão lógico e direto quanto eu (do tipo: "Filha, chorando ou não, com medo ou não, o bebê vai sair daí e vai ficar tudo bem"), decidi que quero parto cesariano. Depois de fazê-lo prometer que ele não vai marcar pra antes da hora por conveniências mundanas, fazendo o Gabriel estar verdadeiramente maduro pra nascer. E ponto final. Quero assim. Vai ser meu melhor. É minha limitação. Ora, se em Gênesis 3:16 sentenciou o Senhor o castigo da mulher pelo pecado original "a terrível dor do parto" e para os homens, o castigo de ter que trabalhar arduamente por toda a vida, e ora, se eu trabalho tanto há tanto tempo e ainda faltam 15 pra eu me aposentar, nada mais  justo que "passar/repassar/torta na cara" pra essa bendita dor do parto! Quero anestesia! Não serei uma Che Guevara dos partos humanizados! Não consiiiiigo!.... E espero mesmo que essa bendita lei que tende a proibir as cesárias no Brasil, que está pra ser aprovada agora em Maio, não me tire esta opção. Por Deus! Porque sempre na minha vez??? Ensino técnico na Federal fui o último ano, Renato Russo morre quando estou prestes a poder ir aos shows do Legião sozinha, e agora essa lei pondo em risco minha opção de cesária!... Pqp! Sempre na minha vez! Falei pro meu médico dar um jeito. Não sou gorda pra caramba? Ele não fica fazendo bullying com meu peso falando que desse jeito vou quebrar a cadeira dele? Aí ele me ameaça: "Controle-se! Ou não vai dar pra fazer cesária não! Como vou conseguir costurar essa barriga tão gordinha?" Aproveitando-se de minha fragilidade. E eu penso comigo: "Todos os dias tenho atividades desafiadoras em meus projetos... Nada nunca é simples no meu mundo... Se vira, meu! Faz seu trampo que eu faço o meu!" Rs. Mas não falo. Sigo com meus dez tobas na mão. O de verdade e todos os virtuais que subiram como feature desde que fiquem grávida.
Afinal, se quem tem toba, tem medo, a esta altura, eu certamente tenho mais que um... Hahaha! 

Música do Dia: Boas Vindas (Caetano Veloso)

Sua mãe e eu
Seu irmão e eu
E a mãe do seu irmão
Minha mãe e eu
Meus irmãos e eu
E os pais da sua mãe
E a irmã da sua mãe
Lhe damos as boas-vindas
Boas-vindas, boas-vindas
Venha conhecer a vida
Eu digo que ela é gostosa
Tem o sol e tem a lua
Tem o medo e tem a rosa
Eu digo que ela é gostosa
Tem a noite e tem o dia
A poesia e tem a prosa
Eu digo que ela é gostosa
Tem a morte e tem o amor
E tem o mote e tem a glosa
Eu digo que ela é gostosa
Eu digo que ela é gostosa
Sua mãe e eu
Seu irmão e eu
E o irmão da sua mãe