segunda-feira, 20 de julho de 2015

AMA...Menta!

Sem tempo pra detalhar o dia a dia no puerpério afora.
Porque viver é mais importante que postar.
Porque prometi a mim mesma olhar pros olhos dele sempre que abertos, e não pro celular.
Porque prometi a mim mesma onde quer que du estivesse, estar inteira. E isto também inclui modo avião no aparelho.
Mas decidi postar este olhar. Um dos mais belos que já vi! ( E que só perde, claro, pra outros olhares dele mesmo...)
Decidi registrar que AMAMENTAR, é, sem sombra de dúvida, o verbo mais sublime e perfeito que nesta vida conjuguei... Talvez perca apenas pro verbo SER. Ser sua mãe. Ser seu alimento. Ser o que cala seu choro... Nunca achei que fosse capaz de ser tão importante!... 

Jamais esquecerei deste olhar nas madrugadas só nossas!... Cada dia que passa, amo mais... E mais... E mais!... 

#MamadasFelizes



segunda-feira, 13 de julho de 2015

Mensagem do Papai para o Neném

"Desejo que seus caminhos sejam sempre percorridos sem quedas, sem deslizes, sem desatinos, mas com muita firmeza e dignidade. Pode agarrar minha mão quantas vezes necessário!!! Papai está aqui."
(Leandro Barbosa do Carmo)

E a certeza de ter encontrado o grande amor de sua vida, pai de seu filho, alicerce da nossa família. 
Gratidão. 

domingo, 12 de julho de 2015

Poema do Umbiguinho

Hoje caiu seu umbigo
Parte do que nos uniu por nove meses
Parte do que me fez capaz de te nutrir, te alimentar
Te fazer nascer
Sinal de novos tempos
Tempo em que meu seio que te acalenta, te nutre e te alimenta
Tempo de vida aqui fora
Sem espera nem demora
Tempo de viver!
Bendita seja tua cicatriz
Bendito seja nosso leite
Vamos enterrar este pedacinho de nós
Pra sermos ricos em saúde, é o que dizem, é o que peço
E vai que ali pertinho nasce uma bela florzinha pra ti
E os dias passem tão rápidos que logo, logo você ali estará
Agachado, pegando nela e achando graça
Porque a vida é assim
A gente sempre colhe o que planta
E hoje, este umbiguinho, é pra mim pura alegria de viver!
Bendito seja!



sábado, 11 de julho de 2015

O parto

De longe a experiência mais intensa da minha vida. Assim foi o parto e a primeira semana com meu bebê. 
A ida para a maternidade com a certeza de que quando voltássemos estaríamos com o Gabriel em nossos braços e tudo diferente em nossas vidas foi diferente de tudo já vivido até então. A consciência de que teria que controlar meu medo da cirurgia para o quanto antes me recuperar para tê-lo em meus braços foi enorme e mantive a calma até o último minuto. Papai Leo estava mais nervoso que a mamãe medrosa, já dava pra ver no jeito que ele dirigia à caminho da Maternidade. 
Chegamos no São Luiz do Itaim. Meu último dia com andar de pata. Barriga enorme. Sensação de não acreditar que o grande dia chegou e que o Gabriel sairia de lá. Fomos muito bem atendidos, aliás durante todos os dias na maternidade tudo foi perfeito. Gratidão enorme a Deus por ter acesso a um dos melhores Hospitais do país. Tomei um banho e  pus os aventais da cirurgia. A primeira grande sensação estranha foi estar sendo levada assim, numa cadeira de rodas para a sala de cirurgia. Nunca tinha andado numa cadeira de rodas. Alguém te levando, portas se abrindo e você se perguntando se na próxima o pé não bateria antes que a porta se abrisse. Falta de controle, dependência do outro, "não posso mesmo ir andando?", perguntei, e a esta altura nem me incomodaria mais da bunda aparecer pelo avental. Leo do meu lado, mas só até chegar no primeiro andar, onde nos separamos: eu pra sala de cirurgia e ele colocar a roupa laranja e a pulseirinha "sou papai" para acompanhar o parto. Este foi o primeiro minuto que realmente senti um frio enorme na barriga, me separando do Leo, e vendo o medo em seu olhar úmido, num rosto tenso que em oito anos ao lado dele nunca tinha presenciado. Ele estava com um papel no bolso que teria que entregar pra pôr a roupa de papai. Falei antes de sair do quarto: "leva só o celular e este papel", mas de tão nervoso chegou lá e falou que não tinha papel nenhum. Demorou uns minutos pra voltar em si. Eu, na sala de cirurgia vi o Dr. Dalton, meu obstetra já vestido de verde (sabiam que é verde por ser a cor oposta do vermelho sangue no espectro de cores? E assim não enganar o cérebro humano que vendo branco e vermelho por um longo espaço de tempo pode passar a não diferenciá-los?), vê-lo ali me tranquilizou muito. Chegada a hora. Com ele a enfermeira que foi super gentil, Dr. Paulo, no papel de médico assistente do Dr. Dalton, e o Dr. Mello, anestesista da equipe do Dr. Dalton. Foi tudo mais tranquilo que eu poderia imaginar. Pedi ao Mello para ligar o rádio que tinha ali do lado. E olhar bem certinho a hora que o Gabriel nascesse pois o relógio da sala estava errado. 
Dr. Dalton brincou, ao ver o relógio parado:
- Esses hospitais de periferia são fogo... Pra que serve esse botão será? Apontando pro equipamento ao meu lado. 
Ri tensa. Mas bem menos que imaginava.
- Cadê o pai? Ninguém chega, vou tomar mais uma cerveja, já volto.
Ri tensa.
Combinei com o Dr. Mello que ele me mostraria o horário no celular. Vai que um dia ele queira fazer um mapa astral... Tem que saber a hora. 
Começaram a me cortar. 
- Churrasquinho Gomes. Olha o cheiro! - um deles falou. 
Ri tensa. 
Pedi pro anestesista pôr na Alpha FM. Não queria ouvir p protocolo dos médicos ali falando de mim. Ele ligou. A música que estava tocando? You will be in my heart, do desenho do Tarzan. Deus é perfeito nos mínimos detalhes. Que música linda! Pus me a chorar, mas não desminliguida. Emocionada, mas preocupada. Quando Dr. Dalton chamou o Leo pra ver nascer eu queria estar atenta. 
"Nasceu!" - Dr. Dalton
"19:45h pontualmente." Disse Dr. Mello me mostrando o iphone. 
Tenso. Silêncio de segundos. Cadê o choro? Só isso que pensava. E segundos depois lá estava ele: o choro rouquinho e alto do Gabriel!!!
Foi MUITO emocionante! Maior alívio do mundo! Ele estava vi-vo! Dr. Dalton me mostrou ainda com o cordão e todo sujo e desesperador era não ter as mãos livres nesta hora. Pouco depois ele voltou pros meus braços e pude me soltar do equipamento que media meus batimentos e sentir sua pele, seu cheiro, e o Leo ali segurando ele no meu rosto... Eu não conseguiria descrever o turbilhão de coisas que senti. A maior emoção que já senti! Um amor que doía! Um amor de entranhas! O tal maior amor do mundo! Ali começou meu medo de algo dar errado em mim, queria ficar bem logo pra ir pro quarto logo e pegar ele nos meus braços. Só pensava nisto. Ele saiu com o pediatra e Leo foi junto. Continuou tão nervoso que entrou no vestiário feminino para tirar a roupa da cirurgia, e saiu aos berros da mulherada de sutien. Engraçado! Obviamente nem me lembrei do "Sentindo a Luz" programa para dar de mamar na primeira hora de vida. Terminaram de me dar os pontos exatamente uma hora depois de termos começado tudo. Eram oito e vinte quando fui pra sala de recuperação com outras mulheres e tentei me manter o mais calma possível, pra me recuperar e voltar o quanto antes pro quarto. E assim foi. Por volta das dez e vinte estava no quarto e pouco depois chegou o nosso pequeno, em meus braços. O tão sonhado dia estava ali, real, diante de meus olhos. Inacreditável! Exausta e feliz. 
O início da maior aventura de nossas vidas!...

Olhos mareados
De lágrimas de amor
O maior amor chegou!
Obrigada pela chance de me fazer mãe
De me fazer melhor
Maior
De me fazer entender o quanto já fui amada como filha
Por me fazer provar do amor que jamais poderia imaginar
Se eu não acreditasse em Deus
No exato minuto que te vi
Passaria a acreditar...