quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Olha, olha, olha a onda!

E assim estamos de 16 semanas completas. E entramos na 17ª semana. E ainda falta uma semana para o próximo ultrassom onde possivelmente conseguiremos ver o sexo. Sem a bendita dúvida. O órgão sexual está, enfim, formado. O que pode acontecer, mas não vai, porque já conversei com o baby, é ele ou ela não querer mostrar. Aí faço o bendito exame de sangue de um milhão de dólares. Nunca nem passou pela minha cabeça não saber o sexo até o fim da gestação. Não por me importar por um ou por outro, mas pelo sentido prático da coisa. De bege basta a vida. Quero comprar coisas específicas de menina ou específicas de menino. E mais que isto, quero chamar pelo nome, imaginar, ah... tão legal saber! Está passando mais rápido no ano novo. Basta você ter um projeto com o cronograma todo lascado para gerenciar que a sua perspectiva de tempo muda completamente: os dias passam rápido e não dá tempo de fazer as entregas. Por outro lado é ótimo porque os salários caem e os bebês crescem. Bendita teoria da relatividade! Rs.
Minha barriga está grande! Leo fica me zoando de grávida da Record. Lembram daquela doida que fingiu estar grávida de não sei quantos nenéns? E era mentira? Hahaha! Vou colocar como imagem do post uma foto dela pra quem não conhece poder ver. Não se preocupem que era enchimento. Já falei pra ele parar. É sempre assim: a sociedade nunca está satisfeita e tem sempre um comentário maldoso a seu respeito. Antes eu era gordinha, perguntavam se eu estava grávida. Agora que fiz upgrade e estou grávida, perguntam se é de quadrigêmeos. É muita fofura! Hahaha. Amigas magras relatam que passam também por constantes processos de bullying inclusive quando engravidaram. Ou seja, cada dia mais me dou conta de que dane-se o que os outros vão falar. Eles sempre vão falar. O que esperar de uma sociedade que mantém Big Brother 15 no ar? Ta aí minha dose de maldade também. :P
Hoje levei o carro pra revisão e peguei um ônibus para chegar ao trabalho. Não levantaram não pra me cederem o lugar. Nem estufando a pança! Hahaha!
Mas vamos sair deste clima amargo. E falar de coisa doce. Estou muito, muito, muito feliz organizando o Chá de Bebê que será no dia 07 de Março. Quero fazer assim, com seis meses de gestação para poder brincar mais. Quero que seja divertido. Para os leitores do blog vai uma notícia que ninguém mais saberá (não vale espalhar): contratei uma Drag Queen para animar o Chá! Vai ser tão legal! Meio de saco cheio com o mundo politicamente correto onde nada pode e tudo é errado. Quero um chá de bebê cheio de castigos pra mim enquanto as convidadas se divertem. Não vai ter nada constrangedor para as amigas. Quanto a mim, definitivamente não serei café com leite... hahaha! Mal posso esperar! Nunca achei que diria isto, em toda a minha vida mas... Não vejo a hora de saber o sexo para ir na25 de Março comprar os itens de decoração do Chá. Estou mesmo transformada.
E ao invés de revelar o sexo do baby somente no Chá de Bebê, decidimos revelar no dia que descobrirmos, enviando o convite revelação. Já fiz os dois modelinhos: de menino e de menina. Estamos prontos para apertar o SEND. :)
A outra novidade é que senti mexer pela primeira vez. E uma única vez. Tenho certeza que não era pum pois foi diferente de tudo que já senti na vida dentro da minha barriga! Foi mais pro baixo ventre e parecia uma marola. Minha mãe disse que as primeiras sensações eram de um bater de asas de borboleta dentro da barriga. Mas eu senti tipo uma ondinha. “Como uma onda no mar” só que dentro da barriga! Não vejo a hora de sentir de novo.  
Outra novidade é que, embora muitas literaturas dizem que o bebê só escuta a partir da 21ª semana, há controvérsias que dizem que ele escuta a partir da 16ª. Na dúvida a gente já conversa com ele (a).
Percebi também as variações hormonais que as mulheres de exata comumente julgavam como sendo desculpa esfarrapada pra frescura. Não. Não é. Tipo uma TPM High Advanced. Teve um dia que eu estava super sentimental. Li três textos e chorei com os três. E também tenho me mostrado mais sexo frágil em meu relacionamento com o Leo, coisa nova também. Acreditem em mim: somos inocentes. É meio incontrolável. E olha que não sou daquelas que se soltam. Tenho me policiado e tentado manter a linha. Mas por duas vezes não consegui. Uma delas foi neste dia que eu lia os textos sobre maternidade e chorava. E outro dia foi no sítio de uma amiga, fim do dia, eu pedindo pro Leo ir por um caminho comigo e ele querendo ir por outro, entrei em xilique mode. Sorte na vida ter amigas. Destas que nos beijam e esbofeteiam sempre que necessário. A Rosana veio sem dó e disse pra eu parar de ser tão chata e me ajudou. E naquele segundo vi que eu estava sendo a cônjuge chatonilda que eu nunca quis ser... Hormônios. Believe me. Vai passar. Pelo menos não estou brava. Nem bocuda. Fugindo de bate boca e confusão. Evitando falar tudo que penso na família, evitando discordar, evitando passar nervoso. Tentando ser leve, ainda que barriguda. Engraçado como muda. “Tudo muda o tempo todo no mundo!”..., já dizia o poeta.
 
Música do Dia: Como Uma Onda(Lulu Santos) – já que a primeira mexida do baby parecia uma Ondinha e Tudo realmente muda o tempo todo no mundo!... –
 
Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará
  
A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito
 
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente
Viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo
No mundo
 
Não adianta fugir
Nem mentir
Pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
 
Nada do que foi será
De novo do jeito
Que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará
 
A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito
 
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente
Viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo
No mundo
 
Não adianta fugir
Nem mentir pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre
 
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
 
E abaixo, para quem não conhecia, a famosa "falsa grávida da Record":

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Primeira depilação a gente nunca esquece

Depois de passar quatro anos gordinha e por umas três ou quatro vezes ter sido confundida com grávida, posso dizer que estar grávida é um grande alívio por não precisar andar pra lá e pra cá murchando a barriga. Também, agora no quarto mês, passou aquela fase que você enxergava a dúvida, a confusão na cara das pessoas não tão próximas, que não sabiam ao certo se comi demais no Natal ou se estava realmente grávida. Mistura de cômico e de "ai, meu Deus". Rs.
Lembrei de um vestido que minha mãe me deu há anos atrás e que eu não usava porque parecia que eu estava grávida. Bingo! Me serviu (pasmem: ainda não engordei nenhum kilo embora esteja com barriga de melancia) e fiquei assim, como na foto: muito grávida.
Foi um dia especial. 
Insistiram pra que eu "furasse a fila" na Starbucks em pleno horário de pico, foram super solidários comigo para entregarem a chave do posto de gasolina que tive que parar no meio do caminho pra casa com vontade de fazer xixi porque bebi muuuita água e comi muito gelo (minha bexiga não tem mais capacidade pros 35km que separam meu trabalho da minha casa), sorriram mais pra mim....
Foi um dia radiante. Eu me senti verdadeiramente grávida.
Estive inspirada para fazer piadas e pude até me lembrar da estória engraçada sobre a primeira vez que fiz "depilação cavada" na vida quando entramos, eu, Fabíola e Luciene Mello, neste tema depilatório. O que rendeu boas risadas. Preciso lhes contar:
A primeira, primeira vez que fiz depilação na vida, quem me levou foi minha mãe 2, a Sandra, uma mãe de coração. Eu tinha 14 anos e iríamos passar as férias em Maceió. E apesar de sempre ter tido pouco pêlo, tinha uns na canela que me incomodavam. Nada que meia-perna não resolvessem. E experimentei o gosto de fel de fazer virilha pela primeira vez. Aos 14. Anos se passaram e eu me virava com gilette até começar a trabalhar na NEC, na época, onde me senti mais mocinha, aos 17, e assim como minhas amigas do trabalho, marquei um dia depilação na hora do almoço e fui. Constrangedor. Hoje, aos 33, depois de tantas depilações, papanicolais e ultrassons transvaginais, óbvio que perdemos um pouco do pudor. Mas aos 17 era tudo muito novo. A Leni, com quem me depilo até hoje quando dá (mesmo 16 anos depois), é uma pessoa maravilhosa e uma profissional brilhante! Arretadíssima!
- Tira toda a calcinha e deita.
- Precisa tirar?
- Precisa. Se não enche de cera. 
Subi constrangidíssima na maca coberta de papel de rolo, nua da cintura pra baixo, e segui conversando pra tentar pegar o mínimo de intimidade com quem viria tanto do meu eu...
- Que você quer que faz?
- Hoje é quase minha primeira vez. Faz tudo que achar que precisa. 
- Você tem pouco pêlo... E a tendência é diminuir. Até os trinta você nem precisa mais vir aqui (bobagem. Continuo com os mesmos poucos pêlos de sempre). E blablablá. A Leni fala pelos cotovelos! Verborrágica, como diria minha amiga Fabíola. E é rápida. Em uns dez minutos tinha feito toda a parte da frente daquele corpinho magro e jovem da época. 
- Você nunca fez? - perguntou ela passando talco nas pernas.
- Fiz quando tinha 14. Mas pouca coisa.
- Mas então faz tempo?
- Faz... Vixe!!!
- Faz anos?
- Faz - dei uma pausa fazendo as contas quando fui interrompida.
- Vira.
Virei terminando as contas.
Pluft! Cêra no toba.
- Que cê tá fazendo? - perguntei indignada. Se estava estranho colocar a cêra, por ser o que de mais que te "ele" já tinha provado, já nem poderia imaginar como seria aquilo sair.
- Perguntei pra você: "faz ânus?" E você disse "Faz"...
E caímos na risada. E assim, por um problema de fonética, que fiz minha primeira depilação cavada...
Rimos horrores ao lembrar. Me sinto bem menos bege. Agradeço a Santo Expedito pela graça alcançada.
Sem enjôos, sem azias, sem cãimbras. 
A da vez são os gases (sobretudo causados pelo polivitamínico que estou tomando) e excesso de salivação. Acordo vira e mexe engasgada com a minha própria baba. Depois das terríveis sensações de intoxicação alimentar que senti nos três primeiros meses, definitivamente, isso não é nada.
No começo do mês fui fazer minha depilação cavada com a Maria, aqui perto de casa, e ela estranhou que eu nem reclamei, nem gritei e nem choraminguei. Sempre passo minhas sessões perguntando quem foi o 'viado' que inventou a depilação e como seria se estivéssemos todos na ilha de Lost (a Kate era linda sem se depilar). Mas desta vez nem doeu. Sinto que meu corpo e mente estão se preparando para "emoções" maiores que estão por vir. Estou me fortalecendo.
Descobri que é bom depilar tudo, 100%, em épocas de parir.
É Assim mesmo: quando você acha que já sabe tudo e já viveu tudo sobre um assunto, vem novidade. Ficar igual um neném será estranho. E outra: como vou depilar tudo atrás se já não consigo me virar de bruços? Oh, shit! Rs. Mas vamos que vamos! Isto tudo é muito divertido!
Um dos sintomas da gravidez, quando a mulher tem muita miopia (como é MESMO meu caso - rs), é enxergar piorzinho. Nem sempre nos adaptamos ao uso das lentes de contato. Mas uma coisa é fato: enxergamos mais bonito. Tenho me emocionado mais ao ver qualquer coisa de amor e criança. Parece que ouço mais o cantar dos pássaros e coisas do tipo e hoje eu me senti acarinhada por pessoas absolutamente estranhas simplesmente por estar assim, tão grávida. Delícia!
Também me sinto muito cuidada por queridos. As amigas que me incentivam a comer frutas como a Fabi que me presenteou com um pêssego hoje e me motivou a experimentar lichia (até descascou pra mim, como se fosse minha irmã mais velha), a Lu que está mais carinhosa e divertida ao meu lado no trabalho e nem reclama dos meus arrotos, a Sil que não pára de me segurar quando andamos na rua por medo de que eu caia (estamos há 180 dias sem acidentes), busca minha comida e leva minha bandeija na praça de alimentação por puro carinho, minha mãe, meus irmãos, minha cunhada, o Leo. Ah, o Leo! Uma gratidão especial a ele pelas noites mal dormidas por eu acordar até três vezes pra fazer xixi e ele ter o sono leve. Por cozinhar qualquer coisa que eu peço alegando que estamos brincando de "Master Chef", por pegar mil vezes coisas lá em cima quando estou em baixo e mil vezes coisas lá embaixo quando estou em cima, sem pestanejar. Estamos, eu e o baby, literalmente amparados.
Estou amando!

Música do Dia: Grávida (Marina Lima)

"Eu tô grávida
Grávida de um beija-flor Grávida de terra
De um liquidificador
E vou parir
Um terremoto, uma bomba, uma cor
Uma locomotiva a vapor
Um corredor

Eu tô grávida Esperando um avião
Cada vez mais grávida
Estou grávida de chão
E vou parir
Sobre a cidade
Quando a noite contrair
E quando o sol dilatar
Dar à luz

Eu tô grávida
De uma nota musical
De um automóvel
De uma árvore de Natal
E vou parir
Uma montanha, um cordão umbilical, um anticoncepcional
Um cartão postal

Eu tô grávida
Esperando um furacão, um fio de cabelo, uma bolha de sabão
E vou parir
Sobre a cidade
Quando a noite contrair
E quando o sol dilatar
Vou dar a luz!"

 


sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Super gêmeos, ativar! Forma de uma Super Mãe!


Quando questionada por uma amiga porque eu fazia este blog, ontem, não tinha a resposta na ponta da língua. Nunca pensei em nada específico. Porque quando comecei a tentar, me via cheia de amarras, podas, regras. E eu buscava um lugar onde eu pudesse ser mais livre. Óbvio que não 100% livre pois o único lugar que o somos é dentro de nosso próprio pensamento. Mas o mais livre possível. Um espaço onde eu pudesse registrar a exata forma como eu me sinto sem me preocupar se estou agradando quem lê, sem me preocupar se estou escrevendo algo que meu filho ou filha goste de ler no futuro, sem me preocupar que seja algo específico para grávidas. Simplesmente um divã. Parei a terapia e acho que este tipo de espaço me faz falta. Sempre fiz terapia justamente por acreditar que se você quer ser tão egocêntrico e falar por uma hora inteira só sobre você mesmo, deve pagar por isso. Mas no blog me encontro um pouco mais a vontade pra fazer isto, justamente por ser livre a escolha de alguém lê-lo (diferente de falar sobre si mesmo o tempo todo numa roda de amigos, onde os cabras não têm tanta facilidade em se dar o direito de escolher não ouvir).
Quando escrevo aqui neste blog, é pura e simplesmente um grande desabafo. E uma forma de dividir experiências e tentar me fazer ser compreendida. Busca besta que sempre tive na vida.
Hoje estou menos engraçada e mais pensativa.
Pensei bastante sobre quão incerta a vida é sobre esse lance de termos filhos. Pensei em pessoas que sempre sonharam em ser mães e nunca engravidaram. Algumas adotaram seus filhos e são mães incríveis. E como é lindo e louco esse lance de amar, independente de ter gerado. Pensei em amigas que optaram por abortos. Pensei em amigas que engravidaram e perderam seus bebês, uma, duas, três e até quatro vezes. E pensei nas famílias humildes em meio às favelas que às vezes tem oito ou nove filhos, sem condições de criar direito nenhum deles. Tudo isto é muito doido. Prima que trabalha com biomédica, Bela, explicou o lance de como existe uma maior propensão do ser humano se procriar em ambientes hostis, para a própria preservação da espécie, da casta. Portanto, 12 descuidos em dias férteis pra mim podem resultar em zero gravidez e 12 descuidos em uma mulher que vive passando necessidades e em meio à violência e drogas pode resultar em 12 gravidez. É a natureza atuando em seu próprio favor. E dá-lhe Bolsa Família! O grande pensamento neste momento é sobre o “ser mãe”, que tem tantas coisas em comum e tantas diferenças ao mesmo tempo... Tem coisa que uma mãe humana faz igual a uma mãe elefanta (outro dia me emocionei muito ao ver uma mãe elefanta chorar, chorar mesmo, de sair lágrima, ao ver seu filhote quase morrendo de sede) e tem coisas que nós, seres humanos, fazemos que talvez um rato não faria com seus filhotes. E a vida segue. Cheia de mães e filhos, de lições, de aprendizados, de alegrias.
Não me sinto mãe ainda. É engraçado. Talvez 4 meses de gestação seja mesmo muito pouco por tudo que está por vir. Mas hoje já consigo olhar com olhos muito mais carinhosos e agradecidos para minha própria mãe. E a admiro cada dia mais por tudo que lutou e ainda luta por nós. Não acho que só a maternidade faz as pessoas melhores. Muitas outras coisas o fazem. Mas tenho certeza que alguém que é mãe, cresceu, espiritualmente falando.
Fico lembrando de um chefe que tive antigamente que tirava sarro de quem dizia que a sua missão de vida era a maternidade. Certa vez ele fez a atrocidade de dizer que uma missão dessas até uma cadela tem. Nunca me esqueço. Esse cara não tem a menor idéia do quão grandioso é gerar uma vida e ter o enorme prazer de lhe apresentar o mundo. Eu fecho os olhos e fico ansiosa por estas partes, que eu acho que serão as mais mágicas do ser mãe. Mostrar o vento, o mar, os bichos, as flores, os gostos, os cheiros, as sensações, o tato, os beijos... Sabe como me sinto? À espera de um grande convidado! Quando participei do Projeto 3G na empresa em que trabalho, tive uma de minhas experiências mais cosmopolitas do ponto de vista humano. Acabei por me relacionar com chinês, japonês, argentino, americano, chileno, mexicano, indiano, tinha de tudo dentro de uma sala de War Room onde varávamos madrugadas. E uma das minhas partes preferidas desta época era mostrar pra estes caras coisas simples do meu país. Era muito legal explicar sobre comidas, danças, músicas,  orquídeas na praça em que passávamos, explicar o que dizia a música Faroeste Caboclo do Legião. Eu me sentia uma show woman, mostrando pra eles tudo que eu mais gostava no meu mundo. Agora, quando imagino meu filho ou filha chegando, sinto isto multiplicado por mil vezes: mostrar cada detalhe mesmo. Ele (a) virá assim, zeradinho... Cada borboleta, cada ursinho de pelúcia, cada afago, será eu, minha família e meus queridos, mostrando o mundo belo como é pra este serzinho humano tão especial. Esta, pra mim, é a parte mais mágica e que eu mais espero hoje, com apenas 4 meses de gravidez.
Quando engravidei, tinha em pequeno espaço da minha mente, que deveria estar preparada pro que der e vier. Que existia a possibilidade, porque não, de eu não conseguir levar a gravidez adiante. Como muitas amigas perderam, eu também poderia perder. E imaginava que seria duro mas que eu deveria estar pronta pra isso. Ficava brava quando minha mãe, tadinha, pra me tranquilizar, dizia que “era só acreditar em Deus que dava tudo certo”. Contestava dizendo que minhas amigas que perderam naturalmente seus bebês também acreditavam em Deus e que isto não era um castigo, mas sim um plano diferente do que gostaríamos, mas que às vezes O próprio Deus achou melhor que vivêssemos, seja pelo plano espiritual da mãe, do pai, de um próximo ou do próprio bebê que nem chegou a nascer. Mas sempre rezei mesmo assim. Pedindo que tudo fluísse bem na minha gravidez porque eu quero muito ser mãe. Chegava a argumentar com Deus que nunca tinha usado drogas, sempre cuidei da saúde de meu corpo neste sentido, que não seria justo que algo desse errado. Mas logo me compunha em humildade e pensava, não são só estas as variáveis e estarei pronta pro que der e vier.
Hoje, entrando no quarto mês, não consigo mais imaginar minha vida sem este bebê lindo e saudável em meus braços. Quero mais que dê certo agora do que eu queria há meses atrás. E quando alguém fala em maior amor do mundo, talvez ainda não sinta isso tudo, mas tenho certeza que vem crescendo.
Aquele ranso de ser grávida vai passando. À medida que os sintomas vêm melhorando. Consigo achar graça dos gases ao invés de ficar revoltada como no descolamento. Eu costumo brincar dizendo que até o dia do parto, o que acontece com as mães é algo parecido com o que acontece no filme MIB: um grande apagão. Sabe aquela cena que alguém pede para você olhar pra uma caneta e num click te faz esquecer de tudo que não convém lembrar? Acho que é assim no parto. Minha mãe falou que Nossa Senhora Aparecida passa a mão nos olhos da mãe e a faz esquecer das partes difíceis da gravidez. A mesma crença que eu, só que a minha, na versão MIB. E assim as mulheres tem coragem de ter mais de um filho. Acho que aos poucos a parte boa vai ficando tão maior que a parte não boa, que vamos tomando gosto pela coisa. Eu, mês passado, brincava que irmãozinho (a) do baby seria só se fosse adotado. Que grávida eu não ficaria mais. Hoje, na 15ª semana, já penso que se ficar tudo tão bem como agora daqui pra frente, eu aguentaria mais vezes ficar grávida.
Estou quase gostando. Só não falo que gosto porque tenho medo do que está por vir. Rs.
Mas tenho certeza que ser mãe é um presente de Deus.
Quando eu tinha 25 anos, há 8 anos atrás, achei que estava passando pela maior dor de minha vida. Eu namorava um rapaz há mais de dois anos, trabalhávamos juntos, e no fim acabei sabendo de uma sobreposição de eventos na linha do tempo: ele ficou com minha melhor amiga da época (também do trabalho) sem antes terminar comigo. Infidelidade não costuma matar ninguém. Mas deslealdade achei que mataria. Acordava em meio às madrugadas sem entender como minha amiga tinha tido coragem de fazer algo assim. Nem lembrava do namorado. Mas da amizade, foi dureza. Mesmo semi-herege que sempre fui, o desespero era tanto que eu abria a Bíblia buscando consolo. E provavelmente por isto, Deus me ouviu e em pouco tempo me acalmou. Em menos de um mês já era piada. Não apenas pra toda empresa que a gente trabalhava (fui corna em rede nacional) mas pra mim mesma. Ganhei uma camiseta do Zerbetto que tinha o emblema da Cervejas Caracu que tinha um touro no meio e os dizeres “Corno é Tu” e até fui trabalhar com ela numa sexta, desafiada por meu chefe da época, que teve que me pagar um almoço onde eu escolhesse. Acho que desde então esta passou a ser uma de minhas maiores virtudes: aprender a rir do que nos faz chorar. Óbvio que não é fácil, sempre. Mas é uma busca que faz da minha vida algo mais leve. Contei isto porque acho que perder a Aline como amiga, foi uma das minhas maiores perdas na vida. Fico feliz por ter perdoado, compreendido e seguido em frente acreditando no poder de uma amizade. Não são as exceções que devem definir as regras. Eles se casaram, meu ex namorado e minha ex melhor amiga. E um belo dia alguém em ligou pra me contar que ela tinha perdido um bebê. Não no segundo nem no terceiro mês. Mas já no parto. Eu fiquei muito triste no dia. Desejei ser sua amiga ainda pra poder ir abraça-la. Na verdade preferia nem saber. Povo fofoqueiro que me ligou sendo que nem éramos mais amigas. Mas tenho sonhado com ela vários dias. E acordo no meio da noite, e rezo. Espero nunca sentir esta dor. Mas sinto uma compaixão que não sabe no meu peito... E uma vontade de abraçar ainda mais forte hoje, grávida, todas as amigas que passaram por isso. Talvez eu nunca saiba o que é isso. Mas EU JURO que posso imaginar.

Obrigada, Deus. Por minha saúde. E pela saúde de meu (a) filho (a). E porque eu serei mãe.

Obrigada, Deus. Por minha família que é meu alicerce e por meus amigos que são minha diversão.

Obrigada, Deus. Pelo amor de minha vida, e pai de (s) meu(s) filho(s) que é, além de um marido maravilhoso, um ser humano espetacular. Sinto o carinho em suas mãos quando passa loção em minhas pernas inchadas e seu amor cada vez que ele beija, beija, beija minha barriga. O Leandro foi, sem dúvidas, uma das minhas mais preciosas bênçãos.
 
Música do Dia: Tocando em Frente (Almir Sater)

Ando devagar por que já tive pressa
E levo esse sorriso por que já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe,
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei
Nada sei.

Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir

Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando dias pela longa estrada eu vou
Estrada eu sou.

Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir.

Todo mundo ama um dia todo mundo chora,
Um dia a gente chega, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
E ser feliz.

Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir.

Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Cada um de nós compõe a sua história,
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
E ser feliz.

Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir.


 

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Às margens do Rio Piedra, eu sentei e arrotei

Desde que entrei no quarto mês, deixou de ser tenso e passou a ser divertido. Nunca fiquei tão feliz em voltar ao trabalho, mesmo com todo o clima desmotivador que encontrei. E depois que fizemos o morfológico parece mais real a idéia de ser mãe.

Ainda não sabemos o sexo. Com doze semanas do morfológico seria apenas um grande chute e pedi pro médico só dizer quando tivesse certeza. Que eu faço com a possibilidade de 60% de ser menino ou menina? Este é o tipo de coisa binária, zero ou um. Vou comprar 60% do quarto rosa ou azul? Não né. Melhor esperar. O próximo ultrassom será em 05 de Fevereiro e lá já teremos 17 semanas completas. Aí é só comer chocolate (Opa! Uma parte boa em meio à gravidez dos enjôos! Rs) e rezar para que o bebê não seja muito tímido ou fanfarrão. Mas se cruzar as pernas eu saio de lá e faço o de sangue. Não aguento mais não saber. Agora é oficial: estou curiosa.

Os enjôos melhoraram. Na verdade só acontecem se eu passo de três horas sem comer. É a maior reeducação alimentar pela qual já passei. Estou no quarto mês e para minha tranquilidade ainda não engordei nenhum kilo. Fico brincando que o baby é um pac man que tá comendo minhas gordurinhas, deve curtir bacon. Tadinho! Sinto minhas costas um pouco mais magras e minhas pernas também (se bem que estas são tão gordinhas que só eu mesma consigo ver). Mas a minha barriga está e-nor-me! Passamos daquela fase super engraçada em que as pessoas não sabiam se eu estava grávida ou se o Natal tinha rendido uma dose extra de pança. KKK. Os olhares com dúvida: nunca esquecerei! Não parece MESMO que estou só de 4 meses. Volta e meia alguém pergunta se é só um mesmo. A saúde continua em condições perfeitas: exames de sangue, pressão, tudo. Graças a Deus. É minha maior preocupação. O resto depois se ajeita. Nestes dias de muito calor tenho sofrido, desde já, com inchaços. Ao fim de um longo dia de trabalho, minha perna fica parecendo aqueles travesseiros da NASA: a gente aperta e até demora pra voltar. Hahahaha! Não é pra tanto. Só achei a piada boa e não podia perder! Tenho usado uma loção para gestantes da Natura, específica para pernas e pés. Gosto bastante. Mas neste calor, até os não grávidos tem sofrido. E por estar tão, tão calor tomei coragem e fui para a piscina do condomínio lá de casa, refrescar a pança. Primeira vez em mais de três anos que o fiz. Deixei a vergonha do meu corpo de lado. Na verdade estou amando minha barriga. Óbvio que adoraria ser magra, mas é como se tivesse rolando uma “figuinhas" neste assunto. Estou amando minha barriga. Sinto que meu baby tem um duplex para crescer. Nada de quitinetes. Hahaha!

O enjôo deu lugar à azia. Bem mais comum por agora. Coisa de vó dizer que é porque será cabeludo (a). Segundo minhas enquetes, bebês carecas e cabeludos causam azia nessa época. Não tem jeito.

Eu continuo sonhando que é menino. Já sonhei que amamentei (minha maior preocupação hoje. Quero muito que dê certo por bastante tempo). Sonhei que estava abrindo a fralda e vi o pipi dele. Mas meu médico, sem olhar nada em ultrassom, mediu minha barriga e pediu pra chutar. O palpite do Dr. Dalton é que será menina. Perguntei se tem algum fundamento científico e ele disse que não. Que apenas já viu milhares de grávidas. Agora cismei  que é menina. Dizem que o diabo não é bom porque é o diabo. Mas porque ele é velho e experiente. Sei lá. Não vejo a hora de saber.

Além da azia, desde que voltei a trabalhar, tenho sofrido um bocado com gases. Em casa é on demand. Sentiu vontade, a gente solta. No trabalho é tudo diferente. Passo o dia inteiro sentada ou em minha mesa ou em reuniões. Como ei de peidar? Tento bufferizar tudo que aguento e de tempos em tempos vou ao banheiro. Na maioria das vezes sem sucesso. Não mando neles. Leo me zoa que não sou Jedi. Que ele solta quando quer. Resultado: depois de aproximadamente 11 horas sentada (8 horas trabalhando e 3 de translados no carro) e sem poder peidar por respeito ao próximo, minha barriga termina o dia muito dura e cheia de incômodos. Tenho comido coisas para tentar melhorar isto, mas o ideal seria poder caminhar mais, nadar de leve, enfim. Só consigo aos finais de semana quando não sinto nada disso. Mas vou sobreviver. Às vezes tenho a sensação de que comprei um balão de gás hélio da Galinha Pintadinha e engoli para dar de presente ao bebê. Rs. Arroto o dia inteiro. Mas a esta altura, nem reclamo mais. Se não arrotasse certamente explodiria. Eu brinco com minhas sobrinhas que estão passando férias em São Paulo (elas são de Brasília) que a tia fala “Arrotês”, novo idioma. E falo arrotando com elas. Hahaha! A maior, Barbara de 7 anos, diz que é uma falta de respeito arrotar daquele jeito. E eu falo que não sou eu, que é o bebê. Aí a menor, a Valentina, disse que só pode ser menino. Que nenhuma menina arrotaria daquele jeito. Sociedade machista. Até as crianças! Rs. Decidi parar de brincar com isso quando a Barbara abaixou as calças e ao repreendê-la, ouvi: “Quem é você pra me corrigir arrotando alto desse jeito?” Melhor levar esse lance mais a sério. Rs. A colega de uma amiga tinha apelido de Hiroshima quando grávida. Super me identifico. Estou uma Bomba!

A vida segue. Divertida. Estou semi-motivada a escrever um livro de auto-ajuda “O que não dizer para grávidas”. O que incluiria algumas coisas que ouvi do tipo: “e se for hermafrodita?” ou “nessa época em que o sexo é proibido, é quando os maridos mais pulam a cerca” (Oi?), ou “já ouvi histórias de crianças tão alérgicas a tudo que nem os pais podiam beber leite pois, se bebessem e beijassem a criança, ela empipocava.” Hahaha! E as que soam como “pragas”? “Você nunca mais vai dormir!” ou “Você acha que vai engordar na gravidez? Depois de ter vai engordar mais ainda e nunca mais vai conseguir emagrecer.” Ou “esse hormônio que você tomou pro descolamento leva anos e anos para sair de seu organismo. Serás gorda.” Ou então, às vésperas do exame para saber se o descolamento sarou: “Existe uma grande chance de você passar o resto de sua gestação em cima de uma cama.” (Oi?)

Gente. Eu sei, a realidade existe e não adianta ser Alice no País das Maravilhas o tempo todo. Mas seria possível não ser tão “Datena” com as grávidas?

Definitivamente um sintoma que tenho certeza que não tenho é um grande descontrole hormonal que me deixe furiosa ou chorona. Pois de todas as merdas que ouvi, só chorei uma vez (quando cogitaram que eu ficaria 6 meses acamada) e AINDA não assassinei ninguém. Rs.

Segue o jogo! Baby já tem unhas, cabelos, rostinho formado de olhos fechados... Ele arrota, dobra os joelhinhos e braços e tem reflexo. Mal posso esperar a 20ª semana quando ele começará a escutar. Não para ouvir estas coisas que falei. Mas música e as vozes de todos que os amam e que desde já, já conversam com minha barriga....

Mamys feliz. (ARHHH! – som de arroto -) e arrotando.
 
Música do Dia: Rosa de Hiroshima (Ney Matogrosso) - Em tom de brincadeira por conta dos meus gases mas com imensa compaixão em pensar em todas as crianças e grávidas que viveram tão triste momento de sentir na pele a Bomba Atômica. Nossa! Como somos capazes? #SeresHumanos
"Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada..."

#EngoliUmBalão

 

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Roupa Nova

Quarto mês chegou cheio de boas novas. Enjôo diminuiu, tivemos alta do descolamento e nesta semana estou trabalhando on site (e como é bom interagir com amigos tete a tete), a barriga cresceu mas o peso atual é menos 3 de quando voltei da Itália (jamais direi quanto peso. Vocês não suportariam. Acreditem!) e sinto, do fundo do meu coração que o bebê está bem.
A curiosidade do sexo aumenta a cada dia. Mas fazer o exame de sangue para descobrir faz cada vez menos sentido. Estamos de 14 semanas e a partir da 17°, já será viável pelo ultrassom. E com os Quatrocentos Pilas dá pra comprar, por exemplo, roupa de gestante.
Ontem chegou o dia de comprar calças para grávida. Moda gestante é um troço engraçado. Caro que só uma porra! Acho que o pessoal dá uma abusada, já que não tem escapatória, e cobram uma fortuna nestas calças de palhaço com um enorme elástico no lugar dos botões e ziper. Mas ontem vim com uma normal, que mesmo sendo grande e larga pra mim, quando eu sentava, apertava o baixo ventre. Resultado: passei o dia com a calça aberta quando sentada e fechando quando levantava. Senti-me o Homer Simpson o dia todo e a atitude é no mínimo suspeita. Saímos do trabalho e fomos em uma loja na Teodoro, comprar um kit sobrevivência. Mas confesso que ser gestante e plus size simultaneamente é como jogar vídeo-game no modo Hard. Quem mandou ser gorda. Agora é isso. Por sorte consegui algumas coisas. Calcinha de grávida é a calcinha mais de vó que já vi na vida. Mas quando a gente põe... Nossa! Que sensação ma-ra-vi-lho-sa! Sai aquela sensação de "Seu Boneco" com a calcinha normal pra debaixo da pança e vem a deliciosa sensação de tudo protegido.... A sensação da calça de palhaço, com elástico na barriga também é boa. Mas o macacão... O que era aquilo? A melhor coisa que já vesti na vida! Por isso, certamente, são tão caros! Aquela coisa que deixa tudo livre, leve e solto lá dentro! Que delícia! Experimentei um roxo, meio beterraba, e o Leo me lança que eu estava parecendo o Tinky Winky, aquele Teletube roxo. Só faltava o triângulo na cabeça. Hahaha! Levei o preto. Porque Teletubes usam macacões.
Foi divertido.
Segue o jogo!
Que venham as novas experiências!
Baby, sinto que te amo quando fecho os olhos e me imagino te abraçando bem forte...
 
 
Música do Dia: A Força Do Amor (Só porque é do ROUPA NOVA, em homenagem à minha introdução à Moda Gestante)
 
"Abriu minha visão o jeito que o amor
Tocando o pé no chão, alcança as estrelas
Tem poder de mover as montanhas Quando quer acontecer, derruba as barreiras..."
  

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Semana 13

Semana 13. E eu aqui, sem conseguir dormir. Nunca aconteceu nem em sexta-feira 13. Rs.
Depois de um feriado feliz em família com muito carinho das sobrinhas de Brasília, direito a banho de sol e muita proximidade com irmãos, cunhada Carmen e marido, sigo para a décima terceira semana. Nem acredito que já entraremos no tão sonhado quarto mês!
Intestino preguiçoso só funcionando a base de muito mamão papaya, sucos verdes e pitaya que cunhado carinhoso teve coragem de pagar R$99 o Kilo.
Os enjôos continuam.
Azia e arroto o dia in-tei-ri-nho! Como se tivesse Coca-Cola sendo injetada em minhas veias, em forma de soro.
Falando tudo que sinto, é meio versão da música do Titãs: "o pulso ainda pulsa..."
Assisti ao filme "O que esperar quando se está esperando" que mostra a gravidez de cinco mulheres e como é ÍMPAR a gravidez de cada uma delas. Aliás, eu costumo chamar de roleta russa, dado que até na mesma mulher, cada gestação pode ser diferente. Eu me identifiquei super com uma doida que arrancava o sutiã na palestra sobre maternidade. Era uma das mais românticas, que mais queria ser mãe e que foi premiada assim com uma destas gestações acompanhadas de n sintomas. Tenho encontrado MUITAS amigas que solidariamente desabafam suas verdades dizendo que também não gostaram de estarem grávidas, apesar de amarem ser mães. O que me conforta profundamente. Tive uma chefe mega mejera que sempre dava relatos horríveis sobre gestação e amamentação. E como eu achava aquilo uma aberração! Quando comecei a concluir que não estava gostoso ser grávida, comecei a ficar com medo de ser tão mejera quanto ela. Mas ver minhas amigas mais doces compartilhando deste sentimento, me conforta. E agora faltam apenas pouco mais de seis meses. Tempo curto. Mal dá pra entregar um Projeto grande no trabalho. Vai passar voando, se Deus quiser.
Mas uma coisa é fato: a gente sempre espera um pouco de tato e compreensão das pessoas. Aquele sentimento de "foda-se o que o outro está pensando" me abandonou. Morro de medo de ser julgada como fresca por reclamar tanto. Fico chateada quando demonstram que parece ser drama. Poderia jurar que não é. Por exemplo, acordei às quatro da manhã pra fazer xixi. Agora acordo duas vezes durante a noite para isso. Mas não consegui dormir de novo por sentir muito enjôo. Só não reclamo mais porque não vomito. Gordo não vomita. É axioma. Acho que a gente não cogita desperdiçar comida. Mas eu só não vomito. O enjôo é florida e acompanha dor de cabeça. Antes que perguntem sempre meço a pressão. Que sempre bate 10 por 6 cravado. Tipo sintomas de intoxicação alimentar é o que sinto. O dia todo. São cinco da manhã e decidi blogar pra distrair (passarinho do nenê tá lá cantarolando na janela, mais pontual que um galo). Porque virar pra lá e pra cá também não rola. Só consigo dormir de lado agora e virada sobre meu lado direito, embora os livros aconselhem a dormir sobre o lado esquerdo por conta de uma tal veia XPTO que passa de um lado e pode dar maior conforto. Se eu tento obedecer, sinto um incômodo imenso.
Mas enfim, vamos falar de coisa boa. Vamos falar de TecPix.
Até agora, o único verdadeiro desejo foi mostarda. Que eu nem curtia antes de estar grávida. E leite. Que nos últimos anos deixei de tomar como antes por desenvolver resistência à lactose. Que aparentemente sumiu por agora. Ah! E antes eu esperava o ano inteeeeiro pela noite de Reveillon na minha sogra regado ao melhor bacalhau ever, que só minha cunhada Tata sabe fazer tão perfeitamente. Este ano, senti o maior enjôo do mundo com o cheiro e passei a noite de jantar da virada comendo lá pra dentro, só eu e meu sobrinho Leonardo por solidariedade, me escondendo pelos cantos por conta do cheiro e comi arroz com alface. O bebê é, constadamente, um fanfarrão e está me zoando. Onde já se viu tirar uma de minhas comidas preferidas de meu portifólio?
Mas ainda assim, "eu sei que vou te amar... por toda minha vida eu vou te amar."
E como prova deste amor, que já nasce incondicional, a música do dia não será O Pulso ainda Pulsa do Titãs. Não. Será esta:

Música do Dia: Eu sei que vou te amar (Tom Jobim)

"Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida eu vou te amar
Em cada despedida eu vou te amar
Desesperadamente, eu sei que vou te amar

E cada verso meu será
Pra te dizer que eu sei que vou te amar
Por toda minha vida...

Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que esta ausência tua me causou

Eu sei que vou sofrer a eterna desventura de viver
A espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida!...."