quarta-feira, 25 de março de 2015

Mutações

Semana 24. 
Tem duas coisas que adoraria saber se vai passar ou não pra mim depois que o Gabriel vier: o tamanho do meu pé e o tamanho dos meus medos.
Referente ao pé: Algumas mulheres voltam ao normal. Outras não tão cedo.
Sempre calcei 36 e agora o 37 está apertado. Se não voltar, perco todo o legado mas adoraria, pois com 1,70m e pesada que sempre fui (até quando mais magra), meus pés sempre foram pequenos, desproporcionais pro meu corpo. Acho que oprimi seu crescimento de tanto que usei os tênis da minha irmã Claudia escondida. Tipo pé de gueixa, manja? Tudo por um Nike! Agora que estou grávida, pareço uma batata em conserva espetada num palito de dente, como carinhosamente "metaforou" o Leo, marido querido. Enfim, tá levantado o risco do Projeto: ter que comprar sapatos novos. 
Outra coisa engraçada que percebo que aconteceu é o aumento dos meus medos. Li na Wikipedia que a ocitocina, hormônio que inunda as gestantes, é conhecido como o Hormônio do Amor e Do Medo do Desconhecido. A natureza deve saber o que faz e eu imaginava que teria mais juízo depois que mãe (tanto que pulei de Pára-Quedas em meu último aniversário pois na sequência começaria a tentar a engravidar). Mas eu estou muito "Dateninha"! E nunca fui. Tenho mais medo de bater o carro, medo  da cadeira quebrar, medo de cair das escadas, medo do estrado da cama quebrar e minha barriga bater no chão, medo do ventilador de teto cair na minha barriga, medo, medo, medo. Sempre brigo com minha mãezinha porque ela é muito medrosa e de repente, olha aí, eis me aqui, igualmente medrosa. Essa joça eu queria que passasse. Odeio sentir medo. Acredito mesmo que o que pensamos, atraímos e, a menos que role "um figuinhas" do The Secret para grávidas (e eu rezo pra que sim), esse monte de medo vai dar merda. Sigo em exercícios para elevar o pensamento para que isso não me domine. 
A Sandra, minha mãe do coração, outro dia foi embora antes de escurecer do meu Chá de Bebê, na Lapa, porque disse que não gosta de dirigir sozinha de noite, até a Serra, na zona norte, do lado. Eu super compreendi mas fiquei lembrando de como era quando ela era mais jovem e ainda não mãe do Renatinho. Me veio a seguinte cena na minha cabeça: eu e ela, dirigindo pra Minas. Eu com uns 10 anos e ela, uns 34, ainda não mãe. Ela se perdeu. Foi parar numa estrada pequena, mega sinuosa, parecia aquela fase da neblina do Enduro (pra quem é da época do Atari), não dando pra ver um palmo diante do nariz. Uma via pra ir e outra pra  vir. "Ah, não é por aqui não!" Virou o carro ali mesmo, na pista. Kkkk. Medo total eu senti, bem me lembro! Graças a Deus não veio outro carro e tal. Mas ela nem esboçou medo nenhum. Agora tem medo de ir da Lapa pra ZN. Tá vendo! Eu vou ficar medrosa igual minhas mães!
Oh, meu Deus! Hahaha.
Ando inchada. Bebendo mais água pra ver se melhora e Leo me ajuda fazendo massagem nas pernas, com loção de gestante. Tem sido o papai dos sonhos: me ajuda em tudo, faz todos os dias meu café da manhã, massagem, vai comigo a todos os exames e consultas, beija, beija, beija minha barriga e conversa com o Gabriel. Ontem, com a mão direita eu acarinhava minha barriga. E com a esquerda, fiz cafuné pro Leo dormir. Senti uma plenitude de amor que é difícil descrever: como se tudo que mais amasse estivesse ali, ao alcace de minhas mãos. Minha família. Me senti completa e feliz. Deus é mesmo maravilhoso..,
Meu rosto empipocou pós linguiça com erva no churrasco de domingo. Coisa que nunca tinha acontecido. É uma fase de muitas novidades pro corpo da mulher. Passei Caladryl na hora de dormi e na manhã seguinte, lendo melhor a embalagem, vi que fiz merda: "Não usar durante a gestação." Hooo, gente. Grávida não pode nada! Nem creme??? Descobri o que é Nervo Ciático. Dói a bunda. Comecei a sentir na banda direita. Talvez o peso startou essa dor. Engordei e não vou nem falar disso, meu ponto fraco. Vocês que acham que eu tenho coragem de dizer tudo aqui no blog, isso não consigo: dizer quanto estou pesando. Vocês não suportariam! Hahaha. É muito! Mas enfim, os únicos remédios liberados pra gestante são Tylenol e Buscopan Duo. Sabiam que nem Salompas grávida deve usar? Eu não tomei nada. Desde que descobri estar grávida, tento me manter "pura". Falei pra minha amiga que grávida não pode tomar nada. Só no toba. Com esse monte de dores e sem recursos permitidos. Rs.
Falei também que a gente tem o maior cuidado do mundo para não ingerir nada, nadinha que chegue ao bebê na gestação, depois até briga com a sogra porque sonha que o filho não ingira açúcar até os três anos de idade, aí o "fia da puta" cresce e experimenta maconha. Não é uma coisa? Vou falar sobre isso com o Gabriel na carta gigante que estou preparando para pôr na cápsula do tempo, para que ele leia aos 16. 
Essa semana começa a ser importante pro pequeno ganhar peso. E para alívio de um dos meus 1.427 medos, li que a partir desta semana, os bebês passam a ser viáveis, ou seja, se por qualquer motivo tiver que nascer assim, tão prematuro, em bons hospitais eles sobrevivem. Sigo rezando pro Gabriel ser como todos meus projetos aqui de TI: não adiantar de jeito nenhum. 
Outra coisa que é marcante nesta semana de gestação, é o desenvolvimento das papilas gustativas do pequeno. Resultado: uma vontade de comer doce que não passa! Nunca fui de doce. Agora, não sou dona de mim. Comprei um mini ovos Kinder Ovo, do tamanho da minha unha roída (de tão pequeno) para tentar conter a dose, por ser gordinha. Mas tá foda e não é frescura: vontade de trocar tudo por um Milk Shake do Fifties!
A aventura segue. Com uma mexida aqui e outra acolá do Biel chutando minha barriga, com pesadelos todas as noites e raras cãimbras no pescoço. 
Se eu já achava mulher um bicho estranho por sangrar 7 dias no mês e não morrer, agora gestante, não tenho palavras pra descrever nossa conplexidade! 

Música do Dia: Grávida (Guilherme Arantes)

Eu me estilhaço todo em pedaços
Quando ela faz aquele ar
De quem só teve desamor
Um nó no peito a desatar

Eu vou a jato ao topo do mundo
É quando ela traz o sol
em seu olhar
Preciso tanto seu calor
E em torno dela gravitar

E tudo gira em torno dela grávida
Vida, grande dádiva, nenhuma dúvida
Gira em torno dela grávida
Vida, grande dádiva
Uma eterna órbita,
Em torno dela, grávida.




domingo, 22 de março de 2015

Ocitocinada!

E o tempo passa voando. Estamos já terminando a vigésima terceira semana, sexto mês à espera do amado Gabriel. Ontem fomos, só eu e ele (papai trabalhou o dia todo) à uma festinha de um aninho do Felipe, filho de casal querido de amigos (Família Hayashi) e me emocionei bastante vendo à retrospectiva do pequeno e imaginando que logo será o primeiro aninho do Gabriel. O tempo voa! Parece que foi ontem que jantamos juntos e a Sabrina disse que estava grávida, e num piscar de olhos, pronto, já é o primeiro aniversário dos pequenos. Ontem, mais especificamente, pude sentir o tão falado "maior amor do mundo", que eu duvidava ser capaz de sentir antes de ver a carinha do Biel, mas sinto. É meio inexplicável! Enquanto eu ouvia a música "Fico Assim Sem Você" da Adriana Calcanhoto, acariciava minha barriga com uma vontade tão grande de poder alcançá-lo, que apertou o peito. Tive certeza: é o maior amor do mundo! Não imagino minha vida sem o Gabriel e tão pouco consigo entender porque esperei tanto!... 
Quando me perguntam se eu não sinto pressa pra que ele saia, é um misto de "não vejo a hora" com um puta cagaço do parto "fica aí o máximo que der". Hahaha! Já contei que aos seis meses de vida passei 45 dias na UTI com infecção hospitalar? Meus pais abriram mão de tudo, venderam a casa na época, pra me colocarem no hospital particular que me salvou. Conta minha mãe que eu não tinha mais veias pra tomar medicação nem nos braços, nem nas mãos, nem nos pés, nem na cabeça. O fato é que só descobri que isto aconteceu comigo depois dos 27 anos de idade. Coisas tristes dessas que ninguém quer lembrar. Meus irmãos pequenos, 7 e 10 anos na época, se viravam sozinhos como se fossem gente grande. Descobri isso num curso de terapia intensiva que fiz anos atrás, em regressão. No treinamento, achei que era coisa da minha imaginação, mas depois, descrevendo exatamente o que vi e senti na regressão, minha mãe me contou tudo, que tinha realmente acontecido comigo, aos 6 meses de vida. Sim, somos capazes de lembrar como se na terceira pessoa, em regressões. Foi um grande trauma. Sinto-me abençoada por ser filha dos meus pais, por ter meus irmãos, minha família. Eles são os grandes responsáveis por minha vida. Sinto-me abençoada também por ter tido recursos na vida para tratar minhas feridas e traumas, tornando-me alguém bem mais feliz. Mas confesso que o lance de hospital e tal, ainda é um ponto de interrogação em minha vida. Não sei se superei por completo o medo que sempre tive de dor e hospital. Prefiro pensar aue vou pra maternidade e não pro Hospital. Mas não sei se minha coragem de tentar um parto normal perdurará até a hora H. Confesso que, em segredo, falo pro Gabriel sentar e me livrar dessa culpa: aí faço a cesária e não será uma fraqueza minha. Rs. Por isso também, que não gosto de ficar falando de parto. Já não bastassem todas as novelas da oito que assisti na vida (no passado), que sempre mostrarm partos como momentos horripilantes (quem não se lembra daquele parto de Bebê a Bordo dentro do táxi aos berros da Isabela Garcia??? Porra, menos de uma hora e não deu tempo de chegar no Hospital??!!! Eu moro em Cotia!! Meu Deus!) tem sempre detalhes nada fáceis que as mamães passam em suas horas. Descobri dias desses que um dos meus amigos dos trabalho, Alisson querido, nasceu com os órgãos pra fora (Oi? Alisson! Não me conta isso a-go-ra!). Enfim, já implorei para minhas amigas mais evangelizadoras do parto natural deixarem esse assunto pra lá. Isso definitivamente não é pra mim. Vamos respeitar os limites do coleguinha, pessoal! Pra mim, parto é que nem guerra: você não tem a menor idéia de como vai ser, tem que ir e não alivia em nada sofrer com antecedência. Meu médico brinca: "Não se preocupa que vai sair." Ah, vá! Eu sei. Não será como arrancar os dentes do cizo que adio há exatos quinze anos. A causa é nobre. O amor há de ser maior que o medo e tudo ficará bem. Sou grata por ter condições de ter o filho num dos melhores Hospitais de São Paulo (escolhi a Maternidade São Luiz) e por poder contar com uma equipe em que confio. Na minha última consulta de Pré-Natal achei melhor escrever uma cartinha pro meu obstetra, que entreguei com uma caixa de Cookies deliciosos. Escrevi uma mensagem pra ele assim:

Dr. Dalton
Espero que os mais de 1500 partos que o senhor já fez na vida não o deixem esquecer do quão especial você é na vida de cada mulher que trata. Para nós, é simplesmente o momento mais importante de nossas vidas, pelo qual esperamos, às vezes, pela vida inteira, desde quando fazíamos nossa boneca ninar, ainda crianças. Em você depositamos toda nossa confiança, confiamos nossas vidas e mais que isso, confiamos as vidas de nossos filhos. Portanto, por favor, nunca se esqueça do quão importante você é para cada uma de nós. Deus continue abençoando suas mãos, para que através delas, continue em sua doce e nobre missão: trazer ao mundo mais vidas!
Com carinho,
Ana

Tive que fazê-lo. Precisava dizer isso a ele. Os cookies foi pra que ele goste mais de mim. Hahaha! Vai ser importante lá na frente. Cagaço mór. Medo que faz querer ser especial, como ele é pra mim. Mais de 1500! Esse cara faz parto como eu faço Status Report dos meus projetos: meio que cantarolando minha música preferida. Me-do! Mas vou sobreviver, com ou sem medo, é o que ele sempre me diz.

Minha mãe diz que depois do oitavo mês, a vontade de tê-lo em meus braços e o incômodo da barriga pesada vai ser tanto que vou querer parir. Por hora sigo com medo, adorando minha barriga e a sensação de que aqui dentro eu que cuido, eu que protejo, e a cada dia que passa, sinto crescer o amor. A ocitocina tem tomado conta de mim!
Meus seios não cresceram muito não (talvez por já serem grandes o suficiente) mas os bicos não são mais rosas. Estão marrons bem escuros, conforme li que aconteceria. Me sinto a Globeleza!
Minha pressão, graças a Deus está ótima. Mais pra baixa que qualquer coisa. Tenho medido pois minhas catotas são vermelhas de sangue sempre. E minha gengiva também sangra com fio dental. Tudo igualzinho a literatura alerta. A normalidade chegou aqui e parou. Me sinto a grávida mais comunzinha do mundo, com todas as features ativadas (exceto vômitos e hemorróidas, graças a Deus). 

Minha barriga é grande. O Gabrielzinho está na média, bem no centro dela: nem um bebezão, nem um bebezinho. E continua num triplex: barrigão! Única fase que as pessoas nos chamam de Melancia e a gente fica feliz (amigo Daniel Wenzel não pode me ver que fala: "Oi, Melancia?" E eu fico toda feliz). Vai entender. Vou sentir, com certeza, falta dessa época. Antes de engravidar, gordinha, viviam me perguntando se eu estava grávida. Triste. Aí fiz upgrade: engravidei. Agora insistem em dizer que tem mais de um. Me sinto a "grávida da Record". O povo não entende esteriótipos Plus Size e ponto. Outro dia fui na FNAC comprar o "Álbum do Bebê" da Anne Guedes que sempre me imaginei comprando. Quando cheguei no caixa tinha um moçoilo cheio de palpites pra atender:
- Tá de quantos meses?
- Seis. 
- Só? Tem certeza? Acho que é mais!
- Não. São seis meses mesmo. (Mal sabe ele que são cinco completos. Entrei no sexto agora!)
- Ah, então tem dois bebês aí! Um tá escondido!
Aí eu me pergunto: "Cê é obstetra ginecologista? Não. Você é caixa na Fnac. Porque não pergunta logo se quero a porra da nota fiscal paulista e acabamos logo com isso?!" Kkkk Mas não tenho coragem. Dou aquela risadinha amarela e espero a boa vontade do queridão de apertar a função débito para eu pagar e correr dali. Parar no banheiro e olhar a barriga, pra ver sr tem algo muito errado mesmo. E bastam dois minutos olhando pra barriga pra já gostar dela de novo. A ocitocina me invadiu mesmo!
Ontem fui fazer depilação. Nem dói mais. Meu cérebro está setado para esperar por dor maior. Lembro de quando "pari" uma pedra no rim e tudo menor que aquilo é mimimi a essa altura. Dias desses tava com medinho de arrancar o band-aid após exame de sangue e pensei "sejes, cê vai parir! Puxa logo isso!" E puxei antes do banho mesmo. Antes esperava a cola amolecer com sabão pra evitar o puxão. Rs. Outro dia também me peguei com o pé dormindo, sabe? Quando formiga pra cacete? E não queria pisar. Aí pensei: "sejes! Cê vai parir! Pisa logo nesse chão que nem homem e acorda esse pé!" Rs. E assim tenho me preparado. Depilei a barriga inteira. Estava me incomodando. Sempre tive a barriga lisinha, aqueles pêlos, ainda que finos, me causavam estranheza. Não doeu não. Gabrielzinho mexeu durante. Devia estar se perguntando que raios estaria acontecendo. Eu expliquei pra ele: "Sua mãe está parecendo a Monga do Playcenter aqui fora! E está dando um jeito nisso!" Aí ele se acalmou. Depilar não tá fácil. Pensa que não existe mais "de bruços" no seu vocabulário. Mas pra tudo se dá um jeito. Definitivamente faço mais posições na depilação que fazendo gostosinho com o Leo. Hahaha! Fato.
Os exames de sangue deram quase todos ok. Exceto por um poquinho de anemia também comum no segundo trimestre de gestação, onde o vampirinho que existe dentro de nós precisa de muito ferro. E rola um QoS, uma priorização, graças a Deus: primeiro ele, depois a mãe. Achei que Gerente de Projeto, que toma tanto ferro todos os dias, nunca tinha anemia. Rs. Mas estou. Então aprendi que não é importante só incluir mais ferro na alimentação (presente em lentilha, feijão, carne vermelha, beterraba, verduras verde escuras). É preciso que aumentemos a capacidade de absorção do ferro ingerindo bastante vitamina C nas refeições. É o que sigo fazendo. E tenho tido um sono absurdo novamente. Como no primeiro trimestre. Não sei se por conta da gestação, por ser normal voltar o sono, ou se pela anemia. Mas todo o resto segue bem. 
É preciso dizer que atingimos o terceiro volume morto da conta bancária nessa época (kkk). Muita coisa pra se comprar (enxoval, dinheiro pro parto, corrimão para a escada, redinha para as janelas do sobrado, etc). Mas ainda assim, uma das melhores fases da vida!
Sigo radiante e gestante! 
Uma experiência que é difícil de narrar, por mais que eu me esforce.

Música do Dia: Fico Assim Sem Você (Adriana Calcanhoto)

Avião sem asa
Fogueira sem brasa
Sou eu, assim, sem você

Futebol sem bola
Piu-piu sem Frajola
Sou eu, assim, sem você…

Porque é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim

Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes
Vão poder falar por mim…

Amor sem beijinho
Buchecha sem Claudinho
Sou eu, assim, sem você

Circo sem palhaço
Namoro sem amasso
Sou eu, assim, sem você…

Tô louca pra te ver chegar
Tô louca pra te ter nas mãos

Deitar no teu abraço
Retomar o pedaço
Que falta no meu coração…

Eu não existo longe de você
E a solidão, é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo…

Por quê? Por quê?

Neném sem chupeta
Romeu sem Julieta
Sou eu, assim, sem você

Carro sem estrada
Queijo sem goiabada
Sou eu, assim, sem você…

Porque é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim

Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes
Vão poder falar por mim…

Eu não existo longe de você
E a solidão, é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo…



sexta-feira, 13 de março de 2015

Sexta-Feira 13 de MUITA sorte!


Esta semana foi tão cheia de boas novas que não pude fazer só um post.

Ontem passamos o dia fazendo exames, dos mais diversos, do pré-Natal. Foi o grande dia que marcou a chegada do sexto mês. Fizemos o ultrassom morfológico do segundo trimestre e a vovó Terezinha e o papai puderam acompanhar. Foi mágico! Doutor Bortoletti continua com as piadinhas de sempre, anti-corintianos e contra o Lula. Pedi que virasse a chave para ver o rosto do Gabriel em 3D (uma pechinchada pra não ter que pagar umas centenas de Reais por esta curiosidade) e ele disse que só faria se eu desistisse do Corinthians. Ele é Palmeirense roxo. Cruzei o dedo e topei (como se isto fosse possível... tsc, tsc, tsc... só um corintiano sabe do que estou falando). Mas não deu pra ver. O Gabriel, fanfarrãozinho, fez questão de virar de costas olhando pra minha coluna até o fim do exame. Rs. A esta altura nem tinha mais importância: estávamos tão felizes com o resultado do exame, de tudo estar perfeito, cada dedinho dele estar lá (é a contagem até cinco mais emocionante de nossas vidas – com direito à piadinha do Doutor falando que como corre sangue corintiano do bebê poderia ter o risco de ter só quatro dedinhos, que nem o Lula. Pedi pra ele focar nos bons exemplos como Ayrton Senna e seguir em frente). Tudo perfeito! Os olhos dele já estão formados, todas as medidas de ossos e outros órgãos dizem que não há nenhuma síndrome ou coisa parecida. Ele já está com 26 cm (quase uma régua inteira!) e com 550 g. Exatamente no meio da média do que se espera neste período, nem um bebezão, nem um bebezinho. Os rins, que estavam antes com 4mm e 4,7mm, agora estão com 3,7mm e 4,7mm, respectivamente. Um regrediu e está já 100% ok e o outro segue estável, mas pelo menos não aumentou. O médico disse que definitivamente este não é um caso a se preocupar. Acima de 5mm seria o caso de acompanhar mais de perto ou se tivesse evoluído. Mas nestas medidas de dilatação, é muito comum em meninos e até o nascimento isto se resolve, sem que nada deva ser feito. Fizemos o exame que avalia o fluxo urinário do pequeno (a ciência é realmente um presente Divino à Humanidade) e tudo está perfeito. Então isso me deixou BEM feliz. Vovó e Papai também se encantaram ao ver o Gabrielzinho bocejando. Foi mágico! Esta semana muitas amigas me mandaram o link do maravilhoso comercial do Chocolate Milka, que mostra cenas de bebês sorrindo pelo ultrassom, dentro das barrigas das mamães, e eu fiquei pensando como adoraria ser cobaia de um comercial desses e passar o dia inteiro vendo cada movimento do Gabriel... Óbvio que os sorrisos não aconteceram no momento que as mamães comeram o chocolate (Abraça!). Imagino que tenham buscado por horas e horas estes momentos até conseguirem. Eu queria! Se um bocejo, um simples bocejo, já foi suficiente para amolecer o coração, quiçá um sorriso! Daria tudo pra saber o que eles pensam nesta fase.... Como Deus os entretêm... Ele mexe um bocado: põe a mão atrás da cabeça, estica os bracinhos, as perninhas, coisa linda de se ver! E agora tenho sentido muito mais. O tempo todo, as tremidinhas na barriga. É só parar um pouco pra prestar atenção que lá estão eles: os movimentos mais esperados do mundo!

Outra felicidade foi o papai Leo ter sentido pela primeira vez os tais movimentos na minha barriga, com a mão antes de ontem, antes de dormirmos. Esperei tanto por este momento de compartilhar! Mas papai segue achando que é uma judiação mexer com ele cutucando a barriga. Que sou uma “jagunça” quando faço isso porque ele está dormindo. E fica falando que dez horas é hora de neném estar “na cama” e não brincando. Que se eu ficar mexendo com ele agora na barriga, quando ele nascer, “eu vou ver. Ele não vai querer nunca dormir de noite por ter acostumado a brincar”. Hoo, gente. Vamos ver se em horário comercial no final de semana ele deixa eu cutucar o Gabriel para ele responder aos estímulos e assim ele poder sentir de novo.

Outro exame negativou a possibilidade de pré-eclampse e de um fator que fizesse do bebê pequeno demais. Todos os exames foram boas novas de que está tudo bem, tudo seguindo como o planejado. Estou radiante! Me e sentindo abençoada!

Confirmadíssimo de que é um menino: vimos o pipi dele! O que também me tranquilizou após post no Facebook de um ex chefe meu, lá da Porto Seguro, dizendo: “Seu médico errou. É uma menina!” Poutz! Deveria escrever um livro “Saiba como foder uma gestante em três passos” e este seria, sem dúvidas o primeiro. Sismei que ele poderia estar certo e o exame, errado. Sei lá! Vai que o cara tem sexto sentido, é mediúnico, sei lá o que e teve uma mensagem do além e está com a razão! Mó cara de índio! Índios têm super poderes! Enfim, é menino. É Gabriel e seguimos no mundo azul dos meios de transporte, bichinhos do zoológico, bolas e carrinhos. Um novo Universo que pra mim surge!

O filho de um amigo aqui do trabalho, o pequeno Victor, nasceu em 05/02/15 antes mesmo de completar os sete meses de gestação. Está na UTI e sabemos que por lá ficará por alguns meses. Tenho orado muito para que Deus conforte a família com paciência e compreensão, pois tenho certeza de que ele sairá de lá muito bem, mas é preciso esperar. E imagino como seja esta espera. Ontem, tivemos também a excelente notícia de que o pequeno Vic passou a primeira noite respirando sozinho, sem a ajuda de aparelhos. Sensacional! Uma semana realmente recheada de boas notícias!

Pro Gabriel sigo orientando que somos de TI, um mundo onde tudo se atrasa e nada se adianta. Portanto, nada de pressa. Fique por ali até a 40ª semana. E confesso que parece Nostradâmico, mas não vejo a hora que passe do sétimo mês completo, para acalmar meu coração.

O obstetra de uma amiga me chamou de apocalíptica, pois a convenci que temos que tomar a vacina contra Coqueluche a partir da 27ª semana (e pelo menos vinte dias antes do nascimento para que tenha efeito). Esta doença terrível, que os mais velhos chamavam de “tosse comprida”, tinha sido erradicada no Brasil por anos, mas há dois anos atrás tivemos um surto em São Paulo. Resultado: sobrinho da minha roommate, amiga Dani, faleceu com meses de vida, e filhinha da minha amiga Renata, passou dias e mais dias na UTI, conseguindo se recuperar da bendita coqueluche. Vejam: só no meu ciclo de amizade tivemos dois casos. E o médico vem me falar que estou louca? Que não estou no grupo de risco para me preocupar tanto com isso? Sem chances. Eu vou atrás da vacina. O próprio Governo investiu Milhões na bendita vacina e pede às grávidas que a tomem. Graças a Deus a temos: ela protege o bebê até o segundo mês, quando então ele toma a sua própria dose contra Coqueluche. Esses obstetras criados no carpete e criados a leite com pêra, como diria Hermes e Renato, acham que a doença só dá em quem tem contato com emigrante do Haiti.

Foi uma semana abençoada!

Queria muito compartilhar as alegrias com vocês.

Hoje é sexta-feira 13. Mas eu prefiro as sexta-feiras 13 à qualquer segunda. Vamos comemorar: um brinde à vida!

 
Música do Dia: Sorte (Caetano Veloso)

Tudo de bom que você me fizer
Faz minha rima ficar mais rara
O que você faz me ajuda a cantar
Põe um sorriso na minha cara

Meu amor, você me dá sorte
Meu amor!
Você me dá sorte, meu amor!
Você me dá sorte na vida!

Quando te vejo não saio do tom
Mas meu desejo já se repara
Me dá um beijo com tudo de bom
E acende a noite na Guanabara

Meu amor, você me dá sorte
Meu amor!
Você me dá sorte, meu amor!
Você me dá sorte de cara!

Tudo de bom que você me fizer
Faz minha rima ficar mais rara
O que você faz me ajuda a cantar
Põe um sorriso na minha cara

Meu amor!
Você me dá sorte, meu amor!
Você me dá sorte, meu amor!
Você me dá sorte na vida!

Quando te vejo não saio do tom
Mas meu desejo já se repara
Me dá um beijo com tudo de bom
E acende a noite na Guanabara

Meu amor!
Você me dá sorte, meu amor!
Você me dá sorte, meu amor!
Você me dá sorte de cara! (Na vida!)

Meu amor!
Você me dá sorte, meu amor!
Você me dá sorte, meu amor!
Você me dá sorte na vida!

De cara! Na vida!
Meu amor!
Você me dá sorte, meu amor!
Você me dá sorte, meu amor!
Você me dá sorte na vida! (De cara!)

quinta-feira, 12 de março de 2015

Agradecimento Emocionado

Esta foi a mensagem que mandei à todas minhas amigas queridas e familiares após ter praticamente completado meu enxoval com os presentes do Chá de Bebê no último sábado, um dia inesquecível para mim por ser recheado de amor e boas energias! #VemBiel #MuitoAmado

Todas as vezes que leio, me emociono. É muita gratidão!...

As fotos do Chá estão no link: https://www.facebook.com/media/set/?set=a.10205187728086563.1073741956.1646323205&type=1&l=4949d29e28

Meninas
Ontem tive dificuldades em ir pra cama, vendo e revendo todos os presentes que o Gabriel ganhou. Meu coração estava INUNDADO de gratidão. 
Quero agradecer de verdade por estarem comigo em tantos momentos, e em especial neste: à espera de uma vida que se forma dentro de mim. Obrigada por terem feito do meu Chá de Bebê um dia inesquecível! Dizem que amigo que não ri junto, não está preparado para chorar junto... Vocês não imaginam a minha alegria quando passo a régua e vejo como sou abençoada por ter pessoas tão queridas ao meu lado. 
Eu olhava pra aquele salão e via vocês, mulheres incríveis e possíveis (com qualidades e defeitos), que eu conheço, amo e admiro, suas histórias, suas conquistas, seus gestos de carinho... Isto tudo tem um significado inarrável, por mais que eu tente ter jeito com as palavras...
Obrigada por estarem lá.
Obrigada pelos presentes. Pela presença. Pelos sorrisos. Pelos abraços. Pelos afagos na barriga. 
Saibam que todas são inspiração em minha vida: fiz questão de só convidar quem realmente é especial e tem importância pra mim. 
Por um bom tempo me questionei se estava pronta para ser mãe. Muito pouco por medo de mudanças que isto trará em minha vida, pelo tirar da zona de conforto, mas sobretudo por receio de que futuro eu poderia dar a um filho, se eu saberia educá-lo da melhor forma, fazê-lo "gente", humano, do bem. Como seria se eu faltasse ou não bastasse, e como seria colocá-lo no mundo do jeito que está. Esse mundo de tantas delações premiadas, de efeito estufa e secas, de notícias arruinadoras de esperança que nos cercam nos elevadores, rádios e telejornais. Mas aí pensei melhor e olhei para minha família, PARA VOCÊS, pensei que este também é o mundo dos desenhos animados e contos de fada, das músicas que fazem a gente chorar. Aqui tem pizza, viagens inesquecíveis, feriados na praia no verão e tardes embaixo do cobertor no inverno, com bolinho de chuva e chocolate quente. Pensei que aqui temos beijos, abraços, ombro amigo para os momentos difíceis, cura para doenças terríveis, causas e ONGs admiráveis, inocência de criança, arte em diversas formas, e que somos capazes: quebramos o muro de Berlim, fizemos o primeiro impeachment no Brasil, acabamos com atrocidades como o Apartheid, cuidamos das espécies em extinção, tentamos reflorestar, demos um jeito no buraco da camada de ozônio e por mais que tenhamos muito pela frente, muito o que aprender e fazer, o mundo precisa de pessoas do bem. Pessoas do bem são ainda a maioria e porque não tentar aumentar este exército? E tomei a decisão e a coragem de entrar nesta missão maravilhosa de ser mãe, sem me sentir nada pronta, mas plenamente capaz. Tento me controlar para não ter tantas expectativas para o Gabriel, para tentar deixá-lo ser feliz à sua maneira e livre em suas escolhas. Sei que estou aqui para enchê-lo de amor e ajudá-lo no caminho e isto é tudo. Mas se tem uma expectativa, algo que realmente espero, é que ele se sinta amado e capaz de amar tão intensamente como eu. Que ele encontre também pessoas COMO VOCÊS no caminho dele e que seja capaz de manter todos assim, por perto, e que por fim, seja capaz de sentir, do fundo do coraçãozinho dele, o sentimento tão nobre da amizade e da gratidão, que hoje alaga meu peito... Gratidão mesmo. Não falar "muito obrigada" por educação porque se não apanha. Que ele sinta este "MUITO OBRIGADA" de verdade, genuíno e verdadeiro, pois é uma das melhores sensações do mundo!
Vocês são do exército do bem. O Gabriel virá, se Deus quiser, para reforçar este time. Obrigada por tu-do! Mas sobretudo, por serem minha INSPIRAÇÃO.

Beijos no coração,

Mamãe do Gabriel


quarta-feira, 11 de março de 2015

Chá de Bebê, Mar de Gratidão

E agora estamos há apenas um dia de entrar no sexto mês. Não, não ficarão faltando só três para o Gabriel vir. Faltam quatro: sexto, sétimo, oitavo e nono. São cinco completos. 22 semanas. Essas contagens a la Malbatahan de grávida só entende mesmo, quem fica grávida. O fato é: passamos da metade e estamos bem. Amanhã é dia de exames dos mais diversos, rotina do Pré-Natal. Dentre eles, o ultrassom obstétrico morfológico do segundo trimestre. Como diz uma amiga: "ir pra este e exame não é como ir ao parquinho". A gente vai de peito aberto, mas humanas que somos, vamos também preocupadas. É lá que termina um possível rastreamento de possíveis anomalias, doenças e síndromes. Em especial, não vejo a hora de ouvir o médico dizendo que os rins do pequeno estão normalizados, não mais dilatados. Enfim, amanhã é amanhã. Veremos tudo isto.
Pra elevar o pensamento não poderia deixar de falar do meu Chá de Bebê que aconteceu neste final de semana: uma festa inesquecível, dessas que nos causam sentimentos bons e recarregamento de energia como um casamento ou formatura... Me senti uma "ilha" rodeada de queridas por todos os lados. Fizemos no salão de festas da Fafá e Maurício, futuros padrinhos do Gabriel, onde caberiam as pessoas sem ter que parcelar em 2 festas sem juros (mais que o dobro do salão lá do meu condomínio). A lista tinham 106 meninas, das quais tive o privilégio de abraçar 75 delas: era o salão mais lindo, cheiroso e amado ever. Fiz questão de só chamar quem realmente amasse pra compartilhar deste momento tão único que está sendo a espera do Gabriel. Ganhei MUITO, muito presente! Terei pouca coisa pra comprar agora, uma ajuda impagável e a prova de que a união realmente faz a força. Há quem ache meio absurdo essa petição de ajuda no enxoval. Eu não acho não. Sempre dei com muito prazer os presentinhos pras amigas na vez delas e acho a idéia e resultados sensacionais: cada um ajuda com uma coisinha que não lhe fará falta, mas pra quem ganha o todo, faz TODA a diferença! Antes eu era mais sistemática. Depois de anos de terapia deixei de ser pretensiosa e aceito ajudas e carinhos. Aprendi que dizer "não precisava" quando se ganha um presente traz mau agouro. Devemos sempre mentalizar "eu agradeço, eu mereço e eu quero mais". E sempre sermos generosos com nossos próximos. Eu AMO dar presente. Mais até que receber. E assim segue o fluxo da vida, que não faz o mínimo sentido se não for uma grande troca. Sobretudo de energia. 
A gratidão que senti no fim daquele sábado é indescritível. Eu olhava pra aquele salão e via assim, cheio de amigas de verdade, pessoas que admiro e amo, ficava passando suas estórias em minha cabeça, suas intimidades, suas superações, suas viagens, tudo tão cheias de vida!... Eu juro que daria um livro, desses incríveis, best sellers por motivar outras pessoas. Tenho a certeza de que as relações humanas em que me meto são sempre ricas, como se eu fosse abençoada com as melhores pessoas do mundo em meu caminho. Sempre concluo isso, olhando pro Leo, pra minha família, pros meus amigos. E fiquei ali, meio pasma com tanto carinho, agraciada "olhando tudo por detrás de uma cortina", como diz a Lu. 
Meu maior desejo é que fosse uma tarde agradável e divertida. Amigos e parentes me ajudaram arduamente para que tudo estivesse perfeito: comes, bebes, decoração e entreterimento. O tema da festinha era Zoo: bichinhos de pelúcia pra todo lado. Eu amei cada detalhe com aquela pitada "ownnnnn" de fundo que nunca passava. Contratei uma drag queen para dar uma animada na galera com brincadeiras como corrida de mamadeiras com cerveja, acertar o tamanho de minha barriga com o barbante, estourar bexigas com a barriga. Não deu tempo de fazer todas as brincadeiras que eu planejei (como bingo, mímica e outras) mas foi divertido. Paguei castigos à moda antiga, a la anos 80: procurei a aliança na bacia de farinha com a boca, tentei encaixar caneta amarrada no barbante dentro de uma garrafa, tomei guaraná com prestígio no penico, usei fralda geriátrica, chupei um limão inteiro, coisas do tipo. Gostei das risadas. 
Fizemos também uma cápsula do tempo. A idéia inicial era comprar um cano de PVC com tampa nas duas pontas pra guardar mensagens desta geração para o Gabriel. Aí minha amiga mais artesã do mundo, Silvia Navarro, pegou o cano pra me ajudar a enfeitá-lo, o que tomou proporções homéricas! A cápsula do tempo ficou a coisa mais linda do mundo!!! E lá colocamos mensagens para o Gabriel que só serão lidas em 2031, quando ele fizer 16 anos. Escolhi essa idade pois 15 é coisa de menina que debuta, e 16 me parece um bom número para censura zero: podem escrever sobre qualquer coisa mesmo. Fui emancipada aos 16. Acho uma idade bacana pra marcar o início de uma maturidade. Imagino assim pra ele. Foram conselhos, recados, homenagens... Uma forma de deixar a marca de todas estas pessoas que o encheram de amor por agora, por todo o sempre. Obviamente não terei mais coragem de enterrar a cápsula. Só se eu colocar esta cápsula dentro de uma outra cápsula (rs). Fecho os olhos e imagino daqui uns 5 anos, se Deus quiser teremos um sítio, pra constantes uniões de amigos e família pra celebrar a vida, farei um mapa do tesouro e levaremos o Gabriel a um ponto estratégico para enterrar a cápsula. Será uma aventura este dia! E depois de 11 anos ele estará moço e ganhará o presente. Espero que ele não seja um desses adolescentes apáticos que não vêem graça em nada. Mas enfim: o plano está traçado. 
Depois, foram 3 horas abrindo os presentes, com direito à emoção e tudo (tive uma crise de choro de emoção quando tocou aquela música do Nando Reis "Pra você guardei o amor"). Ganhar presentes para o bebê é mais gratificante que pra mim mesma, um dos primeiros sinais do que a maternidade nos desperta certamente, como posso sentir em minha mãe até hoje, que põe a felicidade dos filhos acima da própria felicidade. Talvez comece a entender amigas que deixam suas profissões de lado ou mantém um casamento não tão feliz na tentativa e pensamento de estarem fazendo a melhor opção para criarem seus filhos. Ou mais que isso: talvez não seja uma questão de colocar a felicidade do filho acima da sua. Acho que é mais do que isto: talvez as coisas realmente mudem e a verdadeira felicidade de uma mãe seja seja ver a felicidade de seus filhos. E ser mãe, seja assim, um dos atos mais autruístas do ser humano. E nem é preciso ser mãe pra saber disto. Eu já sentia isto antes de tudo isto, simplesmente sendo filha. Sempre falo que mães tem seus "quês" de santa... Agora, chegou a minha vez de fazer alguém mais entender isto na pele e na alma. 
Ser mãe é, sem dúvidas, uma benção. 
Nunca me senti tão perto de Deus!...

Música do Dia: Pra você guardei o amor (Nando Reis e Ana Canãs), a música que me fez chorar no Chá de Bebê do Babyel:

Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir

Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir

Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar

Guardei
Sem ter porquê
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
Explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

Pra você guardei o amor
Que aprendi vendo os meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que o arco-íris
Risca ao levitar

Vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos
Trilho a infância, terço o berço
Do seu lar

Guardei
Sem ter porquê
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
Explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir

Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar

Guardei
Sem ter porquê
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
Explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder